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Realmente a TV Globo possui inclinações para mostrar, sem nenhum preconceito
religioso, o que a Ciência, aos poucos, está comprovando acerca da
Espiritualidade. Muitos torcem o nariz para essa Emissora (principalmente um
certo "adorador de Padres" que aqui aparece de vez em quando), mas
fazem isso por puro preconceito Religioso.
E a Doutrina Espírita, em Especial, tem merecido destaque nessa Emissora já há muito tempo, tanto em Telenovelas como em Matérias Especias dos Programas Linha Direta, Globo Repórter e outros.
E por favor, senhores, o que vai a seguir é uma matéria Jornalística. Todos
aqui podem separar conceitos e interpretações Bíblicas e suas convicções
Religiosas ou Não-Religiosas do que a Ciência está paulatinamente descobrindo e
sendo mostrado na TV. É só ter um pouco de imparcialidade.
Os Títulos de cada seção foram FIELMENTE COPIADOS DO SITE DA GLOBO.
Segue abaixo, apenas um resumo da Reportagem. Quem quiser ver a matéria completa, poderá acessar o link a seguir, onde também é disponibilizado um Vídeo.
http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-10415-2-167586,00.html


Nossos repórteres acompanham um curioso teste: será que é possível sair do
corpo durante o sono?
Terapia de vidas passadas. Saiba de que maneira as compulsões e angústias dos
dias de hoje poderiam ser resultados de dramas vividos há muitos séculos.
E ainda: duas pessoas que tiveram experiência de quase morte revelam o que
viram enquanto permaneciam em estado de coma.
VIAGEM
ASTRAL

Para a maioria das pessoas, sair do corpo é um desafio impensável. Mas para a
psicóloga Marina Thomaz e para a professora Ana Maria dos Santos não. Elas eram
crianças quando fizeram os primeiros passeios, na chamada viagem astral.
"Eu posso sair daqui e ir até a sua casa. Posso sair daqui e ir até a
casa dos meus pais, dos meus filhos, fazer uma visita. Tudo isso é
factível", garante Marina.
"A palavra 'consegue' deixa uma distância muito grande. Não é uma questão de conseguir. É com que freqüência eu faço isso. Todas as noites", afirma Ana Maria.
A pedido do Globo Repórter, elas vão repetir um estudo feito há dez anos no
Instituto do Sono, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os
pesquisadores quiseram saber o que acontece com as funções vitais de quem diz
ser capaz de se projetar e sair do corpo.
"A pergunta do Instituto do Sono era: 'Será que durante um procedimento
onde há projeção existe alguma alteração do traçado
eletroencefalográfico?'", diz o professor de psicobiologia da Unifesp
Marco Túlio de Mello.
O interesse de cientistas pela espiritualidade tem aumentado nos últimos anos.
Dois pesquisadores vasculharam 1,2 mil trabalhos científicos sobre o tema em
todo o mundo. Uma hipótese: diante do desconhecido, algumas pessoas seriam
geneticamente mais pré-dispostas do que outras a crer e ter fé.
"Alguns cientistas já estão começando a falar que a gente deve ter
herdado circuitos biológicos associados à fé. Agora, como todos os seres
humanos são bem diferentes uns dos outros, talvez um ateu não tenha herdado
esses circuitos e não esteja capacitado biologicamente a crer, a transcender, a
perceber o divino", diz o fisiologista Marcelo Árias, do Centro
Universitário Monte Serrat (Unimonte).
Ana Maria não é religiosa, mas tem certeza que sai do corpo. Diz que tem uma
missão a cumprir: "A gente está perto para ajudar a pessoa na hora da
morte, do desespero e tudo mais na transição".
Seria um grupo de pessoas, ou consciências, que se juntam, em algum lugar do
espaço para auxiliar quem está no momento de passagem desta para uma outra
vida.
Os testes mostraram que o sono de quem diz sair do corpo é igual ao de
qualquer pessoa. Mas, na experiência feita há dez anos, Ana Maria acertou todos
os objetos que estavam escondidos numa outra sala e convenceu os pesquisadores
de que a projeção é um fenômeno possível.
