Código Penal da Vida Futura
in O Céu e
o Inferno, capVII - obra codificada por Allan
Kardec

O Espiritismo não se
apoia, pois, numa autoridade de natureza particular para formular um código
fantasioso. Suas leis, no que toca ao futuro da alma são deduzidas de
observações positivas sobre fatos e podem ser resumidas da seguinte
maneira:
1o. A alma ou Espírito sofre, na vida espiritual, as
conseqüências de todas as imperfeições das quais não se despojou, durante a
vida corporal. Seu estado, feliz ou infeliz, é inerente ao grau de sua
depuração ou de suas imperfeições.
2o.
A felicidade perfeita está ligada à perfeição,
quer dizer, à depuração completa do Espírito.
Toda imperfeição é, ao mesmo tempo, uma causa de
sofrimento e de privação de prazer, do mesmo modo que,
toda qualidade adquirida, é uma causa de prazer e de atenuação
dos sofrimentos.
3o. Não há uma única imperfeição da
alma que não carregue consigo as suas conseqüências deploráveis,
inevitáveis, e uma única boa qualidade que não seja a fonte de um
prazer. A soma das penas é assim proporcional à soma das imperfeições,
do mesmo modo que a dos gozos está em razão da soma das qualidades. A
alma que tem dez imperfeições, por exemplo, sofre mais do que aquela que não
as tem senão três ou quatro; quando, dessas dez imperfeições, não lhe restar
senão a quarta parte ou a metade, sofrerá menos, e, quando não lhe restar
nenhuma delas, não sofrerá mais de qualquer coisa e será perfeitamente
feliz. Tal, sobre a Terra, aquele que tem várias enfermidades sofre
mais do que aquele que não tem senão uma, ou que não tem nenhuma. Pela
mesma razão, a alma que possui dez qualidades goza mais do que aquela que as
tem menos.
4o. Em virtude da lei do progresso, tendo, toda alma a
possibilidade de adquirir o bem que lhe falta, e de se desfazer do que ela
tem de mau, segundo os seus esforços e a sua vontade, disso resulta que o
futuro não está fechado para nenhuma criatura. Deus não repudia nenhum
dos seus filhos; recebe-os, em seu seio, à medida que atingem a perfeição,
deixando, assim, a cada um, o mérito das suas obras.
5o. Estando o
sofrimento ligado à imperfeição, do mesmo modo que o prazer está à
perfeição, a alma carrega, consigo mesma, o seu próprio castigo, por toda
parte onde se encontre; para isso, não tem necessidade de um lugar
circunscrito. O inferno, pois, está por toda parte onde haja almas
sofredoras, do mesmo modo que o céu está por toda parte onde haja almas
felizes.
6o. O bem e o mal que se faz são o produto das boas e das
más qualidades que se possui. Não fazer o bem que se poderia fazer é,
pois, o resultado de uma imperfeição. Se toda imperfeição é uma fonte
de sofrimento, o Espírito deve sofrer não apenas por todo o mal que fez, mas
por todo o bem que poderia fazer, e não fez, durante a sua vida
terrestre.
7o. O Espírito sofre pelo próprio mal que ele fez, de
maneira que, estando a sua atenção incessantemente centrada sobre as
conseqüências desse mal, compreende melhor os seus inconvenientes e está
estimulado a dele se corrigir.
8o. Sendo a justiça de Deus infinita,
tem uma conta rigorosa do bem e do mal; se não há uma única ação má, um
único mau pensamento que não tenha as suas conseqüências fatais, não há uma
única boa ação, um único bom movimento da alma, o mais leve mérito, em uma
palavra, que seja perdido, mesmo entre os mais perversos, pois é um começo
de progresso.
9o. Toda falta cometida, todo mal realizado, é uma
dívida contraída que deve ser paga; se não for numa existência, será na
seguinte ou nas seguintes, porque todas as existências são solidárias, umas
com as outras. Aquilo que se paga na existência presente não deverá
ser pago por segunda vez.
