Allan Kardec – um racista brutal e grosseiro – 4

A contaminação do racismo kardecista no espiritismo tupiniquim

 

Lemos, sob o título acima, um artigo de autoria do Sr. Fabiano Armellini, publicado no site da Montfort. No referido artigo, o autor faz comentários a um outro de autoria do batalhador na defesa das causas espíritas, Paulo da Silva Neto Sobrinho, que dispensa apresentação e, muito menos, de quem o defenda, face as suas qualidades e conhecimento sobre o espiritismo.

Como em relação ao artigo a que o Sr. Armellini diz combater só foi feita uma transcrição de um pequeno trecho do que ele diz ser um “evasivo e prolixo artigo”, não podemos deixar de destacar esse fato, já que, com essa atitude – não comentar os argumentos apresentados pelo articulista a que diz contestar – demonstra uma fuga deliberada do assunto principal para, então, repetir argumentos constantemente utilizados pelos demais componentes do grupo a que ele pertence, os quais atacam insanamente o codificador do Espiritismo. E o artigo do mencionado autor espírita foi escrito apenas para defender Kardec desses assaques.

Assim, tendo em vista que ele escolheu comentar o artigo de Allan Kardec, escrito na edição de abril de 1862 da Revue Spirite, intitulado “A perfectibilidade da raça negra.”, arriscamo-nos a apresentar os nossos, somente em relação aos proferidos pelo Sr. Fabiano Armellini, motivo pelo qual só vamos transcrever as partes por ele citadas e os seus respectivos comentários sobre o já referido artigo de Allan Kardec.

Começa ele:

 “Por incrível que pareça, para esclarecer esta doutrina o autor cita na íntegra um artigo de Allan Kardec chamado “A perfectibilidade da raça negra”, que foi escrito para a edição de abril de 1862 da Revue Spirite, um periódico que o próprio Kardec fundou, onde ele expõe sem máscaras todo o seu preconceito racista.

 

O texto é tão brutalmente racista, como mostraremos mais adiante, que os adeptos do kardecismo deveriam se envergonhar dele. Isto pelo simples fato de que o texto foi escrito pelo codificador da doutrina que eles professam. O normal seria que eles tentassem jogar o texto no esquecimento. Mas pelo contrário, o autor espírita que nos critica fez questão de publicá-lo na íntegra, em um site espírita, o que nos faz levantar duas hipóteses: ou esta pessoa não entende o que lê, ou é tão brutal e racista quanto Allan Kardec.”

No primeiro parágrafo desse tópico o Sr. Armellini dá a entender que o autor do artigo, a que referido senhor diz aqui comentar, se limitou a transcrever, na íntegra, o artigo de Allan Kardec. Pedimos ao leitor que, para não ficar em dúvida sobre quem está falando a verdade, confira em www.espirito.org.br/portal/artigos/paulosns/allan-kardec-um-racista.html, e verá que o seu autor nada mais fez do que transcrever e comentar os tópicos de um artigo do Sr. Orlando Fedeli, com base em citações e transcrições de trechos de livros de autoria de Kardec e de outros autores, inclusive do artigo “A perfectibilidade da raça negra”. Daí a dizer que “o autor cita na íntegra” há uma grande diferença...  Em virtude de, ainda nesse mesmo parágrafo, o Sr. Armellini referir-se à Revue Spirite como “um periódico que o próprio Kardec fundou, onde ele expõe sem máscaras todo o seu preconceito racista”, sentimo-nos à vontade para perguntar: por que, e por quem, o Montfort foi fundado? Será que foi para apoiar o Espiritismo ou foi para divulgar as idéias particulares do fundador ou fundadores do “site”? Dizemos particulares porque temos certeza de que a própria Igreja que freqüentam não concorda com o que eles dizem. Uma perguntinha: será que o Vaticano criou o “L'Osservatore Romano” para divulgar os ideais protestantes? Ora, Sr. Armellini...

Já com relação ao segundo parágrafo, fazemos a seguinte indagação: envergonhar-se de que? Será que o Sr. Armellini se envergonha da sua religião, pelo fato de “São” João Crisóstomo ter discriminado os Judeus, ao dizer:

Não vos deixem surpreender por eu ter chamado os Judeus de desastrosos. Porque eles são mesmo desastrosos e miseráveis. Aqueles que rejeitaram tão ferverosamente e recusaram as muitas boas coisas que o céu lhes colocou nas mãos. Eles conheceram os profetas desde a infância e crucificaram aquele que tinham profetizado. Aqueles que foram chamados a ser filhos desceram à raça de cães.

Animais sem entendimento, quando gozam de manjares que enchem e engordam, tornam-se mais difíceis e incontroláveis e não tolerarão uma canga ou rédeas, ou a mão do condutor. E o mesmo com a nação dos Judeus: porque eles se voltaram para o mal extremo, tornaram-se irrequietos e não aceitaram o jugo de Cristo nem serem colhidos pela ceifa dos seus ensinamentos.

