A reencarnação é uma impossibilidade total?
“Não te admires de eu te haver dito: deveis nascer de novo”. (Jo 3,7).
“Na casa de meu Pai há muitas
moradas. Se não fosse assim, eu vos teria dito,...” (Jo 14,2).
Introdução
Sempre nos aparecem certos
fanáticos que, não mais encontrando argumentos bíblicos para negar a
reencarnação, apelam para a Ciência, como se ela fosse salvá-los disso. E que
tal se nós aplicássemos a Ciência para provar que Josué nunca parou o Sol, que
o rei Acaz não viu a sombra voltar dez degraus em sua escada, que o dilúvio
universal é lenda, que Moisés não é um Steven Spielberg para abrir espetacularmente
o Mar Vermelho em duas muralhas, que Adão e Eva jamais foram o primeiro casal
humano e muitas outras coisas mais que poderíamos acrescentar? Mas essas ficam
como exemplo do estrago que a ciência iria causar em se analisando a Bíblia.
Vamos responder a pergunta inicial
antes da análise do que foi colocado no site www.espiritismogi.com.br por um
internauta, que se escondeu atrás do anonimato, pois nem se dignou a assinar o
seu nome completo. Só que descobrimos o “sujeito oculto” no link http://forum.aol.com.br/foro.php?id_top=2&id_cat=45&id_subcat=210&id_foro=6567,
como sendo o Sr.
Gilberto Azevedo, do Rio de Janeiro, onde, inclusive, postou exatamente esse
texto que iremos analisar.
A Revista Planeta do
mês de março/2006, abordando o assunto reencarnação, trás, em reportagem de
capa, o seguinte: Amit Goswami – Reencarnação e Ciência, física quântica
explica vida após a morte. Esse autor é renomado professor de física da
Universidade de Oregon e pesquisador do Institute of Noetic Sciences, cuja
opinião transcrevemos do seu livro A
Física da Alma:
P:
Assim, em sua abalizada opinião, a reencarnação é científica?
R: A
resposta é um retumbante sim. Pense. Os dados sobre reencarnação dão-nos
evidência definitiva de que a mente não é o cérebro, pois ela sobrevive à morte
do corpo físico. Além disso, o propósito da ciência é levar as realizações,
experiências e sabedoria das pessoas ao cenário público, por meio de teorias e
experimentos em desenvolvimento, dos quais todos podem participar e todos
julgam úteis. Creio que o modelo que estudamos aqui cumpre esse propósito. (GOSWAMI,
2005, pp. 243-244).
Citamos também C. J. Ducasse (1881-1969), cientista e
professor, foi presidente do Departamento de Filosofia da Universidade de
Brown, da Associação Americana de Filosofia e vice-presidente da Sociedade
Americana de Pesquisas Psíquicas, declarou em 1958:
Sendo ou não verdadeira, a
pluralidade das vidas na Terra (reencarnação), é algo perfeitamente coerente e
compatível com inúmeros fatos existentes hoje. De todas as concepções que
explicam o significado da humanidade na Terra, a hipótese da reencarnação, que
compara cada vida da pessoa a um dia na escola, é a única que faz realmente
sentido. Senão, como explicar que uma pessoa nasce um gênio e outra uma tola;
uma é bela e a outra feia; uma é saudável e a outra tem deficiências? O
conceito de renascimento na Terra, talvez após um intervalo em que o indivíduo
possa se esquecer do que viveu e manter somente a sabedoria que adquiriu, nos
permitiria crer que realmente existe justiça no Universo. (STEMMAN, 2005, p.
26).
Pesquisadores como Dr. Ian
Stevenson, H. N. Barnejee, Dra. Helen Wambrach, Dr. Patrick
Druout, Dra. Edith
Fiore, Dr. Brain Weiss, entre inúmeros outros, colocam à disposição dos
interessados no assunto uma gama tão grande de material que somente os que
ignoram suas pesquisas ou trabalhos, por estarem desatualizados ou por
proibição religiosa, é que continuam batendo na mesma tecla: a reencarnação não
existe. É uma pena, pois com isso desvalorizam a própria opinião e caem no
ridículo.
Análise da crítica
Vamos, para
melhor entendimento, fazer nossa análise por partes.
Bom,
amigos espíritas, a reencarnação é uma impossibilidade total, haja vista que
hoje, no planeta Terra existem mais pessoas vivas que o número total de todas
as pessoas que nasceram e morreram em toda a história da humanidade. De onde
viriam as almas para reencarnar? De outros planetas? Aí não se trata de
Espiritismo, mas de Ficção Científica!
Realmente
o autor está com toda a razão quando diz ser ficção científica a vida em outros
planetas, uma vez que a ciência dita oficial ainda não logrou comprovar isso.
Entretanto, cumpre-nos lembrar-lhe que a ficção científica de hoje pode muito
bem ser a realidade de amanhã; para isso basta que o avanço tecnológico
proporcione aos homens a oportunidade de “desvendar os mistérios” ainda não
revelados.
Entre
as pessoas que já têm contabilizados “muitos janeiros” seria fácil recordar-se
do herói Flash Gordon, que das histórias em quadrinhos (1933) invadiu as telas do
cinema (1936) para, finalmente, virar, nessa mesma época, seriado de televisão.