10o. O Espírito sofre a pena das suas
imperfeições, seja no mundo espiritual, seja no mundo corporal. Todas
as misérias, todas as vicissitudes que suportamos na vida corporal, são
conseqüências de nossas imperfeições, de expiações de faltas cometidas, seja
na existência presente, seja nas precedentes. Pela natureza dos
sofrimentos e das vicissitudes que se experimentam na vida corporal, pode-se
julgar da natureza das faltas cometidas, em uma precedente existência, e das
imperfeições que lhes são causa.
11o. A expiação varia segundo a
natureza e a gravidade das faltas; a mesma falta pode, assim, dar
lugar a expiações diferentes, segundo as circunstâncias, atenuantes ou
agravantes, nas quais foram cometidas.
12o. Não há, sob o aspecto da
natureza e da duração do castigo, nenhuma regra absoluta e uniforme; a única
lei geral é que toda falta recebe a sua punição, e toda boa ação a sua
recompensa, segundo o seu valor.
13o. A duração do castigo está
subordinada à melhoria do Espírito culpado. Nenhuma condenação, por
tempo determinado, é pronunciada contra ele. O que Deus exige para pôr
termo aos seus sofrimentos, é uma melhora séria, efetiva, e um retorno
sincero ao bem. O Espírito é, assim, sempre, o árbitro da sua própria
sorte; pode prolongar os seus sofrimentos pelo endurecimento no mal,
abranda-los ou abrevia-los por seus esforços para fazer o bem.
Uma condenação,
por um tempo determinado qualquer, teria o duplo inconveniente ou de
continuar a ferir o Espírito que teria se melhorado, ou de cessar quando
este ainda estaria no mal. Deus, que é justo, pune o mal quando ele
existe; e cessa de punir quando o mal não existe mais; ou, si se quer, sendo
o mal moral, por si mesmo, uma causa de sofrimento, o sofrimento dura tão
longo tempo quanto o mal subsista; a sua intensidade diminui à medida que o
mal se enfraquece.
14o. Estando a duração do castigo subordinada ao
melhoramento, disso resulta que o Espírito culpado que não se melhora nunca,
sofrerá sempre, e que, para ele, a pena seria eterna.
15o. Uma
condição inerente à inferioridade dos Espíritos é a de não ver o termo de
sua situação, e de crer que sofrerão sempre. É, para eles, um castigo
que lhes parece que será eterno.
16o. O arrependimento é o primeiro
passo para a melhoria; mas só ele não basta, é preciso, ainda, a expiação, a
reparação.
Arrependimento,
expiação e reparação são as três
condições necessárias para apagar os traços
de uma falta e suas conseqüências. O arrependimento abranda
as dores da expiação, no que traz a esperança e
prepara os caminhos da reabilitação; mas unicamente a
reparação pode anular o efeito, em destruindo a causa; o
perdão seria uma graça e não uma anulação.
17o. O arrependimento pode
ocorrer em qualquer parte e em qualquer tempo; se é tardio, o culpado sofre
por maior tempo. A expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais,
que são a conseqüência da falta cometida, seja desde a vida presente, seja,
depois da morte, na vida espiritual, seja em nova existência corporal, até
que os traços da falta tenham se apagado.
A reparação
consiste em fazer o bem àquele a quem se fez o mal. Aquele que não
reparar os seus erros nesta vida, por impossibilidade ou má vontade, se
reencontrará numa existência ulterior, em contato com as mesmas pessoas que
tiveram do que se lastimar dele, e em condições escolhidas por ele
mesmo, de maneira a poder provar-lhes o seu devotamento, e fazer-lhes tanto
bem quanto lhes haja feito de mal.