Tais animais que não pensam são próprios para o abate, porque eles não são próprios para trabalhar. Os Judeus não têm experiência nisso: porque se mostraram inúteis para o trabalho, eles tornaram-se apropriados para serem mortos. Eu sei que muitas pessoas respeitam os Judeus e vêem a sua vida como honorável. Eu exorto-vos por isso a colher esse preconceito depravado pelas raízes. Já disse que a sinagoga não é melhor do que um teatro. Na verdade, a sinagoga não é apenas um bordel e um teatro, mas também um antro de ladrões e abrigo para selvagens. E não apenas para selvagens mas mesmo para selvagens impuros. (destaques nossos)

conforme consta em (http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Jo%C3%A3o_Cris%C3%B3stomo?

Será que vai dizer que ele fez isso “em defesa da FÉ”, como sempre foi feito pela cúpula da “santa” madre, através dos séculos, para justificar atos de violência e de intolerância religiosa? Quer exemplos? As cruzadas, a “santa” inquisição, o auto-de-fé de Barcelona e outros mais...

Ainda com referência a este segundo parágrafo, em relação à opinião do articulista no sentido de que “O normal seria que eles tentassem jogar o texto no esquecimento.”, esclarecemos ao leitor, e ao referido senhor, que esse não é o procedimento de um espírita como, também achamos, não deva ser o de um verdadeiro profitente, seja de que credo for; principalmente se seguir os ensinamentos do Mestre Jesus – não do je$u$ que pregam por aí.

Já quanto à parte final do parágrafo em referência, quando diz “ou esta pessoa não entende o que lê, ou é tão brutal e racista quanto Allan Kardec”, devolvemos o seu infeliz comentário: ou o articulista que aqui contestamos não leu o artigo sobre o qual elaborou o seu; ou o escreveu cumprindo determinação da pessoa, cujo artigo foi objeto dos comentários do autor do que deu origem ao do Sr. Armellini, que ora contestamos, já que o nome deste senhor sequer foi mencionado pelo autor objeto de suas invectivas.

Para finalizar nossos comentários sobre esse bloco fazemos essa perguntinha: por que a Igreja e as suas organizações religiosas, na época da escravidão, mantinham negros e índios escravizados? Será que era para torná-los cristãos, como até hoje fazem na Amazônia, tentando catequizar os índios, descumprindo o preceito de liberdade de consciência e de crença, constante do art. 5º, inciso VI, da Constituição? Ou a Igreja assim procedeu para seguir o “comportamento social da época”?

Voltemos ao que diz o Sr. Armellini:

 

Ocorre que este artigo não é um trabalho isolado e sem importância de Kardec, pois é inclusive parcialmente citado ipsis litteris em uma das principais obras do fundador do espiritismo moderno, “A Gênesis” (cf. Allan Kardec, “A Gênesis”, 36a edição, FEB, Cap. XI, no. 32, p. 221). Daí o esforço dos espíritas em tentar justificar seu fundador... E é nesta tentativa que os autores espíritas acabam se complicando ainda mais. Se os autores espíritas atuais, Internet afora, realmente crêem no que dizem em suas defesas de Kardec, devemos expandir a acusação de racismo não só a ele, mas também a todos esses espíritas.

Com relação a esse tópico, temos a destacar a afirmativa do Sr. Armellini, quando diz: “Ocorre que este artigo não é um trabalho isolado e sem importância de Kardec, pois é inclusive parcialmente citado ipsis litteris em uma das principais obras do fundador do espiritismo moderno, “A Gênesis” (cf. Allan Kardec, “A Gênesis”, 36a edição, FEB, Cap. XI, no. 32, p. 221).”

Primeiramente, esclarecemos que não existe Espiritismo antigo ou moderno. O que existe é um só Espiritismo, cujas bases foram estabelecidas pelos espíritos superiores, através de Allan Kardec, embora os fenômenos objeto do seu estudo e desenvolvimento existam desde tempos imemoriais, como a gravidade, cujos princípios passaram a ser conhecidos através de Isaac Newton, em finais do Século XVII. Assim, falar-se em espiritismo moderno ou antigo, é a mesma coisa que se referir a gravidade moderna ou antiga; não é mesmo?

Mais: pela maneira como afirma o Sr. Armellini (ipsis litteris), talvez esteja pretendendo levar o leitor a deduzir que o que está dito em “A Gênesis” corresponde ao que está escrito com as mesmas letras na Revue Spirite de abril de 1862; o que não é verdade. Caso o leitor tenha a curiosidade, ou a desconfiança, sobre o que afirmamos, vá lá conferir e verá que a referência feita por Kardec em “A Gênesis” foi para mostrar que ele, Kardec, já havia escrito sobre esse assunto anteriormente, sugerindo ao seu leitor obter maiores esclarecimentos na fonte citada, onde a matéria abordada em A Gênesis foi tratada com mais detalhes. Embora não pretendamos julgar ninguém, não podemos calar perante uma deturpação desse jaez, já que não foi transcrita uma letra sequer de “A Gênesis”, nem da “Revue Spirite”, para que o leitor possa comparar os textos.

