Wymac Uorres comenta isto:

 

O ESPIRITISMO PERANTE A BÍBLIA

 

Azenilto G. Brito

 

Pr. AZ — > Com seus 170 milhões de habitantes, mais de 70% declarando-se católicos-romanos, o Brasil é considerado demograficamente o maior país católico do mundo. Não obstante, entre os brasileiros, uma religião que cresce extraordinariamente é o espiritismo.

 

Comentários de Wymac Vemos que o inicio do texto mostra que a visão do autor, uma análise genérica,  reconhece o Espiritismo como uma ‘religião que cresce extraordinariamente’! E com razão, embora não fiquem de ‘‘de porta em porta’’ para conseguir adeptos, continuam a chegar mais e mais aqueles que percebem a lógica dos argumentos espíritas. Uma boa pergunta seria: Quem está aderindo ao Espiritismo afinal?  O jornal “O Semeador” da FEESP, nº 801, outubro/2003, pg 4 informa:

Pesquisa revela perfil do espírita — Estudo feito, ano passado, pela Fundação Getúlio Vargas-FGV traçando o perfil social das religiões do País, revelou que 61,4% das pessoas que se declaram espíritas pertencem ao sexo feminino. Para o professor de História das Religiões da UERJ, Edgar Leite, o motivo principal de as mulheres se interessarem mais pelo Espiritismo está relacionado ao fato de que "essa religião está ligada a dois aspectos da personalidade da mulher: emoção e sensibilidade. Por isso elas aderem mais à crença". Coordenado pelos cientistas políticos Zairo Borges Cheibub e Alberto Carlos Almeida, o estudo ouviu 2.988 pessoas e apontou uma outra curiosidade entre os espíritas. Eles apresentam o mais alto nível de escolaridade: 31,3% têm nível superior. Para a coordenadora do Instituto Superior de Estudos da Religião-ISER-, Regina Novaes, a explicação é simples: "Essa religião requer muita leitura. É comum atrair os mais instruídos".

 

Pr. AZ — > ...Isto se dá tanto em sua forma refinada, chamada de Kardecismo (pautando os seus ensinos e práticas segundo os escritos de Allan Kardec, chamado de “codificador do Espiritismo”), também conhecido como “alto espiritismo”, como em sua forma popular, ou “baixo espiritismo”, com elementos oriundos do espiritismo de Kardec, do animismo indígena e africano, e do próprio catolicismo-romano.

 

Comentários de Wymac — Neste pormenor o autor tenta fazer uma generalização da palavra Espiritismo. Inicialmente reconhece como sendo Allan Kardec o codificador desta doutrina, embora não entre no mérito da questão, talvez propositalmente, passa a falar como um cidadão leigo ao se referir em “alto” e “baixo” espiritismo, contradizendo o que informara anteriormente quando se referia a “uma religião” que agora quer transformar em várias. Poderíamos dizer que existem vários catolicismos, “alto” e “baixo” protestantismo? Da mesma forma aplique isso ao Espiritismo. O termo ‘‘kadercismo’’ acabou sendo incorporado ao linguajar popular, devido a ignorância em saber o que realmente é o Espiritismo. Antigamente o confundiam até mesmo como prática de magia negra ou feitiçaria, e para separar o joio do trigo, a expressão ‘‘kadercismo’’ passou a ser usada para identificar o Espiritismo codificado por Kardec. Essa foi a maneira que se encontrou para não se misturar as coisas. Pelo fato de no Espiritismo existirem as manifestações dos espíritos e essa ocorrência acontecer em outras filosofias, passou-se a ter a manifestação como sinônimo de Espiritismo, o que na prática não é verdade. As aves botam ovos, oras, sendo assim, tudo que botar ovos é uma ave? Essa foi a conclusão mais ou menos parecida que fizeram do Espiritismo, só que se esqueceram que também lagartixa, jacaré, tartaruga e até mesmo os dinossauros botavam ovos, mas por esse fato não podemos dizer que são aves! Assim há que se separar as práticas do Espiritismo com as dessas outras filosofias, para se fazer justiça à realidade.

 

Pr. AZ — > É fato bem sabido ser comum que pessoas de formação católica freqüentam as reuniões espíritas, tanto do chamado “alto” quanto do “baixo espiritismo”. Assim, aos domingos assistem à missa, e em outros dias da semana participam regularmente de sessões espíritas. Com isso, alguns chegam a alegar que o Brasil não é mais exatamente “o maior país católico do mundo”, vindo a ser talvez o maior país espírita do planeta!

 

Comentários de Wymac Dizer que o Brasil é “o maior pais espírita do planeta” não vai nenhuma mal aí, certamente que a índole pacifica deste povo o nortearia de forma natural, para uma doutrina condizente a fraternidade universal. O Espiritismo até hoje não tem sua história maculada por sangue qualquer que seja e os exemplos de utilidade pública estão patentes em toda a nação, perpetrados pelos seus profitentes.  Uma das características do Espiritismo é respeitar a opinião religiosa das pessoas, por isso não temos a preocupação de tentar convencer ou converter ninguém à nossa causa, as pessoas são livres para ir a um Centro, e devem ser respeitadas por isso.