Nem todas as faltas acarretam um
prejuízo direto e efetivo; nesse caso, a reparação se cumpre: fazendo
o que se devia fazer e não se fez, cumprindo os deveres que foram
negligenciados ou desconhecidos, as missões em que se faliu; praticando o
bem em sentido contrário àquilo que se fez de mal; quer dizer, sendo humilde
onde se foi orgulhoso, brando onde se foi duro, caridoso onde se foi
egoísta, benevolente se foi malévolo, trabalhador se foi preguiçoso, útil se
foi inútil, moderado se foi dissoluto, de bom exemplo se deu maus exemplos,
etc. É assim que o Espírito progride, aproveitando o seu
passado.
18o. Os Espíritos imperfeitos estão excluídos dos mundos
felizes, onde perturbariam a harmonia; permanecem nos mundos inferiores onde
expiam as suas faltas pelas tribulações da vida, e se purificam das suas
imperfeições, até que mereçam se encarnar nos mundos mais avançados, moral e
fisicamente. Si se pode conceber um lugar de castigo circunscrito, é
nesses mundos de expiação, porque é ao redor desses mundos que pululam os
Espíritos imperfeitos desencarnados, à espera de uma nova existência que,
lhes permitindo reparar o mal que fizeram, ajudará o seu
adiantamento.
19o. Tendo o Espírito o seu livre arbítrio, seu
progresso é, algumas vezes, lento, e sua obstinação no mal muito tenaz. Pode
nisso persistir anos e séculos; mas, chega sempre um momento no qual a sua
teimosia, em afrontar a justiça de Deus, se dobra diante do sofrimento, e no
qual, malgrado a sua fanfarrice, reconhece a força superior que o
domina. Desde que se manifestam nele os primeiros clarões do
arrependimento, Deus lhe faz entrever a esperança.
Nenhum Espírito está nas
condições de não se melhorar nunca; de outro modo, estaria fatalmente
destinado a uma eterna inferioridade, e escaparia da lei do progresso que
rege, providencialmente, todas as criaturas.
20o. Quaisquer que sejam
a inferioridade e a perversidade dos Espíritos, Deus jamais os
abandona. Todos têm o seu anjo guardião, que vela sobre eles, espreita
os movimentos da sua alma, e se esforça em suscitar, neles, bons
pensamentos, o desejo de progredir e de reparar, numa nova existência, o mal
que fizeram. Entretanto, o guia protetor age, o mais freqüentemente,
de maneira oculta, sem exercer nenhuma pressão. O Espírito deve se
melhorar em razão da sua própria vontade, e não em conseqüência de um
constrangimento qualquer. Age bem ou mal em virtude do seu livre
arbítrio, mas sem estar fatalmente impulsionado num sentido ou no
outro. Se fez mal, sofre-lhe as conseqüências por tão longo tempo
quanto tenha permanecido no mau caminho; desde que dê um passo em direção do
bem, sente-lhe imediatamente os efeitos.
21o. Ninguém é responsável
senão pelas suas faltas pessoais; ninguém sofrerá as penas das faltas dos
outros, a menos que lhes haja dado lugar, seja em provocando-as com o seu
exemplo, seja em não as impedindo quando tinha esse
poder.
Assim é que, por
exemplo, o suicida é sempre punido; mas aquele que, pela sua dureza,
leva um indivíduo ao desespero, e daí a se destruir, sofre uma pena ainda
maior.
22o. Embora a diversidade das penas seja infinita, há as que
são inerentes à inferioridade dos Espíritos, e cujas conseqüências, salvo
algumas nuanças, são quase idênticas. A punição mais imediata,
sobretudo entre aqueles que são apegados a vida material, negligenciando o
progresso espiritual, consiste na lentidão da separação da alma e do corpo,
nas angústias que acompanham a morte e o despertar na outra vida, na duração
da perturbação, que pode persistir por meses e anos. Entre aqueles, ao
contrário, cuja consciência é pura, que, em sua vida, se identificaram com a
vida espiritual e se desligaram das coisas materiais, a separação é rápida,
sem abalos, o despertar pacífico e a perturbação quase nenhuma.