"Eu acho que a grande busca do cientista é desenvolver a metodologia. O
fenômeno está relatado, as pessoas vêem, escrevem, mostram e nós o observamos
de longe. Mas quantificar esse fenômeno é muito difícil para nós", diz
o professor de psicobiologia da Unifesp Marco Túlio de Mello.
"Eu não qualifico como sucesso ou não sucesso. Eu qualifico como mais
uma chance para as pessoas que têm problemas de visões, de ouvir coisas, de
acordar com impressões ruins. Elas devem saber que não estão sozinhas – isso
acontece com muita gente", finaliza Ana Maria.
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A
EXPERIÊNCIA DE QUASE-MORTE

Luz no fim do túnel: saída ou porta de entrada para uma outra vida? As visões
de quem esteve à beira da morte são impressionantes. A empresária Marisa Cruz
Brillinger e o advogado Solon Michalski não esperam que alguém acredite no que
eles viram do outro lado. Mas estão convencidos de que voltaram diferentes.
"Eu tive a tal viagem que é muito conhecida: a viagem pelo túnel. A
descrição é comum", conta Solon.
Naquela manhã, algo dizia que Marisa tinha de pedalar no Parque Ibirapuera, em
São Paulo. E veio o inesperado. "Eu andei menos de 500 metros e tive uma
dor alucinante no lado direito da minha cabeça. Eu me lembro da viatura, mas
não do Fernando. Eu fiquei sabendo dele através de uma amiga minha", diz a
empresária.
No meio de milhares de pessoas, o cabeleireiro Fernando Calçolari prestou
atenção na desconhecida. "Pela expressão, eu vi que ela não estava bem.
Fui avisar a viatura e quando eu voltei, ela já estava sentada na calçada.
Neste momento, ela foi para a cadeira e ficou deitada. Nisso a viatura já
estava se aproximando", lembra.
Marisa foi levada a um hospital. Tinha sofrido um derrame. No quarto, sua
última lembrança é de uma moça oferecendo um copo d'água. "Eu tomei a água
e vomitei. E saí por essa água. Não era um túnel, não era um funil – era
água", descreve.
Desacordada, em coma, numa UTI. E, ao mesmo tempo, partindo para uma viagem
surpreendente. "Cheguei num lugar cinza. O ar era pesado, parecia que
tinha uma névoa. E tinha um homem muito grande, um guerreiro. Aí, comecei a
falar com ele. Pedi perdão ao general. Mas ele não me olhava", conta
Marisa.
A empresária diz ter regredido a uma outra vida, por causa de algo ruim que fez
no passado. "Eu não era leal. Articulei batalhas para ele, mas eu
articulei matá-lo. E a morte foi a punhaladas", acredita. Tudo teria
acontecido há 4 mil anos.
"Eu sempre digo que basta olharmos no espelho, todos os dias, para
sabermos o que fizemos de bom e de ruim. Ninguém precisa acusar",
comenta Marisa.
O mais incrível é que depois de tanto sofrimento, ela não teve o perdão que
esperava. Assim mesmo, acha que não perdeu a viagem. "Eu acredito que
ele teve esta oportunidade para evoluir, mas ele não quis. É livre arbítrio
dele. Mas o grande ensinamento que me passaram foi: não faça para não ter que
pedir perdão".
Marisa voltou do coma cheia de histórias. E, para a surpresa dos médicos, sem
nenhuma seqüela do derrame. "Quando eu cheguei no quarto para
conversar, ela se encontrava sentada no sofá, e o marido estava sentado na
cama. Foi uma surpresa – ela estava arrumada e bonita. E isso me
surpreendeu", diz o cardiologista Rodrigo César Bazzo.
A empresária quis saber quem era o desconhecido que a salvou no parque. E
ganhou um amigo. "Eu acho que a vida é isso: as pessoas passam, e a
gente tem que prestar atenção", constata Marisa.
