FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Área de Ensino - Grupo de Estudos Léon Denis


1.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Diante
da afirmação de que Chico Xavier é a reencarnação de Allan Kardec, qual deve
ser a primeira atitude de todo espírita sério? Evidentemente, a de duvidar e a
de não tomar nenhuma posição antes de um profundo e sério estudo sobre o
assunto. A segunda: cabe um estudo a este respeito, em que pese o seu aspecto
puramente especulatório, cujo teor beira à curiosidade infrutífera? Ou ainda:
cabe-nos esmiuçar o passado, à busca de quem foi quem no processo
reencarnatório, diante da lei do esquecimento a que estão sujeitos os Espíritos
encarnados num planeta de expiações e provas como é o nosso? Devido à
repercussão do caso e também pelo fato de envolver duas figuras exponenciais do
Espiritismo, acreditamos que cabe a análise.
O
estudo, porém, não se faz à guisa de mera curiosidade, nem tão pouco com a
finalidade de adotar qualquer posição definitiva sobre o assunto, mas sim com o
propósito de evitar a adoção de possíveis falsas-verdades por parte de nós,
espíritas, pseudo-afirmações estas que poderiam nos desviar da pureza
doutrinária que se faz preeminente em nossas atividades doutrinárias.
Cabe
lembrar o quão é difícil constatar a identidade dos Espíritos desencarnados em
comunicações mediúnicas, que dirá a identidade dos Espíritos encarnados. Quanto
a este ponto, nos reportamos a “O Livro dos Médiuns”, em sua 2ª parte, cap.
XXIV, “Identidade dos Espíritos”, item 255, onde Kardec nos diz: “A questão
da identidade dos Espíritos é uma das mais controvertidas, mesmo entre os
adeptos do Espiritismo. Porque os Espíritos de fato não trazem nenhum documento
de identificação e sabe-se com que facilidade alguns deles usam nomes
emprestados. (...) em muitos casos a questão da identidade absoluta é
secundária e desprovida de importância real”. Quanto a esta última
frase, grifada por nós, cabe ainda ressaltar, extraindo-se outro trecho, agora
do item 256 do referido livro: “O que nos interessa não são as pessoas, mas
o ensino. Ora, se o ensino é bom, pouco importa que venha de Pedro ou Paulo”.
Contudo,
ainda que ponderando as colocações de “O Livro dos Médiuns”, a análise desta
questão se faz necessária, como entendemos e expusemos no início. E, diante disto,
fundamental é não esquecer as palavras do Espírito Erasto, encontradas também
em “O Livro dos Médiuns”, 2ª parte, cap. XX, “Influência Moral dos Médiuns”,
item 230: “Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos antigos provérbios. Não
admitais, pois, o que não for para vós de evidência inegável. Ao aparecer uma
nova opinião, por menos que vos pareça duvidosa, passai-a pelo crivo da razão e
da lógica. O que a razão e o bom senso reprovam, rejeitai corajosamente. Mais
vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria
falsa”.
Tal
mensagem, embasada na total prudência, é referendada pelo eminente Herculano
Pires. Na edição traduzida por esse ilustre espírita, encontramos a seguinte
nota de
rodapé (nota esta que não pode e nem deve passar em branco): “Essa regra de
ouro do Espiritismo, dada, como se vê, pelo Espírito Erasto, discípulo do
apóstolo Paulo, espalhou-se como sendo do próprio Kardec e em forma diferente,
ou seja: Mais vale rejeitar noventa e nove verdades, do que aceitar uma
mentira. Foi por esse motivo que a grifamos no texto. Trata-se, realmente, de
uma regra que deve ser constantemente observada nos trabalhos e nos estudos
espíritas”.
2.
SEGUINDO OS PASSOS DE KARDEC
Em
1854, quando Hippolyte Leon Denizard Rivail ouviu falar pela primeira vez das
mesas que giravam, através de seu amigo, o Sr. Fortier e, mais tarde, quando o
próprio Sr. Fortier lhe disse que elas não só giravam, mas respondiam a
perguntas, quais foram suas palavras? “Só acreditarei quando o vir e quando me
provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir, e que possa
tornar-se sonâmbula. Até lá, permita que eu não veja no caso mais do que um
conto para fazer-nos dormir em pé” (“Obras Póstumas”, 2ª parte, “Previsões
Concernentes ao Espiritismo – Minha Primeira Iniciação no Espiritismo”).
Enquanto
alguns teriam negado veementemente e outros, acreditado piamente, Hippolyte nem
negou, nem acreditou. Preferiu estudar primeiro o assunto para só aí tirar suas
conclusões.
