Ressurreição para Todos
RESSURREIÇÃO DE TODOS
A
palavra reencarnação
(renascimento, ressurreição) é em Grego
“paliggenesia”, em Português palingenesia ou paligênese.
Deriva-se de duas palavras gregas: “palin”, de novo, e “gênesis”,
nascimento. Significa a ação de renascer, ressurgir,
surgir de novo. O Concílio Ecumênico de Constantinopla
(553) condenou a doutrina de Orígenes da preexistência da
alma, com relação à fecundação do
corpo. Sem essa preexistência, não pode haver
reencarnação. Mas não ficou esclarecido se a
condenação é para toda a espécie de
preexistência ou só para a que afirmava que as almas
pecaram no céu, e que, por isso, teriam sido mandadas para a
Terra por castigo de Deus (nosso livro: “A Reencarnação
Segundo a Bíblia e a Ciência” (Ed.Martin Claret).
Jesus foi ressuscitado por
Deus (At 5,30), que nos ressuscitará a todos, também. A
ressurreição não é, pois, um
privilégio só para Jesus. E ela é do
espírito e perispírito, inclusive a de Jesus. “...morto,
sim, na carne, mas ressuscitado no espírito” (1 Pedro 3,18, e 1
Co 15,44). ”. E o espírito tanto ressuscita no mundo espiritual,
como na carne (reencarnação), até que ressuscite
em definitivo no mundo espiritual, de outras dimensões.“Ao
vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e
daí jamais sairá...”(Ap.3,12). E é isso o que
querem dizer os teólogos cristãos, quando afirmam que
Jesus nos precedeu! As aparições Dele são
materializações, de que há vários outros
exemplos bíblicos. Os anjos, além de se materializarem em
episódios bíblicos, a exemplo de Jesus, até comiam
também (Gn 19,3). E vemos esses fenômenos de
materializações em todas as culturas, comprovados por
grande número de cientistas renomados.
A confusão
com a ressurreição do corpo físico ou da carne
veio da corporeidade ou corporalidade da alma aceita por muitos padres
da Igreja Antiga: São Basílio, São Gregório
Nazianzeno, São Cirilo de Alexandria, Bernardo, Stº
Ambrósio, Evódio (bispo de Uzala), João de
Tessalônica, Tertuliano etc. (Abrahm, liv. 2, parágrafo
58, Edição Beneditina, 1686, citação de
vários autores, entre eles Leon Denis, “Cristianismo e
Espiritismo”, págs. 312). Mas a corporalidade da alma, aceita
hoje também pela Igreja, nada mais é do que o
perispírito da Doutrina Espírita, o qual é
constituído de matéria muito sutil. O perispírito
acompanha o espírito. E é por meio do perispírito
que o espírito se manifesta. E tem ele vários nomes nas
diversas culturas: Ochema, eidolon, somod, ferouer, lúcido,
etéreo, aura, corpo sidéreo, ka, aromático, corpo
astral, corpo bioplasmático (russo) ,“Corpo Espiritual” (de
São Paulo) e “Perispírito” (de Kardec). “Se a alma
não tivesse corpo, a imagem dela não teria a imagem de
corpos” (Tertuliano). O perispírito (corporalidade) foi
pesquisado pelos cientistas, que se tornaram espíritas: William
Crokes, descobridor dos Raios Catódicos, da energia radiante, e
isolador do tálio, “Pesquisas sobre os Fenômenos
Espíritas”; Russell Wallace, “O Moderno Espiritualismo”;
Aksakof, “Animismo e Espiritismo”; Charles Richet, Prêmio Nobel
de Medicina; Gustave Geley etc. Já as
ressurreições bíblicas, na verdade, foram de
epilépticos. Por isso Jesus dizia sobre as pessoas que
ressuscitava, aparentemente mortas, que elas dormiam. Mais tarde,
é óbvio, é que elas morreram de fato. E a subida
de Elias vivo em um veículo espacial confundiu também
muito os teólogos sobre a ressurreição. Eles
concluiram que ele foi de alma e corpo para o mundo espiritual. Mas ele
ficou ainda na Terra, pois Jeorão, depois, recebeu dele uma
carta (2 Crônicas 21, 12).
Se
ressurreição (palingenesia) é a ação
de retorno nosso à vida, essa ação de retornar
só pode ser feita pelo sujeito, o espírito vivo, jamais
pelo corpo morto, que é pó. “A carne para nada
aproveita!” (Jo 6,63).
Autor de “A
Face Oculta das Religiões” (Ed. Martin Claret). E-mail:
escritorchaves@ig.com.br
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