O raio lazer que era ficção científica, nessas histórias, hoje é uma realidade,
igualmente em relação às próprias viagens espaciais. E se formos pesquisar
quantas “ficções” não tiveram o mesmo destino? Júlio Verne e Leonardo da Vinci,
entre outros, não eram tão visionários quanto pareciam à sua época. Talvez quem
sabe se a “ficção científica” de hoje não é nada mais, nada menos que uma
revelação precognitiva de algumas coisas que nos reserva o futuro? “Quem
sobreviver verá”.
A
grande questão é: o fato de ainda não ter sido provada a vida em outros
planetas ela não existe? Não podemos afirmar, pois da mesma forma que, por
exemplo, não podemos dizer que um planeta qualquer antes de ser descoberto ele
existia. Mas uma coisa é fato, se não houvesse a possibilidade de vida em
outros planetas deveríamos internar no hospício muitos cientistas, pois o que
se tem de investimento em aparelhos e pesquisas visando manter contato com
seres extraterrestres, financiados por países do primeiro mundo não dá nem para
mensurar.
Leiamos
o seguinte argumento de Kardec, em se referindo à Terra:
Por
qual privilégio injustificável esse grão de areia imperceptível, que não se
distingue nem por seu volume nem por sua posição, nem por um papel particular,
seria o único povoado de seres racionais? A razão se recusa a admitir essa
inutilidade do Infinito, e tudo nos diz que esses mundos são habitados.
(KARDEC, O Livro dos Médiuns, 1993,
p.13).
Regra geral, nós não paramos para pensar na grandeza do cosmo; se o fizéssemos,
certamente, nossa visão, em relação à pluralidade dos mundos habitados, haveria
de ser diferente. Uma pálida idéia:
As Galáxias do Universo Sem
Fim
Vivemos na Terra, um dos nove planetas do Sistema
Solar. Embora pese mais de 6 sextilhões de toneladas e apresente uma superfície
de 510 milhões de quilômetros quadrados, nem por isso é a Terra o maior destes
planetas que giram à volta do Sol. Júpiter, por exemplo, lhe é 1.300 vezes
maior.
O Sol com seus planetas faz parte de um conjunto de
corpos celestes denominado Via Láctea. Nesta galáxia existe uma infinidade de
astros em que se misturam estrelas e nebulosas, planetas e satélites, cometas e
poeira interestelar. Tudo indica que nossa galáxia tenha a forma lenticular com
uma aglomeração maior de astros em sua parte central onde se destaca a
Constelação do Sagitário. O diâmetro da Via Láctea equivale a aproximadamente
130 mil anos-luz. Como se sabe, ano-luz é uma antiga medida usada em Astronomia
para designar a distância entre os corpos siderais. Como a luz tem uma
velocidade de 300.000 quilômetros por segundo, um ano-luz corresponde à
distância percorrida pela luz em um ano, espaço este igual a nove trilhões e
meio de quilômetros. Assim, a luz leva 130 mil anos para percorrer a Via Láctea
em sua maior extensão.
Aliás, as galáxias, constituídas fundamentalmente
de estrelas, são os elementos básicos da massa do Universo. Há assim
agrupamentos galáticos chamados abertos contendo de 100 até 10.000 estrelas. Há
os agrupamentos considerados globulares ou fechados, com forma esférica,
encerrando de 10.000 a 1 milhão de estrelas. E há ainda galáxias
maiores com um número superior a 1 bilhão e até de 1 trilhão de estrelas.
Por outro lado, sabe-se hoje em dia existirem pelo
Universo observável pelo menos 10 bilhões de galáxias. Por aí se vê como é
infinito o número de estrelas que são outros tantos sóis em torno dos quais
gravitam outros planetas e outras luas na imensidão do espaço sideral.
O Sol, sem dúvida alguma, é a estrela que mais nos
interessa. Distante de nós cerca de 150 milhões de quilômetros (distância esta
que a sua luz atravessa em 8 minutos e 20 segundos), é ele responsável por
muitos fenômenos que ocorrem entre nós, tais como a origem e a evolução da
vida, a formação das nuvens a partir da evaporação das águas principalmente do
mar, os movimentos atmosféricos, as condições de tempo, a manutenção da vida
orgânica através da fotossíntese etc... etc... E embora tenha um diâmetro mais
de 100 vezes maior do que o da Terra, nem por isso é ele um astro que se
destaque no Universo. Há estrelas mais brilhantes cuja luz tem uma intensidade
1 milhão de vezes maior do que a luminosidade solar. Há estrelas maiores cuja
massa tem um valor 60 vezes maior do que a matéria do Sol. As gigantes
vermelhas são estrelas cuja luminosidade pode ser superior a 1.000 vezes a do
Sol; o raio de sua circunferência pode ser várias centenas de vezes o raio
solar.
Muitos astrônomos da atualidade acreditam que o
Universo esteja em movimento constante, que teria a sua origem em um núcleo
inicial, a partir do qual está se expandindo. Esta teoria da expansão implica
no afastamento progressivo de cada galáxia em relação a todas as demais. Ora,
havendo no espaço sideral, como já se leu, cerca de 10 bilhões de galáxias,
estando cada uma afastando-se das restantes - por aí se imagina que dimensões
infinitas não teria o Universo...