Uma
vez constatada a existência de uma causa inteligente por detrás do fenômeno e,
sendo esta causa, nada além do que as almas dos próprios homens após sua morte,
duas questões se fizeram prioritárias para o Mestre de Lion. A primeira foi a
de não acreditar na infalibilidade dos Espíritos, haja vista que os Espíritos
nada mais são que as almas dos homens, portanto, podem não possuir o soberano
conhecimento sobre todos os assuntos. O seu saber está necessariamente limitado
ao seu grau de adiantamento. Assim, qualquer opinião, até prova em contrário,
não deve ser encarada como nada além do que uma opinião pessoal. Tal medida o
preservou de formular teorias sobre o dizer de um só ou de alguns. A
universalidade e a concordância no ensino dos Espíritos, portanto, era algo do
qual ele não abria mão.
A
segunda questão foi a da utilização do método experimental, que segundo ele,
jamais o fizeram aceitar teorias preconcebidas. Kardec observava, comparava,
deduzia as conseqüências. Dos efeitos procurava remontar às causas, pela
dedução e pelo encadeamento lógico dos fatos, não admitindo uma explicação como
válida senão quando pudesse resolver todas as dificuldades da questão.
Na
presente investigação, seria válida esta preocupação do Codificador? Sem dúvida
que sim, não só nesta, mas como em qualquer outra. Mesmo não sendo ela uma
investigação de vital importância para as nossas vidas, mesmo sendo ela a menos
importante, entre as menos importantes, se resolvemos investigá-la, que o
façamos seguindo os passos de Allan Kardec.
3.
A ORIGEM DA QUESTÃO
Uma
pergunta ressalta da observação: de onde surgiu esta idéia, a de que Chico
Xavier foi a reencarnação de Allan Kardec? Sim, porque toda idéia tem
necessariamente uma origem.
Ao
que tudo indica, tal proposição parece ser o resultado da afirmação feita pelo
Espírito Verdade a Allan Kardec, em sua casa, através da médium Sra. Schmidt, a
10 de junho de 1860, fato registrado no livro “Obras Póstumas”, em sua 2ª
parte, “Previsões Concernentes ao Espiritismo – Minha Volta”. As palavras foram
estas: “Não permanecerás longo tempo entre nós. Terás que volver à Terra
para concluir a tua missão, que não podes terminar nesta existência. Se fosse
possível, absolutamente não sairias daí; mas, é preciso que se cumpra a lei da
Natureza. Ausentar-te-ás por alguns anos e, quando voltares, será em condições
que te permitam trabalhar desde cedo. Entretanto, há trabalhos que convém os
acabes antes de partires; por isso, dar-te-emos o tempo que for necessário a concluí-los”.
Kardec,
em nota, ainda menciona: “Calculando aproximadamente a duração dos trabalhos
que ainda tenho de fazer e levando em conta o tempo da minha ausência e os anos
da infância e da juventude, até a idade em que um homem pode desempenhar no
mundo um papel, a minha volta deverá ser forçosamente no fim deste século ou no
princípio do outro”.
Existe
outra mensagem, também registrada em “Obras Póstumas”, intitulada “Primeira
Notícia de Uma Nova Encarnação”, em que o Espírito Zéfiro, na casa do Sr.
Baudin, através da médium Srta. Baudin, em 17 de janeiro de 1857, diz o
seguinte: “Mas, ah! a verdade não será conhecida de todos, nem crida, senão
daqui a muito tempo! Nessa existência não verás mais do que a aurora do êxito
da tua obra. Terás que voltar, reencarnado noutro corpo, para completar o que
houveres começado e, então, dada te será a satisfação de ver em plena
frutificação a semente que houveres espalhado pela Terra”.
Segundo
Kardec, Zéfiro não parecia tratar-se de um Espírito Superior, e, desta forma,
poder-se-ia dizer ser apenas a opinião pessoal de um Espírito amigo. No outro
caso, porém, a revelação partiu do Espírito Verdade, assim sendo, de cunho
muito mais confiável, por ser ele um Espírito a quem Kardec sempre recorria
para orientar-se e que se manifestou exatamente para este fim. Era alguém em
quem Kardec confiava plenamente, não cegamente, porque o Espírito Verdade se
fizera digno de confiança. No entanto, o que vale ressaltar nestas mensagens,
pelo critério da universalidade? Seria o fato de que sua volta se daria em
poucos anos e que o seria em condições de iniciar seus trabalhos bem cedo? Ou
mesmo, de que lhe seria dado a satisfação de ver sua obra em plena
frutificação? Nem uma, nem outra. Pelo critério da universalidade, o que
devemos destacar é a menção de que Kardec reencarnaria (o que, pela lei da
evolução, é um fato óbvio), mas para concluir sua obra (o que, por si só,
revestiria tal encarnação de uma importância muito grande).