Por outro lado, quando o Sr. Armellini se destempera no seu palavreado contra os espíritas, como aqui, está fazendo o que? Será que não está discriminando os espíritas e o Espiritismo, usando o subterfúgio de denominar de racista o seu fundador?! Arriscamo-nos a responder que é pelo fato dos espíritas praticarem para depois pregarem, justamente ao contrário do que fazem outros seguimentos religiosos, cujos representantes saem por aí “catando” adeptos e dizimistas para sustentar seus dirigentes, construções faraônicas de templos e outras de caráter econômico - em nome da divulgação do evangelho de um JE$U$ diferente daquele que nos veio trazer os ensinamentos de amarmos o próximo como a nós mesmos - e algumas poucas obras de cunho social.

Mas voltemos ao texto, a que nos propusemos comentar. Diz ele:

 

 Passemos agora ao exame deste artigo de Allan Kardec, utilizado pelo autor espírita que nos criticou, na tentativa de provar que Kardec não era racista. Na leitura do texto, ficará evidente que é o contrário.

 

O texto trata da questão das aptidões inatas das pessoas. Kardec não admite que Deus possa dar mais a uns do que a outros, pois é absolutamente igualitário no campo espiritual. Se há diferença de dons, segundo o Kardec, é indicativo que aquele que tem mais aptidões tem uma alma mais “evoluída” do que a daquele que tem menos aptidões. “Evolução” esta proveniente de encarnações anteriores da alma.

 

O princípio é falso, pois Deus pode sim dar mais a uns do que a outros. Na parábola dos talentos, Cristo nos ensina que Deus não dá igualmente os talentos: a alguns Deus dá mais, a outros dá menos; mas cobra na medida do que foi dado.

No primeiro item o senhor Armellini assume a condição de criticado, mas o articulista, a quem ele critica, só mencionou o nome do Sr. Orlando Fedeli. Então, onde está o motivo do “nos criticou”? Será que foi dada a ele a função de “papagaio de pirata”, para ficar a impressão de que o assunto foi “contestado” e, se houver alguma crítica, como a nossa, esta não será dirigida diretamente ao contestado originariamente? Se foi esse o objetivo, não surtiu o efeito pretendido porque estamos mostrando esse fato.

Quanto ao segundo, em relação à condição de Deus poder, ou não poder, dar mais a um do que a outro, é bom esclarecer que Ele não seria “maluco” em fazer isso, pois fugiria aos princípios de justiça e ao que Ele nos transmitiu através de Jesus, quando diz em Mt. 16:27: “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras.” Ora, se o próprio Jesus afirma isso, e Kardec também, o senhor Armellini, quando contraria o que diz Kardec, automaticamente está contrariando Jesus; ou não? Coerência, pelo menos de vez em quando, é bom...

Já quanto ao terceiro, o referido senhor afirma que Deus dá como quer, mas cobra de acordo com o que deu; aí ele contradiz tudo o que se relaciona a Justiça, pois, na concepção do Sr. Armellini, quando Deus dá age arbitrariamente, mas quando cobra age seguindo os princípios de Justiça. Nesse caso, invoco o Stanislaw Ponte Preta para dizer, como no prólogo do seu famoso Samba: “Aí o criolo endoidou de vez”. E não nos venha chamar de racista por estarmos transcrevendo o que outro disse.

 

"A quem muito for dado, muito será exigido" (Lc XII, 48).

 

A Justiça de Deus não consiste em dar tudo igualmente a todos, mas sim em cobrar de acordo com o que é dado. Kardec recusa este ensinamento de Cristo, e associa a justiça à igualdade. Para ele, Deus distribui igualmente Seus dons:

 

"Deus, em sua justiça, não pode ter criado almas mais, ou menos, perfeitas" (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, 79a edição, 1993, q.222, p.127).

Partindo então dessa premissa falsa, de que os mais capazes têm uma alma mais “evoluída”, Kardec passa das pessoas aos povos, e destes, às raças. E aqui começam as pérolas (os destaques nas citações a seguir são todos nossos).

Aqui, cabe-nos fazer uma referência ao texto de Lucas que, solto como está, pode induzir o leitor a entender o que o expositor quer. Entretanto, devemos ver o contexto em que ele está para, aí sim, tirarmos uma conclusão, a mais próxima possível do texto global, sem indução tendenciosa de ninguém. Assim, devemos ler o texto de Lucas, pelo menos a partir do versículo 42, que diz:

“42 O Senhor respondeu: — Quem é, então, o empregado fiel e inteligente? É aquele que o patrão encarrega de tomar conta da casa e de dar comida na hora certa aos outros empregados.”, culminando no 48, conforme transcrito acima.

