Religião - Leitor volta ao assunto sobre o papel da Bíblia

 

 

Em carta de 11/6, afirmamos ser Deus bom, incapaz de fazer ou querer algum mal a quem quer que  seja.

 

Notamos que a Bíblia, ao citar o inferno e suas penas eternas, entra em contradição consigo mesma, no momento em que nos mostra o seguinte: “Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade. Não reprovará perpetuamente, nem para sempre reterá a sua ira. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniqüidades” (Salmos 103,8). De acordo com este trecho bíblico, fica evidenciado que a Bíblia não pode ser considerada como sendo a “Palavra Divina”, pois uma punição para todo o sempre ao homem, contradiria tanto o Antigo quanto o Novo Testamento. Além disso, contrariaria o magistral ensinamento de Cristo, que nos recomendou que perdoássemos setenta vezes sete vezes (Mateus 18,21-22), ou seja, indefinidamente.

 

Como acreditamos que o Altíssimo tem a perfeição como um de seus principais atributos, não admitimos que obra sua seja contraditória.

 

Mesmo com esses fatos apresentados, ainda assim encontraremos aqueles que continuarão achando ser a Bíblia inspirada por Deus. Para esses, somente podemos reproduzir essas palavras do Mestre Nazareno: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mateus 11,15), ou seja, acredite quem quiser e puder.

 

 

Hugo Alvarenga Novaes.

Publicado no jornal Estado de Minas, Espaço do leitor, em 08/06/2006.

 

[Ir para a página inicial - se estiver DENTRO DO SITE]

[Ir para a página inicial - se estiver FORA DO SITE]