Há estrelas cuja luz
leva até 200.000 anos
para chegar até nós!...
(MARTINS, 2001, pp. 95-96)
E ainda acreditar que somente a Terra tenha vida é supor que todo esse
imensurável Universo tenha sido criado sem utilidade alguma, fato que
implicitamente seria admitir falta de sabedoria do Criador.
Os
Espíritas dizem que todo o mundo já deveria de saber sobre a vida em outros
planetas, embora, fora do sistema solar NUNCA se descobriu outros planetas,
ainda é uma teoria (com fortes indícios, entretanto). Me desculpe, mas TODO
MUNDO já devia saber sobre outros mundos e outros planos de existência?? Qual
foi o grande cientista que publicou tais fatos? Um gênio. Isso só pede (sic)
ser produto da fé, e não de conhecimento geral, pois só 2 milhões de pessoas
são espíritas no Brasil (pouco mais de 1%, bem menos que no censo de 1970, que
demonstrava 9% de espíritas), e mesmo assim, quem revela tais coisas? Mortos?
Cadê as psicografias de extra-terrestres (sic)? Deveria haver bilhões delas...
Só conheço as de Ramatis, que descreveu na década de 60 a vida em Marte, não em
outro plano de existência, mas no plano em que estamos. Depois que as fotos de
Marte demonstraram que não existe civilizações lá, o discurso mudou. Virou: “outros
planos de existência”. TODO MUNDO só sabe de uma coisa: Espiritismo é religião
e não ciência. Todas as religiões que tentaram ditar a ciência não foram
bem-sucedidas. O Espiritismo, devido ao seu encolhimento, parece que não está
agradando aos brasileiros como explicação cabal para todos os fatos do
Universo, e é incrível como certos espíritas parecem ter realmente a verdade em
suas mãos e toda (sic) as respostas na ponta da língua. É pura retórica vazia,
mas reconheço que toda esta história de reencarnação e Karma, e justiça divina
é bem atraente, pois nos traz uma certeza que a impunidade não existe e que no
fim o ser-humano (sic) têm (sic) evoluído (o que não parece ter acontecido, a
não ser na ciência que justamente refuta o espiritismo).
Após
quase duas décadas no meio Espírita isso para nós é novidade, pois até hoje
nunca vi ninguém afirmar que “todo mundo já deveria saber sobre vidas em outros
planetas”, já que ainda falta comprovação científica e não impomos a nossa
maneira de pensar aos outros. Que acreditamos em vida em outros mundos, é um
fato, contudo não o fazemos por questão de fé, mas por vários motivos, tais
como: por pura lógica, por ser uma possibilidade aceita no meio de cientistas
sérios e, obviamente, pela informação dos Espíritos também. Qual o demérito
disso? Para quem acredita, ou melhor, para quem tem certeza que a vida continua
isso é normal. Aos fundamentalistas, não. Seja lá como for, seria uma
impossibilidade matemática que num universo tão imenso não se tivesse
desenvolvido vida inteligente senão neste pequeno planeta. Aliás, seria um
grande desperdício de espaço.
Há uma
fala de Kardec que nos deixa bastante livres para pensarmos o que quisermos sem
nenhum medo de irmos para o inferno (porquanto, não há sentido já que ele não
existe). Disse o codificador:
O Espiritismo, caminhando com o
progresso, não será jamais ultrapassado, porque se novas descobertas lhe
demonstrarem que está em erro sobre um ponto, modificar-se-á sobre esse ponto;
se uma nova verdade se revela, ele a aceita. (KARDEC, A Gênese, 1993, p. 40).
Embora
não sirva como prova, o fato é que muita gente acredita em vida em outros
mundos; entretanto, mesmo sendo uma crença generalizada, isso não a torna uma
verdade, como o contrário também é válido, ou seja, o fato de muitos não
acreditarem, não segue daí que não exista.
A Revista Galileu, maio/2000, em matéria de capa intitulada “Vida lá
Fora – começa a grande busca”, fala do satélite europeu Corot em cuja missão está
também a de procurar vida fora da Terra. A reportagem assinada por José Tadeu
Arantes teve a colaboração dos astrônomos José Renan de Medeiros, presidente da
Sociedade Astrônomo; Duilia de Mello, pesquisadora do Observatório Espacial de
Onsala, Suécia e de Roberto Boczko, pesquisador do Instituto Astronômico e
Geofísico da USP. Dessa reportagem transcrevemos:
Rumo
ao contato
A Via
Láctea possui aproximadamente 100 bilhões de estrelas. Entre elas, no mínimo 10%
são parecidas com o Sol - e, portanto, potencialmente dotadas de sistemas
planetários. Se cada uma dessas estrelas tiver um planeta que seja, isso
significa que, somente em nossa galáxia, existem cerca de 10 bilhões de
planetas. É preciso possuir uma mente
muito estreita para duvidar que, nesse formidável conjunto de corpos celestes,
haja vários capazes de abrigar a vida e pelo menos alguns nos quais tenham se
desenvolvido organismos inteligentes.