Como se vê, a parábola dos talentos está incluída em um contexto onde o foco é a confiança e o decorrente merecimento por parte de quem a recebe, já que nenhum patrão vai confiar em um empregado se esse empregado não merecer confiança; não é certo? Será que Deus, que é onisciente, não vai saber quem merece receber isso ou aquilo?... Ele, ao que supomos, poderia até dar o que, e a quem, ele quisesse; mas, recusamo-nos a acreditar em tal hipótese, pois ele deixaria de ser justo, coisa que até a uma criança repugna. Quer testar?! Chame duas crianças, dê uma determinada tarefa igual para as duas e elas a cumpram, igualmente. Vamos supor que o leitor saiba o gosto de cada e, tomando conhecimento de que elas são egoístas, resolva dar-lhes uma lição e troque os presentes, propositalmente, informando-lhes que elas não podem trocá-los até que eles se desgastem pelo uso normal ou só após sessenta dias de uso. Após esse período o leitor peça-os de volta e dê novos, agora cumprindo a promessa original e atendendo o gosto de cada uma. Com isso, o leitor mostra que, por ser o senhor da situação, dá o que, e como, bem quer; mas que, ao mesmo tempo, também por ser justo, dá conforme o merecimento de cada uma. Nesse caso, alguma delas terá motivo para chamá-lo de injusto? Achamos que não. Sabe o porquê? Porque o senso de justiça nelas é inato e ainda não tiveram tempo para aprender a ser hipócritas. Da mesma forma, achamos que é esse o procedimento de Deus; apenas com uma diferença: que nos pode dar simultaneamente as coisas, por ser o senhor de todas elas, inclusive do tempo. Suponha, agora, o leitor que arbitrariamente tenha preferido dar prêmios diferentes, sem consultá-las sobre a preferência de cada uma e pedido a opinião delas em relação ao critério adotado para atribuição dos prêmios; aqui, pelo mesmo fato de o senso de justiça nelas ser inato e elas não terem aprendido, ainda, a ser hipócritas, a resposta, fatalmente, será no sentido de que a forma de concessão dos prêmios foi injusta.

Por outro lado, várias vezes se afirma na Bíblia - a mesma de onde ele toma passagens para se justificar - que Deus não faz acepção de pessoas (At 10,34; 15,9; Rm 2,11; Gl 2,6; 3,8; Ef 6,9; Cl 3,25 e 1Pe 1,17).

Quanto à afirmação “Partindo então dessa premissa falsa, de que os mais capazes têm uma alma mais “evoluída” Kardec passa das pessoas aos povos, e destes, às raças.”, temos a esclarecer que o Sr. Armellini está incorrendo em um erro primário, ou apresentando um sofisma intencionalmente, quanto ao antecedente e conseqüente, já que não é a capacidade da pessoa que determina o estágio de evolução da alma, mas, sim, porque a evolução da alma (antecedente) é que determina a capacidade da pessoa (conseqüente); isso porque é o operador que dá destaque ao instrumento e não o instrumento que dá destaque ao operador. Quer ver? Apresente dois instrumentos a um músico e diga-lhe para tocar um deles; fatalmente ele irá escolher o que melhor se adaptar às suas necessidades momentâneas - música que irá executar. O mesmo acontece com o espírito (alma): ele dá preferência ao tipo de corpo que melhor se adapte às necessidades da sua encarnação, seja por questões físicas, seja por questões morais, relacionadas a qualquer tipo de vicissitude porque necessite passar. É a mesma coisa que acontece com um estudante que perde o ano, e recebe a pecha de repetente, mas não perde o direito de continuar seus estudos, na mesma escola, e de se formar. Claro está que há mais lógica nisso do que na existência de uma única vida (ou vida em uma única existência?); não é mesmo?

De novo ao texto:

 

Kardec começa afirmando que é materialmente impossível um selvagem (negro, como ele vai explicitar mais adiante) se torne um sábio:


O selvagem feroz pode, numa só existência, adquirir as qualidades que lhe faltam? Que educação dar-lhe-íeis, desde o berço, para fazerdes deles um São Vicente de Paulo, um sábio, um orador, um artista? Não; é materialmente impossível.” (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862) 

 

Depois, Kardec afirma que, sem a reencarnação, Deus seria injusto por dar mais aptidões aos brancos do que aos negros:


