UMA, OU MUITAS VIDAS?
Luciano
Ribeiro
Nosso texto é uma reflexão, não importa se você leitor acredite ou
não em outras vidas, sabemos que nem todaos as pessoas tem o mesmo entendimento,
esqueçamos as regras de fé, pois isso pode atrapalhar esta reflexão.
Se
aceitássemos a idéia de apenas uma existência, pensaríamos: Eu nasci perfeito
fisicamente com oportunidades de estudo e trabalho, moro num lugar tranqüilo,
numa casa bonita e,
cheia de flores, tenho muitos amigos e, cheguei aos setenta anos de idade
com saúde e ainda faço caminhada.
Mas conheço uma pessoa que
nasceu surda-muda e vive num barraco lá em cima nda favela, não tem emprego, anda suja
e não tem o que comer, ela já está com oitenta anos e não tem ninguém que possa
ajudá-la a se movimentar, pois suas articulações já não são mais as
mesmas.
Uns até diriam, que isso é o
reflexo de um problema social. Sim, é. Mas o que levou aquela alma a ter de
nascer daquele jeito e naquelas condições? Por que eu tive oportunidade que
ela não teve? Se, só se vive uma vez, e depois da morte iremos ficar ao lado de
Deus, por que Este, que é pleno amor e bondade não deixou todos viverem da
mesma forma? Não está escrito que “Deus não faz acepção de pessoas?” Que culpa
tem aquelas pessoasalma de nascerem cegas, de
não ter tido o privilegio de ver o sol se pondo, ou de não ter o prazer de ver
a natureza que Deus criou? Enquanto
que vejo a beleza das
floresplantas
e tudo de belo que o mundo me
mostraque
tenho em casa, enquanto eu vejo tudo, ela nada vê. Por que eu posso ouvir os
ensinamentos dos meus professores e as mais lindas melodias, e elaum outro não tem este
direito? Obra do acaso? E Deus não poderia anular este acaso? E se pode por que
não fez? Ora, para isso tem que haver uma explicação, pois senão estaríamos
vivendo sem justiça. Alguns acreditam que depois da morte estaremos ao lado de
Deus eternamente, se assim for, o ficar sem fazer nada, se tornará em algo enfadonho, o
que nos parece uma filosofia muito infantil. Nós não estaremos ao Seu
lado de Deus, nos já
estamos ao Sseu
lado, porque Deus é onipresente. Se houvesse apenas uma única vida, não haveria
sentido em viver na terra, pois qual a serventia disso, se muitos nascem cegos
e aleijados, sse
depois todos viverão eternamente no céu? Por que então, Deus não nos criou logo
para viver neste paraíso que pregam, sem termos que passar pela terra?
Imagine o leitor, se ao
chegarmos lá no céu,
encontrássemos os mais renomados cientistas de todos os tempos, os intelectuais
de todas as épocas, pensando agindo de forma que lhes é peculiar, misturados
aos primatas dos tempos das cavernas ou aos canibais. Isso, para este último,
seria algo sem sentido, pois ele não entenderia como estaria vivendo entre
pessoas cultas e mais evoluídas. Os homens civilizados, por sua vez teriam
problemas com esses espíritos que por sua própria natureza própria , tem uma outra visão da vidaas coisas, e que, por
sua vez, não tiveram condições de um aprendizado mais apurado.
Imagine uma senhora que teve o beneplácito divino de
ser mãe, tendo um filho sadio, enquanto uma outra, tem um filho defeituoso, pode haver justiça se
houvesse uma só vida terrena? E qual Sseria obraa resposta se houvesse, o acaso? Mas
então alguns poderiam alegar que foi má-formação congênita, pois a mãe consumia
drogas. Correto. Mas o que aquela alma
tem a
ver com isso?
Se a
alma é criada por Deus no momento da fecundação, segundo a idéia de muitos,
aquele espírito já estaria sendo designado ao sofrimento antes mesmo de nascer,
isso é justiça divina? E aquela criança que veio a desencarnar cedo com quatro ou cinco anos de idade, para onde irá? Se não tiveram tempo de pecar não poderia ir para o inferno, outrossim, não poderia ser para o céu, já que também não tiveram tempo de fazer algo de bom.
Mas havendo outras vidas,
então a história começa a mudar de figura, pois, teríamos oportunidade de aprendizado numa outra vida,, de nascer perfeito,
de conhecer as ciências, ouvir musica, de enxergar a criação divina sem
distinção. Portanto a idéia das vidas sucessivas ou das várias encarnações não
estaria ferindo em nada as leis do Criador, muito pelo contrario, estaria sendo
uma oportunidade muito mais justa que a primeira idéia. Lembre-se, estamos
falando de filosofia, que por estar dentro de um raciocínio lógico e justo,
forçoso é, estar embasado nasdentro das
leis divinas, e deveria estar sendo aceito pelas outras religiões.
Por outro lado, se ainda
assim o leitor acredita que isso não faz sentido, menos ainda faz a idéia de
viver apenas uma única vez. Se a reencarnação não existe para uns, então
gostaria de conhecer os argumentos mais lógicos e inteligentes do que este. Se
a palingenese não existe, então podemos
dizer que Deus faz acepção de pessoas,
o que é contrário ao que se disse Dele.
No âmbito da religião, a
maioria das pessoas que não aceita a doutrina dos renascimentos como fato, crê
no inferno e,
num Deus de “oito ou oitenta”.
Perguntamos: Mesmo que você não
acredite na reencarnação, o que preferiria escolher; reencarnar para resgatar
suas dívidas, de forma a
pagar até o último ceitil, ou ir direto para o inferno eterno onde nunca
conseguirá pagar?
Pense nisso, e deixe não o líder de sua
religião dizer no que você tem de acreditar, mas deixe sim, o seu
senso de justiça falar mais alto, .
aA resposta,
independente de qual seja, guarde-a para si, quem sabe você não descobre algo mais justo nisso tudo?
Para
finalizar, as palavras do escritor e teósofo biblista, José
Reis Chaves, autor do livro “A Reencarnação na Bíblia e na
Ciência”, já na 7a edição.
“As doutrinas não ensinadas por Jesus, mas apenas pelos teólogos, são
os pecados mais cabeludos das igrejas cristãs. Ademais, elas não contribuem
para com a evolução espiritual das pessoas, emperram o cristianismo, além de
exporem-no ao deboche dos incrédulos”.
Fev 2006
Março 2007
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