Mas
como fazer contato com civilizações localizadas a dezenas ou centenas de
anos-luz de distância? No final dos anos 50, Giuseppi Cocconi e Philip
Morrison, dois físicos da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos,
propuseram uma forma esperta de cortar caminho: rastrear as ondas de rádio
recebidas do espaço, em busca de um tipo de sinal que pudesse ser atribuído a
emissões inteligentes.
Não
se deve concluir, apressadamente, que qualquer ponto do universo que emita
ondas de rádio possua seres vivos evoluídos. O Sol e todas as demais estrelas
produzem radiação nessa faixa - bem como em outras bandas do espectro
eletromagnético. Mas nem por isso se supõe que abriguem vida, quanto menos vida
inteligente. O que determina a possibilidade de haver uma civilização na outra
ponta da linha é o padrão da onda. Se for sempre igual, ou variar de forma
caótica, é pouco provável que decorra de uma atividade intencional.
Porém,
se apresentar um padrão sistemático de variação, podemos desconfiar que existe
alguém, lá longe, tentando se comunicar.
Pois é isso que acontece nas emissões terrestres de rádio e TV, nas
quais uma onda portadora, de freqüência constante, carrega numerosos sinais de
freqüências variáveis. Vasculhar o céu à cata de alguma fonte de rádio com
padrão sistemático parece ser a forma mais simples de se pesquisar possíveis
nichos de vida inteligente fora da Terra. (Revista Galileu nº. 106, 2000, p.
37) (grifo nosso).
Nessa reportagem ainda
encontramos uma abalizada opinião. Leiamo-la:
A opinião do diretor do Hubble
Um
número cada vez maior de cientistas de primeiro time vem apoiando com
entusiasmo os trabalhos do novo Seti. Entre eles, está o astrônomo israelense
Mario Livio, diretor do programa científico do instituto do Telescópio Espacial
(Hubble). “Por que a Terra seria o único planeta privilegiado com a vida? Não é
apenas deprimente, mas também muito pouco provável que estejamos sozinhos no
Universo”, afirmou Mario Livio a Galileu. “De qualquer forma, não é recorrendo
a especulações estatísticas que saberemos se existem mesmo civilizações
extraterrestres. Isso só poderá ser descoberto por meio de observações, como as
propostas pelo Seti e outros projetos de vanguarda”. (Revista Galileu
nº. 106, 2000, p. 38).
Certamente,
tem razão o crítico; pois nenhum gênio provou isso; entretanto, muitos gênios
acreditam nessa possibilidade. Por ter afirmado (dentre outras heresias da
época), que existiria um número infinito de mundos, e, portanto, de outras
raças inteligentes e à imagem de Deus no Universo, Giordano Bruno foi queimado
vivo pela Inquisição e Galileu também quase foi parar na fogueira por ter
desafiado as imposições do “conhecimento” oficial da Igreja Católica. Antes de
morrer, declarou o rebelde Giordano Bruno aos juízes: “Talvez o seu medo em me
passar esse julgamento seja maior do que o meu de recebê-lo”, e isso resume bem
o que existe por trás da intolerância e do dogma: simplesmente medo. Já existe
um que hoje é chamado o “Galileu da reencarnação” (Dr. Ian Stevenson), e quem
sabe, um dia aparecerá um outro “Galileu” com provas definitivas de vida
inteligente no Universo, mesmo a contragosto dos contrários?
As
questões 55 a 57 de O Livro dos Espíritos,
podem explicar a dúvida do crítico, que tivesse mesmo o tempo de estudo do
Espiritismo, que alegará mais adiante, certamente, não a teria.
55 – Todos os globos que
circulam no espaço são habitados?
- Sim, e o homem da Terra está longe de
ser, como crê, o primeiro em inteligência, em bondade e perfeição. Todavia, há
homens que se crêem muito fortes, que imaginam que somente seu pequeno globo
tem o privilégio de abrigar seres racionais. Orgulho e vaidade! Julgam que Deus
criou o Universo só para eles.
56 – A constituição física dos
diferentes globos é a mesma?
- Não, eles não se assemelham de modo
algum.
57 – A constituição física dos
mundos não sendo a mesma para todos, seguir-se-á tenham organização diferentes
os seres que os habitam?
Sem
dúvida, como para vós os peixes são feitos para viverem na água e os pássaros
no ar.
(KARDEC, 1987, p. 60).
Assim,
após enviar uma sonda a Marte ou a qualquer planeta, o máximo que se poderia
dizer é: vida igual a que conhecemos na
Terra não existe. Tirar outra conclusão fora disso é pura conjectura. Antes
de se inventar o microscópio seria loucura dizer que a havia “vida” numa
gotinha d’água; entretanto...