“Mas, então, porque nós, civilizados, esclarecidos, nascemos na Europa antes que na Oceania? Em corpos brancos antes que em corpos negros? Por que um ponto de partida tão diferente, se não se progride senão como Espírito? Por que Deus nos isentou do longo caminho que o selvagem deve percorrer? Nossas almas seriam de uma outra natureza que a sua? Por que, então, procurar fazê-lo cristão? Se o fazeis cristão, é que o olhais como vosso igual diante de Deus; se é vosso igual diante de Deus, porque Deus vos concede privilégios? Agiríeis inutilmente, não chegaríeis a nenhuma solução senão admitindo, para nós um progresso anterior, para o selvagem um progresso ulterior; se a alma do selvagem deve progredir ulteriormente, é que ela nos alcançará; se progredimos anteriormente, é que fomos selvagens, porque, se o ponto de partida for diferente, não há mais justiça, e se Deus não é justo, não é Deus. Eis, pois, forçosamente, duas existências extremas: a do selvagem e a do homem mais civilizado.” (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)

 

E a seguir, Kardec afirma que as raças “inferiores” têm "atrofia dos órgãos da inteligência", isto é, como se diz de modo bastante vulgar e ofensivo, seriam “burros”. Afirma Allan Kardec que dar um corpo “evoluído” para a alma de um negro, menos “evoluídosegundo ele, seria como dar um excelente piano a alguém que não sabe tocar esse instrumento:


“O exame frenológico dos povos pouco inteligentes constata a predominância das faculdades instintivas, e a atrofia dos órgãos da inteligência [!!!]. O que é excepcional nos povos avançados, é a regra em certas raças. Por que isto? É um injusta preferência? Não, é a sabedoria. A natureza é sempre previdente; nada faz de inútil; ora, seria uma coisa inútil dar um instrumento completo a quem não tem meios de se servir dele. Os Espíritos selvagens são Espíritos de crianças, podendo assim se exprimir; entre eles, muitas faculdades ainda estão latentes. Que faria, pois, o Espírito de um Hotentote no corpo de um Arago? Seria como aquele que não sabe a música diante de um excelente piano. Por um razão inversa, que faria o Espírito de Arago no corpo de um Hotentote? Seria como Liszt diante de um piano que não teria senão algumas más cordas falsas, às quais seu talento jamais chegaria a dar sons harmoniosos.” (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)

O que Kardec afirma aqui está conforme o que diz Jesus em Mt 16:17: “a cada um de acordo com suas obras”; por conseqüência, podemos dizer: a cada espírito um corpo, segundo a evolução do seu ser.

Diz o Sr. Armellini:

 

Será que Kardec tinha noção que os jesuítas, já há mais de 300 anos, ensinavam música erudita aos índios da América? Graças a Deus eles não pensavam como Kardec...

Com esse comentário o referido senhor nada mais fez do que confirmar o que disse Kardec, no que ele acima transcreveu, já que, do período em que os jesuítas ensinaram “música erudita aos índios da América” (por mais de 300 anos), não surgiu, ao que sabemos, nenhum índio virtuose de destaque em música dita erudita; ou houve?... Daí, podemos concluir que aos espíritos neles encarnados faltava a aptidão (evolução) necessária ao seu desenvolvimento como músico erudito.

Ao texto novamente.

 

Após essas declarações escandalosas, Kardec conclui associando o "grau de adiantamento" do corpo com o da alma:


A Natureza, portanto, apropriou os corpos ao grau de adiantamento dos Espíritos que devem neles se encarnar; eis porque os corpos das raças primitivas possuem menos cordas vibrantes que os das raças avançadas.” (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)

 

Mais adiante, Kardec vai afirmar que a raça negra só pode progredir através do cruzamento com brancos... mais uma afirmação brutal e horrorosa:


As raças são também perfectíveis pelo corpo, mas isso não é senão pelo cruzamento com as raças mais aperfeiçoadas, que lhes trazem novos elementos que enxertam [!!!], por assim dizer, os germes de novos órgãos.” (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862).

Aqui não é preciso ser antropólogo para notar que, pelo menos no Brasil, a compleição física da raça negra está mudando. É só comparar o tipo físico dos negros de antigamente (os que chegaram aqui via escravidão) com o dos de hoje. Claro que, como a natureza não dá saltos, hoje se pode ver vários tipos físicos na “raça negra” no Brasil, a exemplo dos existentes na dita “raça branca.” Será que o Sr. Armellini já observou esse fato? Se não, tente fazê-lo de agora em diante e constatará o que aqui dizemos. Para melhor entendimento, citamos os veículos utilizados como meio de transporte; um tipo para cada finalidade; o mesmo se dá com o ser humano. Partimos para essa analogia considerando o corpo como um veículo, e o espírito como sendo o seu condutor em sua jornada evolutiva no planeta Terra, visando mostrar a correlação do corpo com o espírito ao qual vai servir de veículo. Além disso, apresentamos, como mais um exemplo, os livros utilizados em nosso aprendizado escolar, em que se adota um tipo para cada faixa de escolaridade do aluno, de acordo com o seu grau de evolução nos estudos. Não é assim que acontece? No caso do nosso exemplo o espírito será o aluno e, em cada encarnação, o corpo terá a função de um livro no aprendizado do espírito. Desculpe-nos o leitor por eventual excesso de detalhe, já que, com isso, pretendemos evitar que, os que não “querem” nos entender, venham dizer que não demos as explicações necessárias.