No
entanto, o que se percebe, em face das comunicações de “Obras Póstumas”, é que
aqueles que se predispuseram a raciocinar sobre o assunto, não só levaram em
conta o que destacamos como relevante, mas também o que julgamos não se deveria
levar e, portanto, alinhavaram seu pensamento da seguinte forma: se Kardec se
ausentará por alguns anos e depois voltará à Terra; se ele próprio calcula que
sua volta ocorrerá entre o fim do século XIX e o início do século XX; ora,
então, será que Kardec já não reencarnou? Terá ocorrido, como disse Jesus aos
apóstolos, Elias não só voltou, como não o reconheceram, entendendo os
apóstolos que ele falava de João Batista? Então, da mesma forma, será que
Kardec já reencarnou e nós não o reconhecemos?
Naturalmente,
o raciocínio prosseguiu desta maneira: se Kardec terá que voltar em outro corpo
para completar sua obra, para concluir sua missão; ainda, se Kardec
forçosamente terá que voltar no início do século XX, iniciando seus trabalhos
desde cedo; enfim, quem, no século que passou, poderia ter preenchido tal
cargo? Quem, efetivamente, deu continuidade de forma decisiva ao Espiritismo?
Quem trouxe novas informações? As perguntas conduziram, todas elas, a uma
personalidade: Francisco Cândido Xavier, cuja obra, inclusive, como a de
Kardec, não é sua, mas dos Espíritos; cuja obra se imaginou concluir a de
Kardec, embora entendamos que ela apenas a desenvolva, na medida em que traz
novas elucidações e desenvolve temas da primeira, intensifica e populariza o
intercâmbio entre os encarnados e desencarnados e revela detalhes da vida
espiritual. Francisco Cândido Xavier, cujo nascimento se deu em 1910, início do
século XX; cuja missão iniciou-se desde cedo, já em 1927; cuja existência
pareceu se dar em plena frutificação da Doutrina Espírita.
Diante
desta análise, percebemos, portanto, de onde provavelmente surgiu a idéia de
Chico Xavier ser a reencarnação de Allan Kardec. Tendo advindo de um
questionamento possível, embasado em “Obras Póstumas”, que, apesar de não fazer
parte da Codificação, foi escrito por Allan Kardec, o que por si só, lhe dá
credibilidade, tal hipótese ganhou força em alguns segmentos do meio espírita.
As
conseqüências das mensagens já as conhecemos ou, pelo menos, supomos conhecer.
Analisemos, portanto, o seu conteúdo, em face da seguinte indagação: até que
ponto podemos dar crédito a essas informações?
Primeiramente,
examinemos o que poderiam desmerecê-las:
ü Todo o material publicado em “Obras Póstumas”, como o
próprio nome diz, se deu após o desencarne de Kardec. Teria ele avalizado a
publicação das mensagens, caso estivesse vivo?
ü Por que Kardec nunca mencionou nada a respeito? Que não o
fizesse nas obras da Codificação, pois não seria assunto pertinente, mas, o que
dizer da Revista Espírita? Por que nenhuma palavra sobre o assunto no poderoso
meio de comunicação que ele mesmo criou?
ü Teria ele não dado importância às mensagens?
ü Em artigo publicado na própria “Revista Espírita”, em março
de 1868, temos a seguinte colocação: “É, sobretudo o vigésimo século que
verá florescerem grandes apóstolos do Espiritismo, e que poderá ser chamado o
século dos messias. Então a antiga geração terá desaparecido e a nova estará em
plena força; livre de suas convulsões, formada de elementos novos e
regeneradores, a humanidade entrará definitivamente e pacificamente na fase do
progresso moral, que deve elevar a Terra na hierarquia do mundo”. Haveria
alguma razão para Kardec não mencionar aqui a sua própria volta, já que a
estimava provavelmente para o próprio século XX?
A
essas questões, poderíamos responder o seguinte, em favor da importância das
mensagens:
ü Que razão teria ele para não avalizar tais mensagens, se as
guardara em seus compêndios?
