MEU DEMÔNIO ME PROTEGE
José
Reis Chaves
Muitas pessoas têm medo
até de ouvir falar de espíritos, esquecendo-se elas de que nós mesmos, em
essência, e o próprio Deus somos espíritos, e de que a própria Bíblia está
cheia de espíritos (anjos).
Os espíritos são bons
(anjos) e maus (impuros). E há os anjos superbons,
como os arcanjos, os querubins e os serafins. Os
anjos são os espíritos humanos de alta evolução. É o que ensinam o Espiritismo
e também já o fazem teólogos europeus, entre eles o padre francês François
Brune, do Vaticano, autor de “Os Mortos Nos Falam”. Esses espíritos foram
tidos, muitas vezes, como Deus. Daí a antropomorfização
de Deus. Também os espíritos maus são humanos. E eis um exemplo em que um
desses espíritos humanos bíblicos é satanás e o próprio Deus (2 Samuel 24,1; e 1 Crônicas 21,1). Muitos teólogos ainda ignoram que os anjos
e os espíritos maus são espíritos humanos adiantados e atrasados,
respectivamente. E há tanta confusão sobre os demônios, que uns teólogos crêem
e outros já não crêem mais na existência deles. De fato, do jeito que eles, os
teólogos, imaginavam que fossem os demônios, não dá mesmo para acreditar em demônios!
Se os anjos se
materializam na Bíblia em forma humana, é porque eles são mesmo de natureza
humana, pois há também materializações de animais. E os anjos encarnam-se
também, como o fez até o próprio Cristo, que se encarnou em Jesus. E falta pouco para Chico Xavier, Madre Teresa
de Calcutá e Irmã Dulce serem anjos. E eis uma curiosidade: Quando morre uma
criança, chamamo-la de anjinho, o que é uma analogia inconsciente nossa do
pequeno corpo da criança com o seu espírito, supostamente também pequeno ou
anjinho. Isso nos faz pensar que, realmente, os anjos são mesmo de natureza
humana.
E, por serem impuros, ou
seja, ainda não purificados, os demônios ou almas, (“daimones”
em grego), que obsidiam as pessoas, é óbvio que Jesus
e os apóstolos só tiraram das pessoas demônios maus. E disso os teólogos
concluíram, erradamente, que todos os demônios são maus ou impuros.
Mas, como vimos, há
também os bons. Por isso Sócrates dizia, falando de seu anjo da guarda: “Meu
demônio me protege”!