A chamada experiência de quase morte tem se tornado mais comum à medida em que
a medicina avança. Técnicas de ressuscitação do coração e dos pulmões permitem
o socorro de pacientes que, há algumas décadas, dificilmente, voltariam à vida.
Médicos que trabalham em UTIs ouvem histórias ricas em detalhes. Relatos de
pessoas que não admitem a possibilidade de terem tido alucinações.
"Elas falam que isso foi a coisa mais real que já viveram na vida. E é
isso que diferencia de uma experiência conduzida por uso de drogas, seja abusivo
ou terapêutico", ressalta o neurocirurgião Paulo Porto de Mello, da
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Quem passa por essa experiência conta que, em algum momento da viagem, se vê
diante de um filme, com um roteiro bem familiar. Um resumo da própria vida
projetado numa tela imaginária. Cenas do que foi feito de bom e de ruim até
aquele instante. O filme traz, em si mesmo, uma revelação: ainda não está
pronto. E voltar à vida é a chance de escolher o melhor final para essa
história.
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FÉ NO
ESPIRITISMO

Reencarnação
Um menino com nome de anjo e uma história incomum. Seria o estudante Gabriel
Falcão o espírito de um tio, que nem chegou a conhecer este mundo? Ele é filho
do escritor Waldemar Falcão e neto da corretora de imóveis Nélia Campello
Falcão. Quando estava para nascer, uma médium fez uma revelação intrigante: a
chegada do menino seria o retorno de um filho que dona Nélia, a avó, perdeu no
passado.
"Este filho que você não teve está voltando como seu neto. E preste
atenção: quando ele nascer, vai ter olhos muito bonitos, para compensar os
olhos que ele perdeu quando você pegou sarampo", conta Waldemar.
A médium não sabia nada da vida de dona Nélia, mas acertou em cheio. Nos anos
50, ela teve sarampo durante uma gravidez e acabou sofrendo um aborto. E o que
dizer dos olhos de Gabriel?
A crença de que ele é a reencarnação do espírito daquele bebê consola e reforça
os laços da família com o Espiritismo.
"Um dia por mês fazemos uma oração para nossos ancestrais, porque nós
esquecemos que viemos deles", diz dona Nélia. Ela lembra o dia em que a
vidente a chamou: "Foi uma euforia, porque meu filho havia voltado".
"Eu acredito nisso piamente porque sou espiritualista. Essa informação
veio de uma forma completamente espontânea, sem que fôssemos especular ou
buscar", conta Waldemar.
Desde pequeno, Gabriel se acostumou a ouvir que seria neto e, ao mesmo tempo,
filho da avó – filho e também e irmão do próprio pai.
"Eu acredito totalmente. É extraordinário, mas é verdade. Pode
acontecer, e aconteceu", comenta Gabriel.

Cura espiritual
Casos assim fazem parte da história de um lugar como o Centro Espírita Lar de
Frei Luiz, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Uma impressionante quantidade de
pessoas vão ao local todas as semanas.
Só nas quartas-feiras, são 4 mil. Buscam mensagens de parentes mortos,
respostas para o mundo dos vivos e um pouco de conforto. Às vezes, os problemas
são simples, do dia-a-dia, que uma voz amiga ajuda a resolver.
Mas o centro espírita ficou conhecido por atender casos mais graves, doentes
para quem os médicos já não dão esperança. São pacientes que se apegam à
possibilidade de que a cura venha de um outro mundo – do mundo espiritual.
O médium mais respeitado no centro é quem atende doentes desenganados, na
maioria vítimas de câncer e Aids. Ele aceita falar, mas não quer aparecer. Diz
que é apenas um intermediário, um corpo usado por outro espírito para
trabalhar.
"Nós trabalhamos com o doutor Frederick, um médico alemão que faz as
cirurgias sem usar absolutamente nada", diz o médium.
O dentista Alexis Lima Jr. foi atendido pelo médium há seis anos, operado por
ele numa cirurgia espiritual. Ele guarda até hoje as radiografias da medula.