ü O próprio título da 2ª parte de “Obras Póstumas” diz:
“Extratos, in-extenso do livro das Previsões Concernentes ao Espiritismo,
manuscrito composto com especial cuidado por Allan Kardec e do qual nenhum
capítulo fora ainda publicado”, o que parece deixar claro que Kardec pretendia
publicar ele mesmo o livro, no qual constariam as mensagens. Talvez aí a razão
de nunca mencioná-las, senão no momento certo, a fim de preservar a Doutrina,
ainda iniciante, da fútil curiosidade, que poderia fazer com que todas as
atenções se voltassem mais para o Codificador do que para a Codificação, e que
foi sempre sua preocupação não deixar acontecer;
ü Mencioná-las, por outro lado, de forma precipitada,
pareceriam, de sua parte, falta de humildade, ou, por outra, presunção. Seria o
enaltecimento do eu, antes da hora, admitindo de antemão o seu sucesso,
o que poderia desmerecer a Codificação, e, possivelmente, conduzi-lo ao rol dos
falsos profetas. Nota-se que só em “Obras Póstumas” Kardec se coloca
enfaticamente na primeira pessoa, falando de “Minha Missão”, “Minha Volta”,
“Meu Espírito Protetor”, etc. Em nenhum instante, no Pentateuco Espírita, ele enaltece
a si mesmo, pois a obra não era sua e sim dos Espíritos. Por isso, tal livro só
poderia mesmo ser publicado depois de concluído o trabalho e – talvez mesmo –
somente após sua morte, quando, aí sim, faria sentido mostrar a todos a
importância da missão confiada a ele. Diante da obra e de seu caráter
revelatório, importante seria mostrar, à posteridade, a pessoa do revelador e
como se deu esta revelação. Somente neste momento e não antes;
ü Não parece que não tenha dado importância às mensagens,
senão, não as teria relacionado duas vezes. O fato de acrescentar, a cada
inserção, datas tão precisas, parece demonstrar que escrevia um diário, onde
registrava todos os acontecimentos relevantes. Nomear a mensagem de Zéfiro como
“Primeira Notícia de uma Nova Encarnação”, dá a entender que outras mensagens
ocorreram à mesma época. Ou, diante da mensagem do Espírito Verdade, ele
acrescentou ao título da mensagem anterior “Primeira Notícia”, onde poderia
estar simplesmente “Notícia”. Seja como for, fica evidente a importância que
ele deu às comunicações, até pelo fato da repetição de seu conteúdo em épocas
diferentes e através de médiuns diferentes;
ü Não teria o próprio Kardec, em Espírito, se empenhado em que
“Obras Póstumas” fossem ao prelo, para que, não só estas, mas outras
informações viessem ao nosso conhecimento? Vamos julgar que o acaso as trouxe
até nós? Ou ainda: teriam vindo até nós sem o consentimento dos Espíritos
Superiores?
ü É interessante observar, por fim, que tais mensagens não se
deram pelo interesse de Kardec em saber o futuro. O contexto em que ocorrem (ao
lermos os textos na íntegra), tratam de assuntos outros que não o futuro. As
revelações, se é que se pode chamá-las assim, ocorrem por parte dos Espíritos
de forma espontânea, sem que Kardec esteja pensando no assunto, nem tão pouco
se nota nele qualquer tipo de fixação neste sentido.
Independentemente
do fato de acreditarmos ou não no teor das mensagens, parece inegável o
raciocínio que elas produziram na mente de algumas pessoas, levando-as a crer
que Chico Xavier foi a reencarnação de Allan Kardec.
Outros
questionamentos ainda poderiam ser levantados, em função do teor das mensagens.
Por exemplo:
ü Que parâmetros temos para afirmar que a Doutrina Espírita
encontra-se ou encontrava-se, à época de Chico Xavier, em plena frutificação ou
até, já frutificada?
ü Até que ponto podemos considerar a Doutrina Espírita
concluída pelo trabalho de qualquer um dos grandes vultos do Espiritismo?
ü Que autoridade ou conhecimento temos para afirmar tal coisa?
ü Ainda: o quê, efetivamente, poderia ser considerado como a
conclusão da obra de Kardec?
ü Finalizando: quanto tempo representa, para os Espíritos,
“alguns anos”? Não terá Kardec, portanto, se equivocado em seus cálculos?
São
perguntas que nos levam, inevitavelmente, a um outro estudo, que não o
presente. Por isso, a importância de nos fixarmos, diante das mensagens de
“Obras Póstumas”, e, a fim de prosseguir no estudo em pauta, apenas naquilo que
possa ser considerado como idéia aparentemente universal, isto é, a de uma nova
reencarnação de Allan Kardec com o intuito de concluir sua obra.
4.
A DIFERENÇA DE PERSONALIDADES
A
despeito das considerações feitas até agora e, em se admitindo que o raciocínio
daqueles que analisaram “Obras Póstumas” esteja correto e que, por conseguinte,
Chico Xavier foi a reencarnação de Allan Kardec, então, não teríamos de
encontrar na vida pessoal de cada um, principalmente no que diz respeito à
manifestação da personalidade, o expressar-se de um mesmo Espírito? E, ainda
que não encontrássemos nenhuma semelhança entre os dois, ainda assim poderíamos
considerar Chico a reencarnação de Kardec? Como disse o próprio Kardec, não
devemos admitir uma explicação como válida senão quando possa resolver todas as
dificuldades da questão. Assim, diante desta nova pergunta, apresentamos em
resumo os traços mais marcantes dos dois missionários, para a devida comparação
e reflexão:
Allan
Kardec – corajoso, seguro, de mente límpida e clara, um pensador caracterizado
pela racionalidade e pela independência intelectual, com grande poder de síntese,
dotado de raciocínio claro e preciso, pesquisador preocupado não só com as questões
intelectuais, mas também com as questões morais, cujas virtudes se refletem visivelmente
por toda a Codificação, muito embora a Doutrina seja dos Espíritos.