Quanto
ao fato de, no pensamento dos outros, o Espiritismo ser ciência ou não, pouco
nos importa, já que a ciência dita oficial é completamente incompetente para
falar das coisas espirituais, uma vez que seu posicionamento é sabidamente
materialista. Se buscarmos nela apoio para tudo, então diremos que o ser humano
é somente matéria, pois até hoje nenhum gênio provou a existência do espírito,
usando do mesmo raciocínio do crítico. Mas a realidade é bem outra, pois,
vários gênios já provaram isso. Citamos como exemplo Willian Crookes, sábio
inglês. Apesar de suas provas, o que a ciência fez? Ignorou completamente suas
pesquisas, o que prova que as coisas não são tão fáceis assim como podemos
estar pensando. Existe um tempo de maturação das idéias, que, primeiro, terá
que vencer preconceitos de um lado e fundamentalistas de outro para sobreviver
como uma nova realidade científica.
Quanto
ao que foi dito sobre o “encolhimento do Espiritismo”, aguardaremos as provas
que o crítico poderá nos apresentar para sustentar isso. Uma coisa é fato,
segundo o IBGE, é entre os espíritas que se encontram o maior número de pessoas
com tempo de estudo. Enquanto que no meio espírita a média é de 9,6 anos, o
segundo colocado aparece com 5,7 anos. É fácil comprovar isso, consultando esse
órgão, especialmente os dados do resultado do censo de 2000. Assim, se não
estamos crescendo em quantidade, pelo menos estamos ganhando em qualidade. E é
isso o que importa.
Embora
acreditemos que o ser humano tenha, sim, evoluído, pois percebemos sua
crescente preocupação com as crianças, com os velhos, com as mulheres, com as
minorias e com a própria natureza. Entretanto, para termos isso de forma mais
precisa, seria necessário se fazer análise sociológica profunda do
comportamento humano ao longo de sua existência para identificar em quais
pontos não houve progresso.
Sempre
que alguém diz a um espírita que não acredita em reencarnação, sempre vem a
mesma retórica: “Qual é a sua religião?” E NÃO IMPORTANDO qual seja a resposta,
sempre se retruca: “Está explicado...”
Se, de
fato, isso acontece, coisa que ainda não vimos, então a resposta “Está
explicado...” é usada somente quando se encontra um bibliólatra que quer negar
tudo deve ser que ou quando não consegue entender, mesmo que a narrativa bíblica
esteja de forma clara. Entretanto, para os que têm olhos de ver, isso seja
evidente em suas páginas. Mas como o fanático é cego, mal enxerga o que a sua
liderança religiosa “implantou-lhe no cérebro” e por isso não consegue sair “para
vôos mais altos”, não enxergará nunca enquanto for fanático.
Não
temos a mínima preocupação com aqueles que não acreditam na reencarnação, e,
para falar a verdade, não sustentamos isso com nenhuma fé ingênua, mas sim com uma
certeza; o que é bem diferente.
Procuremos
deixar de ver o universo como algo que algumas pessoas que disseram ter falado
com espíritos explicam com esmerosos detalhes e vamos encarar a realidade: A
vida e o Universo são deliciosos mistérios. Presentes de Deus que não podemos
nem vamos compreender de maneira tão simplória e com truques de salão...
Realmente
Jesus estava certíssimo, quando, na parábola do rico e Lázaro, disse: “mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não
se convencerão” (Lc 16,31). A esses incrédulos de conveniência, ou de
interpretações equivocadas, as pesquisas psíquicas realizadas no século XIX não
tem o mínimo valor. Cientista de renome como William Crookes, na visão deles,
passa a ser um mero aprendiz. Quem poderia descrever a vida na dimensão
espiritual ou em outros mundos senão quem vive lá?
Em
relação aos “mistérios de Deus”, se vamos compreendê-los ou não, é coisa que
não deve limitar a nossa capacidade de raciocínio, porquanto é exatamente com isto
que Deus nos diferenciou dos irracionais, por isso devemos pesquisá-los à
vontade. Assim, por amor à sabedoria do Criador, devemos pesquisar tudo,
procurando compreender as leis escritas na natureza. Pode ser que naquele
momento não tenhamos ainda capacidade de compreender, isso é um fato, mas o
progresso por que passa o espírito em suas várias reencarnações o colocará
diante dessa possibilidade no amanhã. “Tenho
ainda muito o que vos dizer, mas não podeis agora suportar” (Jo 16,12).
Quantas
verdades científicas de hoje foram rejeitadas ontem? Quantas coisas entendemos
muito mais que antigamente? A vida é progresso e progresso implica que amanhã
seremos diferentes daquilo que somos hoje, quando teremos, inevitavelmente,
muito mais conhecimento, o qual ampliará a nossa maneira de perceber e
compreender tudo aquilo que nos cerca.