Diz ele:

 

E na seqüência ele garante que os negros “SEM DÚVIDA são inferiores:


Os negros, pois, como organização física, serão sempre os mesmos; como Espíritos, sem dúvida, são uma raça inferior, quer dizer, primitiva; são verdadeiras crianças às quais pode-se ensinar muita coisa;" (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862) 

Como aqui ele parou a citação sem dar continuidade ao raciocínio desenvolvido por Kardec, permitimo-nos transcrever o restante do parágrafo desse último trecho, que diz:

mas, por cuidados inteligentes, pode-se sempre modificar certos hábitos, certas tendências, e já é um progresso que levarão numa outra existência, e que lhes permitirá, mais tarde, tomar um envoltório em melhores condições. Trabalhando para o seu adiantamento, trabalha-se menos para o presente do que para o futuro, e, por pouco que se ganhe, é sempre para eles um tanto de aquisições; cada progresso é um passo adiante, que facilita novos progressos.”  (grifos nossos)

Esclarecemos que a palavra “envoltório” aqui é usada com o sentido de corpo físico. Nesse caso, podemos considerar que o corpo é uma “vestimenta sob medida” para atender às necessidades de cada espírito reencarnante, na sua viagem evolutiva, em direção a Deus - ou ao Céu, como dizem os católicos e protestantes.

Como se vê, o Sr. Armellini talvez tenha omitido o restante do texto, por ele utilizado, em virtude da conotação reencarnacionista nele contida, em relação à qual os “líderes” católicos e protestantes têm verdadeira ojeriza. Por que líderes “entre aspas”? Porque o verdadeiro líder aceita a crença de cada um, tal e qual Jesus o fez. Por isso é que alguns “líderes” querem dar o caráter de racista a Kardec, tentando, com isso, denegrir a Doutrina Espírita que, cada vez mais, está sendo aceita e procurada por muitos da sociedade, principalmente os formadores de opinião, como os artistas e demais profissionais dos meios de comunicação – leigos, diga-se de passagem. Eis aí o grande medo dos dogmáticos das religiões: aceitação do Espiritismo pelos formadores de opinião... Precisa ser explicado o porquê?! É só conferir o sucesso de recentes novelas da Globo abordando temas espíritas...

Continua ele:

 

E, para finalizar, Kardec afirma que os negros podem progredir, numa outra encarnação, dentro de limites estreitos , dizendo expressamente que a "raça negra, corporalmente falando, jamais alcançará o nível das raças caucásicas"... espiritualmente, sim, mas em outras encarnações:


Sob o mesmo envoltório, quer dizer, com os mesmos instrumentos de manifestação do pensamento, as raças não são perfectíveis senão em limites estreitos, pelas razões que desenvolvemos. Eis por que a raça negra, enquanto raça negra, corporeamente falando, jamais alcançará o nível das raças caucásicas; mas, enquanto Espíritos, é outra coisa; ela pode se tornar, e se tornará, o que somos; somente ser-lhe-á preciso tempo e melhores instrumentos. Eis porque as raças selvagens, mesmo em contato com a civilização, permanecem sempre selvagens; mas, à medida que as raças civilizadas se ampliam, as raças selvagens diminuem, até que desapareçam completamente, como desapareceram as raças dos Caraíbas, dos Guanches, e outras. Os corpos desapareceram, mas em se tornaram os Espíritos? Mais de um, talvez, esteja entre nós”. (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862).

No afã de atacar a Doutrina Espírita, o Sr. Armellini procura “puxar a sardinha para a sua brasa” (no que não o condenamos), destacando apenas aquilo que ele entende como favorável ao seu ponto de vista, ainda que isso demonstre certo facciosismo de sua parte. É só ver o mesmo texto acima, apenas mudando alguns dos destaques, como vamos fazer em vermelho, mesmo correndo o risco de se dizer ser a cor do fogo do inferno, já que se diz por aí que o Espiritismo é coisa do demo; como se ambos (inferno e demo) existissem...