Chico
Xavier – dócil, amoroso, sensível, poético, a personificação da paciência, do amor
e da humildade, um Espírito de elevadíssima moral, mas caracterizado pela quase
total dependência em relação aos Espíritos. Médium exemplar, instrumento dos
mais valiosos para a Espiritualidade, não deixou, entretanto, obras escritas do
próprio punho, tendo afirmado inúmeras vezes não ter condições intelectuais
para fazê-lo.
Observando-se,
portanto, ambos, com relação às características pessoais, no tocante ao livre
expressar da personalidade, não do caráter, pois que os dois são de índole
inatacável, mas na maneira de ser, de pensar, de agir, de avaliar, de proferir,
o que resulta desta análise? A verificação de uma notável e significante
diferença entre os dois. Com base nisto, poderíamos afirmar, então, não se
tratarem mesmo de um só Espírito em roupagens diferentes? Cumpre analisar a
questão à luz da Codificação Espírita e, para tanto, recorramos a “O Livro dos
Espíritos”.
Nas
questões propostas por Kardec, de números 216, 218a, 218b, 219 e 220, vemos que
as respostas dos Espíritos nos indicam que o mesmo Espírito, em encarnações
diferentes, pode ser reconhecido por sua personalidade, como também pode não
ser. As questões mencionadas, extraídas de “O Livro dos Espíritos”, em seu
livro segundo, “Mundo Espírita ou dos Espíritos”, cap. IV, “Pluralidade das
Existências”, no item IX, “Idéias Inatas”, foram transcritas abaixo. Note-se:
sublinhado, o que nos autoriza a tirar conclusões negativas pela análise das
personalidades. Em negrito, o que poderia nos autorizar a conclusões positivas:
Questão
216. O Homem conserva, em suas novas existências, os traços do caráter moral
das existências anteriores?
“Sim,
isso pode acontecer. Mas ao melhorar-se, ele se modifica. Sua posição social
também pode não ser a mesma. Se de senhor ele se torna escravo, suas inclinações
serão muito diferentes e teríeis dificuldade em reconhecê-lo. O Espírito, sendo o mesmo, nas diversas encarnações, suas
manifestações podem ter, de uma para outra, certas semelhanças.
Estas, entretanto, serão modificadas pelos costumes da nova posição, até
que um aperfeiçoamento notável venha a mudar completamente o seu caráter,
pois de orgulhoso e mau pode tornar-se humilde e humano, desde que se haja arrependido”.
Questão
218a. A teoria das idéias inatas não é quimérica?
"Não;
pois os conhecimentos adquiridos em cada existência não se perdem. O Espírito,
liberto da matéria, sempre se recorda. Durante a encarnação, pode esquecê-los
em parte, momentaneamente, mas a intuição que lhe fica ajuda o seu
adiantamento. Sem isso, ele sempre teria de recomeçar. A cada nova existência,
o Espírito toma como ponto de partida aquele em que se achava na precedente”.
Questão
218b. Deve então haver uma grande conexão entre duas existências sucessivas?
“Nem
sempre tão grande como podeis pensar, porque as posições são quase sempre muito
diferentes, e no intervalo de ambas o Espírito pode progredir. (Ver questão
216)”.
Questão
219. Qual é a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem
estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos, como as línguas,
o cálculo, etc?
“Lembrança
do passado; progresso anterior da alma, mas do qual ela mesma não tem consciência.
De onde queres que elas venham? Os corpos mudam, mas o Espírito não muda,
embora troque a vestimenta”.
220.
Com a mudança dos corpos, podem perder-se certas faculdades intelectuais, deixando-se
de ter, por exemplo, o gosto pelas artes?
“Sim,
desde que se tenha desonrado essa faculdade, empregando-a mal. Uma faculdade
pode, também, ficar adormecida durante uma existência, porque o Espírito quer
exercer outra, que não se relacione com ela. Nesse caso, permanece em estado
latente, para reaparecer mais tarde”.
Um
parêntesis se faz indispensável. Relacionamos as questões que envolvem o caráter
moral e intelectual que se expressam ou podem se expressar independentemente do
corpo físico. Quanto ao caráter físico, mais especificamente, possíveis
semelhanças físicas, entendemos que qualquer alusão neste campo não resistiria
a uma análise mais séria, se compararmos Chico a Kardec, e que, a questão 217
de “O Livros dos Espíritos” é muito clara a este respeito. Vejamos:
Questão
217. Nas diferentes encarnações, o homem conserva os traços do caráter físico
das existências anteriores?