Exames que mostram um enorme tumor que tinha se alojado na coluna. Imagem do medo
de não poder mais andar.
"Eu estava sentindo um desconforto muito intenso, a ponto de tomar
banho quente, bater na perna e sentir a perna gelada. Os sinais nervosos
totalmente loucos de tanta compressão na medula", conta o dentista.
Alexis procurou toda a ajuda possível. Fé e ciência; medicina e cura
espiritual, trabalhando juntas. O atendimento no Lar de Frei Luís aconteceu uma
semana antes da operação no hospital. E Alexis ficou impressionado com o que
viu no Centro Espírita.
"Um manto branco exatamente do meu lado direito e aquela mão colorida
em cima do meu peito, exatamente onde estava o problema. Eu não falei nada para
ninguém. E aquele colorido ficou ali, mudando de cor em cima de mim",
lembra Alexis.
O médium explica que Alexis presenciou a materialização de uma entidade, o
médico alemão Frederick von Stein. O colorido nas mãos do médico seria uma
espécie de magnetismo usado por ele para fazer as curas.

Repórter é submetido a Tratamentos Espirituais
No meio da entrevista, o médium faz um convite inesperado: "Se ele (o
repórter Sandro Dalpícolo) quiser, pode passar por uma prova. A gente não pode
filmar nada. Você deitaria aqui e o Frederick faria uma retirada de carga do
seu corpo físico. Não é cirurgia, não é tumor, nada disso – é uma retirada de
carga do seu corpo físico".
O médium garante que não haverá nenhum corte e o repórter resolveu aceitar a
proposta. A partir de então, a pedido do médium, o repórter se deitou em uma
cama, tirou a camisa social e o microfone, e passou por essa experiência de um
atendimento espiritual. A pedido dele, o atendimento não pôde ser filmado.
Na escuridão, não foi possível ver muita coisa. As mãos do médium passaram
sobre o corpo do repórter Sandro Dalpícolo, sem tocá-lo. Até que chegaram ao
coração.
"A sensação é de que o atendimento durou menos de um minuto. Quando eu
voltei, a camiseta estava toda manchada. Tive a sensação de que a região do
coração foi bastante pressionada, como se um bisturi passasse pelo peito, mas
sem dor nenhuma. Depois, uma sensação de um líquido gelado se espalhando. E a
camiseta ficou machada", conta Sandro Dalpícolo.
Depois do atendimento, o médium disse ter resolvido um pequeno problema numa
válvula do coração do repórter. Segundo ele, o líquido avermelhado que manchou
a camiseta não é sangue. Mas como ele apareceu? E de onde veio?
Para os espíritas, foi a materialização das energias ruins que o corpo carregava.
Para a equipe do Globo Repórter, tudo ainda é um grande mistério.
Alexis tem uma certeza: o atendimento dos espíritos ajudou a medicina
tradicional a livrá-lo do tumor. "Só que, depois do tratamento, a
entidade mandou me avisar que foi feito em mim um tratamento para encapsular e
facilitar a cirurgia no plano material. O médico espiritual, doutor Frederick,
fez um pré-operatório", diz o dentista.
A operação no hospital, que seria demorada, acabou se tornando mais simples do
que o médico imaginava. "A previsão do médico era de seis a oito horas de
cirurgia. Ela durou três horas e meia", conta Alexis.
Ninguém paga nada pelo atendimento espiritual. É tudo de graça. Mas a cura tem
o seu preço. E a moeda é uma mudança de atitude.
"Quem se cura tem que demonstrar para a espiritualidade que realmente
houve uma modificação interna no seu espírito e na sua modalidade de ser, na
sua vida íntima. E isso faz com que a cura seja mais rápida, senão pode haver
um retrocesso grande", explica o médium do Lar Espírita Frei Luiz.
A estimativa é que espiritismo tenha perto de 30 milhões de simpatizantes no
Brasil. A maioria segue outras religiões, mas encontra na doutrina espírita
solidariedade e esperança.
MATÉRIA COMPLETA EM :
http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-10415-2-167586,00.html
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