Vamos aos destaques:

 

“Sob o mesmo envoltório, quer dizer, com os mesmos instrumentos de manifestação do pensamento, as raças não são perfectíveis senão em limites estreitos, pelas razões que desenvolvemos. Eis por que a raça negra, enquanto raça negra, corporeamente falando, jamais alcançará o nível das raças caucásicas; mas, enquanto Espíritos, é outra coisa; ela pode se tornar, e se tornará, o que somos; somente ser-lhe-á preciso tempo e melhores instrumentos. Eis porque as raças selvagens, mesmo em contato com a civilização, permanecem sempre selvagens; mas, à medida que as raças civilizadas se ampliam, as raças selvagens diminuem, até que desapareçam completamente, como desapareceram as raças dos Caraíbas, dos Guanches, e outras. Os corpos desapareceram, mas em que se tornaram os Espíritos? Mais de um, talvez, esteja entre nós”. (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)

Pelos destaques, por nós feitos, o leitor, fatalmente, constatará que o que Kardec diz é que, através da reencarnação, e só dela, paulatina e progressivamente, todos nós (pretos, brancos, amarelos, índios, católicos, protestantes, espíritas, umbandistas...) temos as mesmas possibilidades de alcançar a evolução, querendo, ou não, aqueles que pensam em contrário, como o Sr. Armellini.

 

* * *

Ao texto, novamente.

 

As afirmações de Kardec são tão brutalmente racistas, que falam por si só e dispensam maiores comentários... elas deixam patente que Kardec era de fato racista, e dos mais grosseiros.

 

Estas citações vêm se somar às citações que já havíamos apresentado anteriormente, e que estão presentes em praticamente todas as obras doutrinárias de Kardec: “A Gênese”, “O Livro dos Espíritos”, “O Evangelho segundo o Espiritismo”, “O Que é o Espiritismo?” e nas suas “Obras Póstumas”.

 

Em todas elas, ele utiliza suas concepções racistas como prova da necessidade da Reencarnação para explicar o que ele entende como Justiça Divina, dentro do seu sistema igualitário, onde tudo deve ser dado igualmente a todos, negando o ensinamento de Cristo na parábola dos talentos.

Embora o articulista se limite a repetir os mesmos argumentos anteriores, destacamos o último parágrafo, onde ele afirma que Kardec é racista e, ao mesmo tempo, o condena por defender um “sistema igualitário, onde tudo deve ser dado igualmente a todos, negando o ensinamento de Cristo na parábola dos talentos”. Ora, como um racista, como afirma o Sr. Armellini, pode ser defensor de um sistema igualitário? Além disso, na cabeça de quem essa proposição de Kardec (de que cada espírito tem um corpo de acordo com a sua evolução) contraria a parábola dos talentos? Caso o senhor Armellini não tenha entendido essa parábola, arriscamo-nos a interpretá-la: Deus dá conforme o merecimento de cada um e cobra na medida do que foi dado. Ora, se esse é o critério humano de Justiça, como Deus vai ter um pior? Pura incongruência; não?

 

Mais uma vez ao texto.

 

A doutrina da reencarnação espírita conduziu logicamente Allan Kardec diretamente ao racismo. Ou pelo menos abre uma brecha doutrinária que permite a justificação de uma atitude racista. Essas crenças na reencarnação e na evolução se harmonizam perfeitamente com o sistema doutrinário racista do nazismo.

Ora, como uma pessoa que (nessa ordem) pratica e prega os ensinamentos de Jesus, e que tem no seu ideário a reencarnação como forma de evolução espiritual, pela qual todos, igualmente, têm as mesmas oportunidades, pode ser considerada racista, a ponto de esse seu ideário ser comparado a uma doutrina que só foi desenvolvida mais de meio século depois? Será que seria a mesma coisa que se comparassem os ensinamentos de Jesus à doutrina comunista? Como o que vem antes pode se harmonizar com o que vem depois? Logo, a dedução correta seria a de que o Nazismo se baseou na Doutrina de Kardec. Ora, se assim tivesse sido, o Nazismo teria sido outro, já que se teria baseado em princípios igualitários (logo, cristãos) e, por conseqüência, teria ajudado as “raças inferiores” a evoluírem; ou não teria sido assim?

De volta ao texto.

 

Ensina-nos Nosso Senhor que: Não pode a árvore má dar bom fruto (Mt VII, 18). Como poderia da árvore racista de Allan Kardec nascer algo de bom?

 Concordamos plenamente com a parábola citada. Tanto assim, que vamos transcrever todo o versículo que o Sr. Armellini cita; diz ele: “Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos.” Como o leitor poderá ver, no mesmo versículo a palavra de Deus também diz que “uma árvore boa não pode dar maus frutos.” Assim, perguntamos: como a “santa” madre Igreja, que se diz representante de Deus na Terra, pode ter produzido as cruzadas, a “santa” inquisição, o auto-de-fé de Barcelona, frutos dessa mesma árvore? Que dizer, então, das atitudes de homossexualismo e de pedofilia, tidas como pecado, quando praticadas por um ser humano qualquer, mas minimizadas (quando não abafadas), quando essas mesmas atitudes são praticadas pelos seus sacerdotes ou seus membros mais importantes? Adota a técnica de “jogar no esquecimento”, conforme sugerido pelo próprio Sr. Armellini no início dos seus comentários? Logo, não venha criticar quem defende um ponto de vista em função da similitude de seus pensamentos com os da pessoa que os apresentou primeiro... Popularmente, existe um chiste para quem pratica esse tipo de atitude e critica as praticadas por outrem: “Macaco, olha teu rabo!”