“O
corpo é destruído e o novo corpo não tem nenhuma relação com o antigo. Entretanto,
o Espírito se reflete no corpo. Embora seja este apenas matéria, é modelado pelas
qualidades do Espírito, que lhe imprimem um certo caráter, principalmente ao semblante,
sendo, pois, com razão que se apontam os olhos como o espelho da alma, o que
quer dizer que o rosto, mais particularmente, reflete a alma (...)”.
Embora
pareça nos contradizermos ao relacionar esta questão, pois, se o novo corpo não
tem relação com o anterior, ainda assim o Espírito se reflete nele, deve entender-se
que este refletir não se trata de semelhanças físicas, as quais dizem respeito apenas
à hereditariedade material, da alçada da Genética. Os Espíritos nos falam aqui
de semelhanças abstratas, como o caráter moral e intelectual, que se refletem,
exteriorizam-se, o que, por sinal, notadamente não aconteceu, se analisarmos
Chico Xavier, caso entenda-se ter sido ele a reencarnação de Allan Kardec.
Ainda
que haja semelhanças físicas, o bom senso e a análise séria nos dizem que não
devem passar de mera coincidência.
Quanto
à questão de gostos e hábitos, teriam que haver muitos pontos de coincidência,
não apenas um ou dois, para se suspeitar tratarem-se do mesmo Espírito.
Não
é por estes campos (semelhanças físicas e hábitos) que se conseguirá provar algo,
pois, como já dissemos, não resistem a uma análise mais séria.
Ainda,
também dentro do parêntesis aberto, não podemos esquecer de comentar sobre o
livro “Na Próxima Dimensão”, de Carlos Baccelli, ditado pelo Espírito Inácio,
onde este afirma que Chico Xavier foi a reencarnação de Allan Kardec. Acreditar
em tal suposição baseada apenas neste relato seria, como diria Kardec, dar crédito
a apenas um Espírito e assim correr o risco de ser joguete de suas opiniões
pessoais, antes mesmo de haver uma concordância e universalidade nesta
revelação. Seria também desmerecer todo o estudo que ora é empreendido.
Voltando
à diferença de personalidades, analisemos as questões apresentadas e tentemos
responder às seguintes perguntas:
ü Apesar das posições sociais muito diferentes e da influência
do meio, totalmente diversa, haveria alguma razão para Allan Kardec não se
expressar em toda sua capacidade, reencarnando como Chico Xavier?
ü Em sabendo que os conhecimentos adquiridos anteriormente não
se perdem, e que, muito menos, usou Kardec mal sua inteligência, haveria alguma
razão para que reencarnasse com estes mesmos conhecimentos adormecidos ou bloqueados?
Poderíamos alegar que, talvez, para evoluir noutro sentido, como no campo da moral.
Mas, já não era Kardec evoluído também moralmente? Que necessidade teria,
então, de se manifestar privado daquilo que melhor ele tinha?
Em
nosso auxílio, podemos mencionar a mensagem do Espírito Erasto, no livro “O Evangelho
Segundo o Espiritismo”, cap. XXI, “Falsos Cristos e Falsos Profetas”, no item 9,
“Caracteres do Verdadeiro Profeta, por Erasto, em Paris, 1862”, que diz: “(...)
se o Cristo reencarnasse na Terra, o faria com todo o seu poder e todas as suas
virtudes, a menos que se admita, o que seria absurdo, que ele houvesse
degenerado. Ora, da mesma maneira que se tirarmos de Deus um dos seus
atributos, já não teremos Deus, se tirarmos uma só das virtudes do Cristo, não
mais o teremos”. Aplicar-se-ia também a Kardec?
Tivesse
sido Chico Xavier um homem austero, rígido, imponente, detentor de um
raciocínio lógico e equilibrado, que expusesse suas opiniões mesmo contra a
vontade de todos, que não houvesse titubeado sequer um instante, isto posto,
aliado às informações do livro “Obras Póstumas”, ninguém se surpreenderia se
alguém afirmasse: “Chico Xavier foi a reencarnação de Allan Kardec”. Mas
não é o que acontece, pois a diferença entre os dois é muito grande. E, mesmo
que se admitisse que o trabalho de Chico só poderia, como de fato é, ter o devido
reconhecimento por não haver interferência nenhuma de suas próprias idéias, daí
justificando-se a psicografia puramente mecânica e inconsciente, e que, em
sendo ele Kardec, então, este teria que ter as faculdades intelectuais adormecidas
para não haver tal interferência, ainda assim, que finalidade útil haveria
nisto para o próprio Kardec? Não seria, aliás, um total desperdício de sua
capacidade e de seu tempo, uma estagnação em sua evolução?