Se fala
muito no meio Espírita da TVP (Terapia de Vidas Passadas), bom, o fator
terapêutico da hipnose já está mais do que comprovado cientificamente. O
problema é que algumas pessoas que não conhecem os mecanismos hipnóticos, que
estão sendo estudados desde a época de Mesmer, demonstram que a mínima sugestão
dada sob hipnose leva o sujeito a criar, com esmereza de detalhes, uma
realidade alternativa que existe apenas na mente. No momento que se faz a dita
“regressão” ou, mas recentemente mas com o mesmo mecanismo, a “progressão” (virou
moda nos EUA!!!), diz-se ao paciente ou voluntário que ele está voltando (ou
progredindo) no tempo, deixando que o inconsciente crie toda sorte de
situações. Desde que ele é a reencarnação de Van Gogh até mesmo que ele é na
verdade uma galinha. A Terapia de Vidas Passadas tem o mesmo mecanismo da
Regressão de Abduzidos, onde os sujeitos são deixados em um nível de
semi-consciência e em seguida se pergunta se “ele vê alguma coisa estranha no
céu”. Imediatamente a rotina de “Lapso de Tempo” e “Exames alienígenas” acontece
sem exceções, como visto pelo Dr. E. Mack, Phd. Este Psiquiatra constatou a
quantidade de pacientes que se beneficiaram desta terapêutica. Ajudou-os a se
livrar de seus medos. Mas ele constatou que se todas as pessoas tinham
realmente sido abduzidas por extra-terrestres, a amostragem que ele possuía
significaria, em termos estatísticos, que 20 milhões de Norte-Americanos teriam
sido abduzidos PELO MENOS uma vez em suas vidas. Nem a Terapia de Vidas
Passadas, nem a Psicografia, e muito menos a Canalização têm qualquer poder de
persuasão à menos atenta das pessoas a fim de convençê-la da existência de
espíritos que se comunicam com os vivos e que são agora muito mais sábios que
eram quando vivos.
Mais
uma vez cita algo como acontecido no meio Espírita sem provar. A TVP – Terapia
de Vidas Passadas nada tem a ver com o Espiritismo, uma vez que é uma técnica
terapêutica usada, e cada dia mais, pela Psiquiatria. Por esse motivo não
alegamos o que diz o crítico; entretanto, é um fato, para quem quiser constatar,
que são eles, os psiquiatras, e não os espíritas, que vêm comprovando a
eficácia desse tratamento terapêutico.
Aplica-se
aqui no caso o ditado popular: “ouviu o galo cantar e não se sabe onde”, pois,
apesar de usar a hipnose, os terapeutas não sugerem que uma pessoa foi essa ou
aquela personalidade do passado; a técnica utilizada é bem outra. Qualquer
livro sobre o assunto relata que o paciente é levado, por indução hipnótica,
através do tempo a situações vividas anteriormente, e por esse processo ele “vai”
a períodos anteriores a atual existência; não lhe é dito que é fulano ou
beltrano.
Na Revista ISTOÉ, na reportagem intitulada “De volta ao passado”,
encontramos a informação de que pesquisadores de um Instituto de Terapia
Regressiva, de São Paulo, fizeram um mapeamento de ondas cerebrais de pacientes
em regressão para se saber qual ou quais as áreas do cérebro que estariam em
atividade naquele momento. Assim, alguns pacientes foram submetidos a uma
tomografia com emissão de radifármaco (método spect), cujos exames foram
analisados pelo médico Andrew Newberg, especialista em estados modificados de
consciência da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos. Estes estudos
revelaram que as áreas do cérebro mais requisitadas durante a regressão de
memória são as do lobo médio temporal e as do lobo pré-frontal esquerdo, que
respondem pela memória e pela emoção. Ou seja: não é fruto da imaginação. “Se o
paciente estivesse criando uma estória, o lobo frontal seria acionado e a carga
emocional não seria tão intensa”, explica um dos pesquisadores. (Revista
ISTOÉ, nº. 1710, 2002, pp. 76-78).
Ao que pudemos
saber o Dr. John E. Mack foi um psicólogo que usava hipnose para recuperação
memorial das pessoas que diziam ter visto seres ou objetos extraterrestres. Como
os ufólogos ficaram consternados com sua morte, em setembro de 2004, deduzimos
que, pelo que ele fazia, vinha confirmando a presença dos UFOs. Ora, é também
isso que o nosso crítico contesta, ou seja, que não há vida fora da Terra.
Neste caso, então, o mesmo cientista em que se agarra para contestar a
regressão, serve de instrumento para contradizê-lo nesse outro ponto.
Encontramos
essa opinião sobre ele [[1]]:
O pesquisador John E. Mack,
ganhador do prêmio Pulitzer de literatura em 1977 e professor da Escola de
Medicina da Universidade de Harvard, afirma que, de acordo com suas
pesquisas, o material sobre abdução recuperado em procedimentos de hipnose
assemelha-se ao obtido através da narrativa consciente.
Em
que pese seu conhecimento científico, fica-nos a dúvida se usou métodos
estatísticos apropriados para chegar àquela conclusão citada pelo crítico. As
coisas não são tão simples assim: pegar uma “amostra” e estabelecer como sendo
uma amostra da sociedade, pois se estivermos num boteco de fim de rua e perguntarmos
aos freqüentadores se gostam de cerveja, fatalmente chegaríamos a um percentual
de 90% ou até mais, mas daí aplicá-lo a toda a população da cidade vai uma
grande diferença. Isto é falácia, e se chama “generalização apressada”.
Se pudermos
usar qualquer amostra para tê-la como um comportamento global, então trazemos
essa realizada de forma espontânea:
Você acredita na existência de
vidas passadas?