Voltemos ao texto:

 

É de se espantar que haja escritores de sites espíritas que defendam Allan Kardec até as últimas conseqüências, a ponto de aceitar e defender o racismo mais brutal e grosseiro?

 

Estes são os frutos dessa árvore má, que é o espiritismo.

Se a ação de defender a igualdade de origem e a possibilidade de ascensão na escala do progresso espiritual como Kardec expôs (ainda que através de um processo demorado como o das encarnações sucessivas) está sendo considerada como uma atitude racista ousamos dizer que, apesar dessa “atitude racista”, o mundo estaria melhor se, na forma preconizada por Kardec, ela fosse praticada por todos nós, inclusive (ou especialmente) pelos religiosos fundamentalistas, tais como os do site Montfort.

Continua ele:

 

O que é mais incrível, e o que mais entristece, é que esta doutrina tenha encontrado praticamente o seu único reduto, nos dias atuais, exatamente no nosso Brasil, onde as raças foram tão integradas pela cultura e pela miscigenação, graças à doutrina católica que nos ensina que todos os homens descendem de um só casal original, e que, por isso, todos os homens são irmãos. E, mais ainda, que pelo Batismo nos tornamos todos, de todas as raças, filhos adotivos de Deus Altíssimo.

Aqui, temos um ponto de concordância, relativamente à integração das raças pela cultura e pela miscigenação. Entretanto, com todo o respeito que mantemos pelas religiões (não por determinados tipos de atitudes tomadas em nome dessas religiões), não podemos concordar com o entendimento dogmatizado de que a humanidade descende de um único casal. Sabe por que essa dói, caro leitor? Vejamos o que a “palavra de Deus” (como católicos e protestantes consideram a Bíblia) diz, em Gn 4,15 e 4,17:

“4,15 E o Senhor respondeu-lhe: “Não! Mas aquele que matar Caim será punido sete vezes.” O Senhor pôs em Caim um sinal, para que, se alguém o encontrasse, não o matasse.

Gn 4,17 Caim conheceu sua mulher. Ela concebeu e deu à luz Henoc. E construiu uma cidade, à qual pôs o nome de seu filho Henoc.”

Raciocinemos em conjunto: se todos nós descendemos de um só casal, é lógico entendermos que, com a morte de Abel, a Terra passou a ter apenas três habitantes (Adão, Eva e Caim); certo, não? Então, como, em Gn 4,15, o Senhor pôs um sinal em Caim para que ninguém o matasse? Dedução lógica (axiomática, não dogmática): existia mais gente na Terra, sob pena do Senhor ter tomado uma medida inútil; lógico, não?! Veja o leitor que a própria Bíblia diz “para que, se alguém o encontrasse, não o matasse”. Como menciona “alguém”, é porque se tinha conhecimento de que existia mais gente na Terra. É o que confirma Gn 4,17, ao dizer que Caim conheceu sua mulher. Veja bem: mulher! Ou mulher não é gente?! Como até aí só havia três habitantes na Terra, de onde surgiu essa “misteriosa” mulher? Não me venha o Sr. Armellini com a célebre desculpa “mistérios de Deus”! Ou que o escritor bíblico enganou-se, ou que o “demo” o induziu a dizer isso para criar dúvida sobre a palavra de Deus...

Complementando, em relação a este último bloco: em função da afirmação do Sr. Armellini, de que “pelo Batismo nos tornamos todos, de todas as raças, filhos adotivos de Deus Altíssimo”, esclarecemos que preferimos não perder a condição de filho LEGÍTIMO de Deus, do que passar à categoria de simples filho ADOTIVO, pelo batismo aqui referido. Será que o leitor não concorda conosco?...

Antes de terminar, achamos conveniente lembrar ao leitor que não foi outro motivo que nos moveu a escrever o aqui exposto senão o de aclarar as idéias de determinadas pessoas, no sentido de que ainda existem outras que podem, e devem, entender e pensar diferentemente de nós, sem demonstrar arrogância sapiencial e sem qualquer intuito de menosprezar o seu semelhante.

Finalmente, pedimos desculpas por termos sido ríspido e, talvez, até sarcástico, em algumas partes de nossa exposição; mas isso se deu em função de uma lei da física, portanto lei natural, chamada lei de ação e reação, conhecida de todos.

Concluindo, pedimos a Deus que nos ilumine a todos, para vivermos em harmonia, ainda que discordantes em idéias.

 

JOÃO FRAZÃO DE MEDEIROS LIMA



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