Podemos,
por outro lado, afirmar que Allan Kardec era superior a Chico Xavier? Analisando
a biografia de cada um e utilizando-se da Escala Espírita, não é difícil identificá-los
nesta mesma escala e, assim, responder de forma clara a esta pergunta. Em “O
Livro dos Espíritos”, livro segundo, “Mundo Espírita ou dos Espíritos”, cap. I,
“Dos Espíritos”, no item VI, “Escala Espírita”, “Segunda Ordem – Espíritos
Bons”, questões 107, 108 e 110, temos:
Questão
107. CARACTERES GERAIS. Predomínio do Espírito sobre a matéria; desejo do bem.
Suas qualidades e seu poder de fazer o bem estão na razão do grau que atingiram:
uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade; os mais adiantados juntam
ao seu saber as qualidades morais. (...) Podemos dividi-los em quatro grupos principais:
Questão
108. QUINTA CLASSE. ESPÍRITOS BENÉVOLOS. – Sua qualidade dominante é a bondade;
gostam de prestar serviços aos homens e de os proteger; mas o seu saber é
limitado: seu progresso realizou-se mais no sentido moral que no intelectual.
Questão
109. TERCEIRA CLASSE. ESPÍRITOS PRUDENTES. – Caracterizam-se pelas qualidades
morais de ordem mais elevada. Sem possuir conhecimentos ilimitados, são dotados
de uma capacidade intelectual que lhes permite julgar com precisão os homens e
as coisas.
Parece-nos
claro a posição de superioridade de Allan Kardec em relação a Chico Xavier, no
que concerne à hierarquia espiritual a que estamos sujeitos, por isso, sem desmerecer
o segundo, para que admitamos serem os dois o mesmo Espírito, teríamos de
colocar por terra as afirmações da Codificação de que o Espírito nunca
retrograda em sua caminhada evolutiva. E teríamos também que encontrar uma
explicação e uma utilidade no mínimo razoável para que Kardec não se mostrasse
em toda sua capacidade em uma nova encarnação.
Por
que, então, a aparente contradição nas respostas dadas pelos Espíritos, onde ora
afirmam que podemos reconhecer um Espírito numa nova roupagem, ora afirmam que não?
Fica claro não se tratar de contradição, mas sim da necessidade da instrução
ter o cunho de uma ordem geral, porque as situações variam ao infinito, isto é,
procuram abranger desde os Espíritos mais imperfeitos até os mais evoluídos.
Fica claro também que, quanto mais evoluído o Espírito, menos necessidade ele
tem de privar-se desta ou daquela faculdade.
5.
DUAS CORRENTES DE PENSAMENTO
Depreende-se
claramente do presente estudo, duas correntes de pensamento bem definidas.
A
primeira que afirma ter sido Chico Xavier a reencarnação de Allan Kardec, cujo argumento
principal é a dedução realizada a partir das mensagens de “Obras Póstumas”.
A
segunda que afirma o contrário, Chico Xavier não foi a reencarnação de Allan Kardec,
cujo argumento principal é a diferença evidente de personalidade entre ambos.
No
entanto, é interessante notar que a segunda corrente só surgiu para explicar o que
julgava errado na teoria da primeira. Assim, conclui-se que, todo o raciocínio,
no final das contas é um só. Apenas se formaram duas correntes porque a
primeira não levou a cabo seu raciocínio, com a necessária confrontação da nova
idéia diante do que nos traz a Codificação, onde, inclusive, já teria
encontrado a sua própria condenação. E o que é pior: a primeira corrente, para
sustentar sua tese, ainda anexou a ela argumentos tão pueris e insustentáveis,
que salientamos novamente, não resistem a um estudo mais sério, entre eles “a
mão de Chico é igual à de Kardec e Chico usava paletó, como Kardec; então ele é
mesmo kardec”.
Todo
o contexto, enfim, se apresenta a nós da seguinte forma:
1.
Hipótese: Chico Xavier foi a reencarnação de Allan Kardec.
2.
Bases da hipótese: a) trechos do livro “Obras Póstumas” sobre a próxima reencarnação
de Kardec; b) opiniões de alguns Espíritos, não validadas pelo critério da
universalidade;
3. A
hipótese partiu de um questionamento possível? Sim.
4.
Para admiti-la, conseguimos atender a todas as exigências lógicas da questão? Não.
5. E
por que não? Porque a hipótese não se sustenta diante da argumentação doutrinária,
destacando-se, particularmente, a diferença de personalidades entre ambos
(Chico/Kardec).
6.
Conclusão: não podemos admiti-la como verdade.
Cabe
analisar, en passant, um último aspecto: tomando, evidentemente, como verdadeira,
a previsão do Espírito Verdade quando afirma a Kardec que ele irá voltar, podemos
ainda pensar: “ou Kardec ainda não reencarnou, sendo que seus cálculos estavam
errados e que, para a Espiritualidade Superior, alguns anos, representam muito mais
do que os trinta ou quarenta anos que ele imaginou para a sua volta; ou, ele
já reencarnou. E, se reencarnou, ou ainda não se mostrou, ou, tendo-se
mostrado, nós não fomos ainda capazes de identificá-lo”.