Sim:
68.5%
Não:
31.5%
Total de votos: 235
Fonte: http://www.paranhana.com.br/enquete/1907/index.stm
E quanto à
presença dos UFOs, vejamos a opinião do major Leroy Gordon, astronauta da NASA
(Agência Espacial Norte-Americana):
“Por muitos anos, tenho convivido
com um segredo imposto a todos os especialistas em aeronáutica. Agora posso
revelar que todos os dias, nos EUA, os instrumentos de radar captam objetos de
formatos e composições que desconhecemos. Há milhares de testemunhas e uma
quantidade de documentos para provar, mas ninguém deseja torna-los públicos”.
(Revista Cristã de Espiritismo, nº. 32, p. 60).
O hipnólogo e escritor Mário
Nogueira Rangel, autor do livro Seqüestros
Alienígenas: Investigando Ufologia com e sem Hipnose, diz: “Quem afirmasse
ter visto disco voador tempos atrás era tido como louco, mas, hoje, a pessoa
que disser não acreditar é um mal informado”. (Revista Cristã de Espiritismo,
nº. 39, p. 45).
É oportuno citar as pesquisas
realizadas pela Dra. Helen Wambach, psicóloga norte-americana, que usando da
hipnose sugestionou 1.088 pacientes, objetivando comprovar a realidade da
regressão a vidas passadas. Preocupada em que o conhecimento dos indivíduos
viesse a prejudicar sua pesquisa disse o seguinte: “Eu queria descobrir se as
vidas experimentadas nesses períodos obscuros seriam tão intensas quanto as
transcorridas em períodos históricos conhecidos”. (WAMBACH, 1999, p. 87).
Escolheu dez períodos nos quais
procurou saber a classe social a que pertencia o sujeito, a sua raça, o sexo,
tipo de roupa usada, tipo de calçado, tipo de alimentos comidos, tipo de pratos
usados, quantos estavam encarnados em cada período. Tabulando tudo isso,
comprovou que todas as informações estavam correspondendo ao histórico da
humanidade; diante disso chegou à conclusão:
Se a lembrança da vida passada não
passasse de fantasia, seria de esperar que as imagens fossem proporcionadas
pelo nosso conhecimento consciente da história. Quando as imagens contrastam
com o que imaginamos ser verdadeiro e, não obstante, após cuidadoso estudo, se
revelam exatas, temos de rever o conceito de que a rememoração de vidas
passadas é mera fantasia. (WAMBACH, 1999, p. 95).
Somos da opinião de que a pesquisa
da Dra. Helen Wambach apresenta um resultado irrefutável, dados os critérios
utilizados por ela, mas que, infelizmente, ainda não foi reconhecida pela
ciência oficial, que um dia, certamente, irá tributar-lhe o devido valor.
Estou há 15 anos estudando desde o Espiritismo de
Kardec (que conversando com o espírito de Galileu descobriu que a Lua era
circular e chata como um queijo); passando por Chico Xavier (que ao ser
contatado pelo espírito de sua mãe, após ter sido reencarnada em Júpiter, teve
revelado todo o mundo espiritual) com uma infindável riqueza de “pérolas”, que
vão desde um senador romano com nome Hebreu(?) até pobres escritores
brasileiros revelando pós-mortem que o Brasil revelaria ao mundo o novo
evangelho espírita em estilo pobre e decepcionante; chegando a Von Pragh com o
seu óbvio “cold reading”, que pode mesmo impressionar, apesar de ser apenas uma
técnica (milenar, mas muito desenvolvida hoje).
Como eu
disse antes, trata-se um mundo fascinante sim, não pela sobrenaturalização de
todos os aspéctos humanos pouco conhecidos, mas sim pela visão sociológica de
toda essa mitologia criada e os diversos seguidores, com as religiões e
sub-religiões e seitas que surgiram. É fascinante neste sentido, mas infelizmente
apenas neste sentido...
Por que
será que a maioria dos detratores faz questão de afirmar que estudaram o
Espiritismo? Será para impressionar os que dele não têm conhecimento? Aliás, o
tempo de “estudo”, muitas vezes, não indica absolutamente nada, pois outros
fatores poderão interferir na absorção de novos conhecimentos. Um deles, senão
o principal, é o dogmatismo religioso que embota a mente da pessoa de tal forma
que, por mais óbvia que seja uma determinada coisa, ele não a enxerga. E,
especificamente, na questão espiritual o materialismo é outro fator impeditivo.
Quanto
à opinião que as pessoas possam ter daquilo que os Espíritos passam, além de
estar intimamente ligada à evolução individual é um direito de cada um; nada a
comentar, mas... “Para o asno, a lira canta inutilmente”. (São Jerônimo).
Quanto
a Chico Xavier, bem, Chico Xavier é impossível de se discutir! Eu deixei de
dizer que “Emmanuel” reencarnou no Padre Manuel da Nóbrega (ele não foi a
abreviação de Nóbrega!) e que hoje se discute se Kardec foi reencarnação de
Jesus Cristo e se Chico Xavier a de Kardec!!! Tudo isso discutido com uma
seriedade impressionante... Mas acredito que os Espíritas acreditam que o tempo
revelará todas essa “verdades” de forma científica. Só que me parece que a
religião que mais encolheu no Brasil não trará pistas para essas
verdades..."
