SEDE PERFEITOS, COMO PERFEITO É O VOSSO PAI

Luciano Ribeiro

 

   

 

       Esta passagem no Evangelho segundo Mateus é muito interessante e existem duas mensagens neste versículo. O que será que Jesus quis dizer em relação à perfeição, seria uma perfeição total ou relativa, e de que modo podemos chegar a este patamar? Neste estudo vamos analisar à luz da lógica, além de reforçar uma lei que para muitos não existe.

 

     “Sede perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito” Mateus 5,48.

 

    Se tomarmos esta frase ao pé da letra, pressupõe-se a possibilidade de se atingir a perfeição absoluta, se fosse dado à criatura ser também perfeita quanto ao Criador, ela chegaria a igualá-lo, o que é inadmissível. Mas os homens a que se dirigia Jesus, não compreenderiam essa diferença, e ele se limitou apresentar um alvo, aconselhando-os a se esforçarem por atingi-lo.

    Por tais palavras deve-se entender a perfeição relativa, de que a humanidade é passível e que a aproxima da Divindade. Em que consiste essa perfeição? Jesus disse: “Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos perseguem”. Ele demonstra aí que o essencial da perfeição é a caridade na sua mais alta expressão, por implicar a pratica de todas as outras virtudes.

    Mas como conseguiríamos chegar a esta perfeição se em muitos casos vemos pessoas morrerem jovem ou mesmo após o nascimento? Esta alma estaria destinada a nunca ser perfeita, logo esta colocação de Jesus seria sem sentido se não houvesse reencarnação. Além disso, como Jesus poderia pedir para que fôssemos perfeitos sem nos dar condições e oportunidades para tanto? A reencarnação é a única saída para a evolução da alma, junto à caridade. Para ser perfeito só mesmo pela via da reencarnação, se não, não poderíamos adaptar esta máxima aos primeiros homens que habitaram o planeta, já que estes eram rudes e como chegariam a esta perfeição? E pelo que se sabe não houve nenhum ser no planeta terra, a não ser Jesus, que obteve esta perfeição, e o homem do campo, por exemplo, que por força da sua condição social tem de enfrentar a lavoura e trabalhar sem ter tempo ou oportunidade de estudo, como ficaria?

   Se Deus não faz acepção de pessoas, forçoso é aceitar esta lei seja universalista.

   Além da necessidade de ser bom, fraterno, entre outros predicados, também é “necessário nascer de novo”, apesar de Jesus neste contexto nada ter mencionado em relação à reencarnação, mas somente com as inúmeras vidas poderemos nos livrar das imperfeições, tornando-nos melhor a ponto de realizarmos a caridade de forma espontânea, chegando à perfeição relativa. A evolução se dá com o aprendizado intelectual e moral nas vidas sucessivas, eis o caminho para a perfeição. Como podemos observar claramente no mestre Jesus que tinha todo um aprendizado intelectual e perfeição moral.

 

 

 

 

 

 

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