23o.
Um fenômeno, muito freqüente entre os Espíritos de uma certa inferioridade
moral, consiste em se crerem ainda vivos, e essa ilusão pode se prolongar
durante anos, durante os quais sofrem todas as necessidades, todos os
tormentos e todas as perplexidades da vida.
24o. Para o criminoso, a
visão incessante das suas vítimas e das circunstâncias do crime é um cruel
suplício.
25o. Certos Espíritos são mergulhados em espessas trevas;
outros estão num isolamento absoluto, no meio do espaço, atormentados pela
ignorância da sua posição e da sua sorte. Os mais culpados sofrem
torturas tanto mais pungentes quanto não lhes vêm o fim. Muitos estão
privados de verem os seres que lhes são caros. Todos, geralmente,
suportam, com relativa intensidade, os males, as dores e as necessidades que
fizeram os outros experimentarem, até que o arrependimento e o desejo de
reparação, vêm e trazem um abrandamento, fazendo-os entreverem a
possibilidade de colocarem, por si mesmos, um fim a essa
situação.
26o. É um suplício para o orgulhoso ver, acima dele, na
glória, cercado de festas, aqueles que havia desprezado na Terra, ao passo
que está relegado às últimas posições; para o hipócrita, se ver traspassado
pela luz que põe a nu os seus mais secretos pensamentos, que todo o mundo
pode ler: nenhum meio há, para ele, de se esconder e se dissimular; para o
sensual, ter todas as tentações sem poder satisfaze-las; para o avaro, ver o
seu ouro dilapidado e não poder retê-lo; para o egoísta, ser abandonado por
todos e sofrer tudo o que os outros sofreram por ele: terá sede, e ninguém
lhe dará de beber; terá fome, e ninguém lhe dará de comer; nenhuma só mão
amiga vem apertar a sua, nenhuma voz complacente vem consola-lo; não pensou
senão em si, durante a sua vida, e ninguém pensa nele e o lamenta depois da
sua morte.
27o. O meio de evitar ou atenuar as conseqüências dos
defeitos na vida futura é deles se desfazer, o mais possível, na vida
presente; é reparar o mal para não ter que repara-lo, mais tarde, de maneira
mais terrível. Quanto mais se tarda, em se desfazer dos defeitos, mais
as suas conseqüências são penosas, e mais rigorosa deve ser a reparação que
se deve cumprir.
28o. A situação do Espírito, desde a sua entrada na
vida espiritual, é aquela que ele se preparou, pela vida corporal.
Mais tarde, uma nova encarnação lhe é dada para a expiação e a reparação,
por meio de novas provas; mas a aproveita mais ou menos, em virtude do seu
livre arbítrio; se não a aproveita, é uma tarefa a recomeçar, cada vez em
condições mais penosas; de sorte que aquele que sofre muito na Terra,
pode-se dizer que tinha muito a expiar; os que gozam de uma felicidade
aparente, malgrado os seus vícios e a sua inutilidade, estejam certos de
pagá-la caro numa existência ulterior. Foi nesse sentido que Jesus
disse: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”.
29o. A
misericórdia de Deus, sem dúvida, é infinita, mas não é cega. O
culpado ao qual perdoa, não está exonerado, e, enquanto não tenha satisfeito
à justiça, sofre as conseqüências das suas faltas. Por misericórdia
infinita, é preciso entender que Deus não é inexorável, e que deixa sempre
aberta a porta de retorno ao bem.