Realmente “quanto a Chico Xavier é
impossível de se discutir”, pois sua vida e obra falam por si mesmas. Sabemos,
inclusive, que há determinado pseudocientista que, em relação a sua psicografia,
o coloca como falsário; entretanto, foi completamente omisso quando o Congresso
Nacional realizou uma sessão comemorativa do aniversário de sua morte. Deveria
ter juntado suas provas para mostrá-las aos parlamentares, que diante delas,
certamente, não fariam tal homenagem.
Para os que duvidam de sua
mediunidade recomendamos nosso texto intitulado “Chico
psicografou livros de verdade?”, disponível na Internet.
Mais uma vez o crítico tenta
desmerecer o Espiritismo afirmando que ele é “a religião que mais encolheu no
Brasil”, talvez porque pense que quantidade é sinônimo de qualidade. Não
obstante, curioso é notar que ao contrário deste, outros críticos apontam em
direção oposta, concluindo que "O espiritismo é
uma das heresias que mais cresce no
mundo de hoje". Embora discordemos do epíteto "heresia",
é o que encontramos em um texto refutado por nós, localizado NESTE ENDEREÇO.
Conclusão
Parece-nos que está se tornando
algo invariável a todos os detratores do Espiritismo, quanto à questão de não
lhe conhecer os fundamentos e de fechar os olhos para as pesquisas científicas
que apontam na direção de confirmar alguns de seus princípios, especialmente a
reencarnação e a comunicação com os mortos, que por seres espíritos imortais,
continuam vivos. Deveriam atualizar-se primeiro, para depois, sim, tentar refutá-lo.
Só que esperamos que não se esqueçam do que Kardec disse:
O verdadeiro crítico deve provar não somente erudição, mas
um saber profundo no que concerne ao objeto que trate, um julgamento sadio, e
de uma imparcialidade a toda prova; de outro modo, qualquer rabequista poderia
se arrogar o direito de julgar Rossini, e um aprendiz de pintura o de censurar
Rafael (KARDEC, 1993, p.23).
O Espiritismo não pode considerar como crítico sério senão
aquele que tiver visto tudo, estudado tudo, aprofundado tudo, com a paciência e
a perseverança de um observador consciencioso; que soubesse sobre o assunto
quanto o adepto mais esclarecido; que tivesse, por conseguinte, haurido seus
conhecimentos em outro lugar do que nos romances da ciência; a quem não se
pudesse opor nenhum fato do qual não tivesse conhecimento, nenhum argumento que
não tivesse meditado; que refutasse, não por negação, mas por outros argumentos
mais peremptórios; que pudesse, enfim, assinalar uma causa mais lógica para os
fatos averiguados. Esse crítico está ainda por se encontrar. (KARDEC, 1993, p.
25).
E para encerrar é necessário
esclarecer de onde vêm os espíritos que reencarnam na terra. A resposta mais
óbvia seria de outros mundos, entretanto, essa pode não ser a realidade, senão
vejamos:
Mais de vinte bilhões de almas
conscientes, desencarnadas, sem nos reportarmos aos bilhões de inteligências
sub-humanas que são aproveitadas nos múltiplos serviços do progresso
planetário, cercam o domicílio terrestre, demorando-se noutras faixas de
evolução. (XAVIER, 1986, p. 43).
Por essa explicação de Emmanuel,
podemos concluir que os espíritos que reencarnam, aqui na Terra, vêm desse
contingente de espíritos que pululam em redor da mesma, já que é o planeta cuja
faixa evolutiva lhes é compatível. Pode parecer estranho a quem acredita que em
nosso planeta só exista espíritos encarnados, pois esta seria uma visão
reducionista da criação divina.
No mais, sugerimos, aos
interessados, o nosso texto “Reencarnação
e as Pesquisas Científicas”.
Paulo da
Silva Neto Sobrinho
Mar/2006.
Referências
Bibliográficas:
GOSWAMI, A. A Física da Alma, São Paulo:
Aleph, 2005.
KARDEC, A. A
Gênese, Araras, SP: IDE, 1993.
KARDEC, A. O
Livro dos Espíritos, Araras, SP: IDE, 1987.
KARDEC, A. O
Livro dos Médiuns, Araras, SP: IDE, 1993.
MARTINS,
C. Nas Fronteiras da Ciência, São
Paulo: DPL, 2001.
STEMMAN, R. Reencarnação,
São Paulo: Butterfly, 2005.
WAMBACH, W. Recordando
Vidas Passadas – depoimento de pessoas hipnotizadas, São Paulo: Pensamento,
1999.
XAVIER, F. C. Roteiro,
Rio de Janeiro: FEB, 1986.
Revista Cristã de
Espiritismo, nº. 32, São Paulo: Escala, s/d.
Revista Cristã de Espiritismo, nº. 39, São Paulo: Escala,
março/2006.
Revista Galileu, nº. 106, Rio de
Janeiro: Globo, maio de 2000.
Revista ISTOÉ, nº. 1710, São
Paulo: Editora Três, 10 de julho de 2002.
Revista Planeta, edição 402, São Paulo: Editora Três,
mar/2006.