Com
relação a esta questão do tempo, vejamos as palavras do Espírito Galileu, no livro
“A Gênese”, cap. VI, “Uranografia Geral”, “O Espaço e o Tempo”, item 2: “(...)
O tempo é apenas uma medida relativa da sucessão das coisas transitórias; a
eternidade não é suscetível de medida alguma, do ponto de vista da duração;
para ela, não há começo, nem fim: tudo lhe é presente. Se séculos de séculos
são menos que um segundo, relativamente à eternidade, que vem a ser a duração
da vida humana?”.
6.
CONCLUSÃO
É
evidente que a tomada de decisão é um fator que envolve muita responsabilidade
e é, a nosso ver, temeroso afirmar ou negar o que quer que seja. Entretanto,
como devemos tomar uma posição, haja vista esta ser a finalidade do presente
estudo, vamos às considerações finais.
Embora
admitindo que as comunicações constantes de “Obras Póstumas” sejam sérias e
que, se não tivessem sido, certamente não constariam dos arquivos de Kardec, inclusive
com vias a uma publicação, ainda mais com uma nota, onde fizera cálculos para localizar
uma data aproximada para a sua próxima encarnação, a se salientar ainda o fato das
duas mensagens terem ocorrido num intervalo de três anos, dadas por Espíritos diferentes
e por médiuns diferentes; porém, não esquecendo do conselho de Erasto que nos
ensina a rejeitar dez verdades, a aceitarmos uma mentira, concluímos que:
1.
Kardec, assim como o Cristo não reencarnaria novamente na Terra sem que pudesse
contar com todas as suas virtudes, principalmente porque viria com uma missão,
que não outra, senão a de completar a sua obra;
2.
Entendemos que os cálculos efetuados por Kardec estavam equivocados porque a medida
de tempo no plano espiritual é diferente da nossa;
3.
Não tendo reencarnado como Chico Xavier, certamente não reencarnou ainda em nosso
planeta, ou, se já reencarnou, ainda não iniciou suas atividades, ou mesmo, pode
ainda estar no início delas, uma vez que não apareceu até agora ninguém em que
se possa reconhecer todas as suas qualidades e virtudes;
4.
Que esta reencarnação até nem poderia dar-se no Brasil, dado aos inúmeros e competentes
trabalhadores existentes neste país, podendo dar-se em outra pátria, para
alavancar a Doutrina Espírita em âmbito mundial e, quem sabe, até, para auxiliar
na comprovação definitiva por parte da Ciência da existência do Espírito. Quem,
melhor do que Kardec, para empreender tal missão? Tornar aquilo que é da alçada
do Espiritismo, também da alçada da Ciência?
5.
Como decorrência desta análise, portanto, deduz-se que sua obra não esteja concluída;
Importa
ainda lembrar que, publicamente, Chico Xavier, nunca afirmou ser a reencarnação
de Allan Kardec, muito pelo contrário, até chegou a negar em certas ocasiões.
Portanto, cabe ainda, acima de tudo, respeitarmos a posição do maior envolvido no
assunto.
Assim,
em que pese o fato de que possam surgir novos elementos que venham a retificar
ou ratificar nosso estudo, entendemos que Chico Xavier não foi a reencarnação de
Allan Kardec, isto evidenciado pela enorme diferença de personalidade entre
ambos e ainda pelo fato de que, em se mostrando Kardec reencarnado, não lhe
poderia faltar nenhuma de suas virtudes.
Entretanto,
e acima de tudo, nós, espíritas, devemos sempre ter em mente que não podemos
nos perder em discussões estéreis e que pouco possam agregar à nossa condição
evolutiva e ao nosso trabalho como doutrinadores. Seria mais ou menos como debater
o que fez Jesus até os trinta anos de idade. Será que isto realmente interessa?
Poder-se-ia
dizer: o fazemos a título de pesquisa histórica. Mas, e quanto ao mais importante,
ou seja, e quanto à busca da essência de seus ensinamentos? E quanto à conquista
da prática diária destes mesmos ensinamentos? Será que não os estamos relegando
a segundo plano, quando deveria ser o inverso?
Sejamos,
portanto, práticos e objetivos, dando a cada coisa o seu devido valor. Tomemos
como parâmetro para esta reflexão as obras da Codificação, os livros psicografados
por Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco, mirando-nos no exemplo de Bezerra de
Menezes, mas, acima de tudo, foquemos nossas ações e pensamentos nos ensinamentos
morais do Cristo, bem como em suas sábias palavras, entre elas, aquelas que
dizem “reconhece-se a árvore pelos frutos”, de onde podemos depreender que, importam
os frutos e não a árvore.
[Ir para a página inicial - se estiver DENTRO DO SITE]
[Ir para a página inicial - se estiver FORA DO SITE]