CRISTIANISMO E REFORMA ÍNTIMA
Luciano Salgado Ribeiro
Das instituições religiosas a enorme maioria tem como único objetivo, a Salvação, é o que ouvimos em todas que visitamos. Curioso é que não dão mesmo importância às obras assistências e a reforma íntima.
O fiél aceita Jesus como o seu Salvador, acredita que passando pelo batismo purificou seus pecados, daí pelo menos em teoria, já faz parte da congregação, em algumas instituições somente pelo fato de pertencer a elas já se consideram salvos. Eu mesmo fui a um encontro de jovens de determinada denominação, onde li, em um enorme cartaz “Geração Eleita”. Eleita a que? Já houve a escolha? Como podemos observar esta pedagogia chega a ser prejudicial, pois se muitos fieis já carregam a certeza de estarem salvos, desconsideram as outras pessoas que não pensam como eles, criando um comportamento preconceituoso. Já partindo do pressuposto que estão eleitos nada mais interessa, é por isso que desconsideram o mais importante que é a reforma íntima. Ora sejamos lícitos, imagine uma pessoa que aceite este sistema, que acredite mesmo que basta ter fé para ser salvo. Mas onde fica o orgulho, o egoísmo, a maledicência de que é portador, se somos todos imperfeitos? Não existe formula mágica para se tornar melhor se não for pelo esforço próprio, e isto eu nunca ouvi nas pregações. Enfatizam muito, a salvação, o inferno e o dízimo, os cânticos servem para deixar a platéia mais descontraída. Digo isto com base no que vi e ouvi. Cristianismo a nosso ver é mudança de comportamento, se não, de nada vale, o presidiário que se rende às religiões que tudo promete, deixou varias famílias sem o seu chefe, sem o filho, sem a mãe, etc... Arrependeu-se e vai ser salvo, mas e a família que foi vitimada? Ficou no ora veja? Errado “A cada um segundo suas obras” e não segundo o seu arrependimento. A pedagogia maléfica traz um comportamento muito anticristão, pois a idéia do “creia para ser salvo”, não faz mudar o caráter de ninguém, e é por isso mesmo que os dois mil anos de Cristianismo não foram suficientes para que o homem se melhorasse, pois com este ensino a reforma íntima é desconsiderada. Certa feita ouvimos de uma seguidora dessas denominações, que afirmou. “Ah, ninguém muda”. Então se ninguém muda, intervi, aquelas conversões que são mostradas na televisão na qual traficantes, homicidas, viraram dirigentes religiosos e foram transformados é tudo enganação!
Por isso, pense antes de agir, façamos um esforço maior possível para melhorarmos nossas ações, com o tempo isso fará parte da nossa vida, pois, já diz o ditado, “O Hábito faz o monge”.
O Cristianismo está no mundo com uma proposta, que o homem passe a ter uma conduta correta, e se disso, não precisasse, Jesus, não teria batido tanto na mesma tecla, e se assim o fez, é por que era mais que necessário. Seguir Jesus como muitos afirmam, da boca pra fora, é fácil, difícil, é coloca-lo no coração.
Março 2006
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