30o. Sendo as penas temporárias, e
subordinadas ao arrependimento e à reparação, que dependem da livre vontade
do homem, são, ao mesmo tempo, os castigos e os remédios que devem curar as
feridas do mal. Os Espíritos em punição estão, pois, não como forçados
condenados a determinado tempo, mas, iguais a doentes no hospital, que
sofrem da doença que, freqüentemente, decorre das suas faltas, e os meios
dolorosos de que necessita, mas, que têm a esperança de sarar, e que saram
tanto mais depressa quanto sigam exatamente as prescrições do médico, que
vela sobre eles com solicitude. Se prolongam os seus sofrimentos, por
suas faltas, o médico nada tem com isso.
31o. Às penas que o Espírito
sofre na vida espiritual, vêm se juntar as da vida corporal, que são a
conseqüência das imperfeições do homem, de suas paixões, do mau uso das suas
faculdades, e a expiação das faltas presentes e passadas. É na vida
corporal que o Espírito repara o mal das suas existências anteriores, que
põe em prática as resoluções tomadas na vida espiritual. Assim se
explicam essas misérias e essas vicissitudes que, à primeira vista, parecem
não ter razão de ser, e são de toda justiça desde que são a quitação do
passado e servem para o nosso adiantamento.
32o. Deus, diz-se, não
provaria maior amor pelas suas criaturas, se as tivesse criado infalíveis e,
conseqüentemente, isentas das vicissitudes relativas à imperfeição?
Seria necessário, para isso, que criasse seres perfeitos, nada tendo a
adquirir, nem em conhecimentos e nem em moralidade. Sem nenhuma
dúvida, poderia faze-lo; se não o fez, foi porque na Sua sabedoria, quis que
o progresso fosse a lei geral.
Os homens são imperfeitos, e, como tais,
sujeitos às vicissitudes mais ou menos penosas; é um fato que é preciso
aceitar, uma vez que existe. Disso inferir que Deus não é bom e nem
justo, seria uma revolta contra ele. Haveria injustiça se tivesse
criado seres privilegiados, uns mais favorecidos do que os outros, gozando,
sem trabalho, a felicidade que os outros alcançam com dificuldade, ou não
podem jamais alcança-la. Mas onde a sua justiça brilha é na igualdade
absoluta, que preside à criação de todos os Espíritos; todos têm um mesmo
ponto de partida; nenhum que seja, na sua formação, é melhor dotado do que
os outros; nenhum cuja marcha ascensional seja facilitada por exceção;
os que chegaram ao objetivo passaram, como quaisquer outros, pela fileira
das provas e da inferioridade.
Isto admitido, o
que de mais justo do que a liberdade de ação deixada a cada um? O
caminho da felicidade está aberto a todos; o objetivo é o mesmo para todos;
as condições, para alcança-lo, são as mesmas para todos; a lei, gravada em
todas as consciências, é ensinada a todos. Deus fez da felicidade o
prêmio do trabalho e não do favor, a fim de que cada um dela tivesse o
mérito; ninguém está livre de trabalhar ou de nada fazer para o seu
adiantamento; aquele que trabalha muito, e depressa, disso é mais cedo
recompensado; aquele que se extravia do caminho ou perde o seu tempo,
retarda a sua chegada, e isso não pode atribuir senão a si mesmo. O
bem e o mal são voluntários e facultativos; sendo o homem livre, não é
impelido nem para um e nem para o outro.
33o. Malgrado a diversidade
dos gêneros e dos graus de sofrimento dos Espíritos imperfeitos, o código
penal da vida futura pode se resumir nestes três
princípios:
O sofrimento está ligado à
imperfeição.
Toda imperfeição e toda falta que
lhe é conseqüente carrega consigo o seu próprio castigo, por suas
conseqüências naturais e inevitáveis, como a doença é a conseqüência dos
excessos, o tédio e da ociosidade, sem que haja uma condenação especial para
cada falta e cada indivíduo.
Todo homem, podendo se desfazer
das suas imperfeições, por efeito da sua vontade, pode se poupar dos males
que são as suas conseqüências, e assegurar a sua felicidade
futura.
Tal é a lei da justiça divina; a
cada um segundo as suas obras, no Céu como na Terra.