 

Pr. AZ — > Um verdadeiro sincretismo religioso atrai pessoas adeptas da própria religião principal, o catolicismo, e aqueles que se empolgam com as teorias kardecistas.

 

Comentários de Wymac Não cabe ao Espiritismo a acusação de sincretismo religioso, muito mais profundo e evidente nas religiões afros como Umbanda, Quimbanda e Candomblé, que embora apresentem os fenômenos mediúnicos, não adotam a filosofia da Doutrina Espírita, que é o único e verdadeiro Espiritismo, as demais citadas acima, são religiões que praticam o mediunismo mas não são ‘espiritismo’. O que seria mais louvável, promover o sincretismo religioso ou fomentar a segregação religiosa?

 

Pr. AZ — >  É o caso da Umbanda, Quimbanda ou Candomblé, praticados nas mais diversas regiões do país, com participação tanto de pessoas humildes e sem cultura, quanto de figurões da política e das artes. Nessas religiões, os santos da Igreja Católica recebem nomes diferentes, e são identificados e cultuados como deuses da mitologia desses cultos.

 

Comentários de Wymac Aqui já dá para ver que o autor entende estas diferenças a que fizemos referencia anterior, entretanto quer dizer enfaticamente que é tudo a mesma coisa, assim não parece que o intuito seja esclarecer.  É a opção deles, assim o que temos a ver com isso, já que não vivem às nossas custas.

 

Pr. AZ — > Mas não é só no Brasil que esse fenômeno pode ser testemunhado. Nos Estados Unidos, as seitas e crenças exóticas, inspiradas em filosofias orientais que contêm muitos elementos do espiritismo clássico, vêm tendo crescente aceitação nestas últimas décadas. Os próprios jovens oriundos do movimento hippie adotaram em massa as religiões da Índia, China e Japão, de onde procedem alguns dos alicerces do espiritismo moderno.

 

Comentários de Wymac O ilustre e desavisado autor, mirando sua única ótica e obliterando a verdade, confunde Doutrina Espírita com movimentos decorrentes das filosofias orientais e até afros, com se tivesse com esta acontecido com o protestantismo histórico, achando que tenha havido um “espiritismo clássico” e outro “moderno”(!).  Quem sabe o autor não teria mais autoridade para falar da proliferação das várias denominações protestantes, que mais parecem ‘‘botequim de fim de rua’’?

 

Pr. AZ — >  Uma famosa ex-artista de Hollywood passou a escrever livros defendendo teses de reencarnação e comunicação com os mortos, popularizando ainda mais tal filosofia.  Num giro pela Europa em anos passados tive oportunidade de observar publicidade em estações de rádio na Itália e França proclamando as virtudes de indivíduos dotados de capacidade supostamente sobrenatural, inclusive com acesso aos que morreram, para ajudar a quem quer que precise, obviamente mediante pagamento. . .

 

Comentários de Wymac Obviamente para o leigo todo médium ou indivíduos com “capacidade sobrenatural”(!) é um espírita, mas o médium espírita sabe que sua mediunidade não pode locupletar-se com ganhos materiais. Sabe-se que na Inglaterra não há um movimento espírita como no Brasil, as obras de Allan Kardec estão chegando e sendo estudadas recentemente, e de longos tempos o costume neste pais se refere às práticas de ‘mediunismo’ (que é a pratica mediúnica sem os conhecimentos da doutrina espírita) remunerada pela clientela, diferentemente do que se depreende das obras do codificador (Allan Kardec) e dos grandes médiuns do Brasil, como Francisco Candido Xavier e outros. Vale ressaltar ainda que, falsos profetas existem em todos os cantos e lugares, e não poderemos ser responsáveis pelo uso indevido da mediunidade, pois não temos “patente” dela. Sendo uma faculdade humana todos a possuem, em menor ou maior grau, e o uso que cada um faz dela é de sua exclusiva responsabilidade. Mesmo que fizessem parte do Espiritismo, a doutrina não poderá ser responsabilizada pelo mau comportamento de seus adeptos, da mesma forma que as Igrejas não podem ser responsáveis pelos seus líderes que descambam para a pedofilia.

 

Os Princípios Básicos da Fé Espírita

 

Pr. AZ — > Alegando não se tratar meramente de religião, mas ser três coisas--religião, filosofia e ciência--o espiritismo prega a caridade como básica para o aprimoramento do indivíduo em preparação para uma vida superior no além. Tendo por fundamento a idéia da reencarnação e, subjacente a ela, a da imortalidade da alma, os espíritas ensinam que o corpo não passaria de uma prisão material da verdadeira essência do indivíduo, sua alma, ou espírito. E segundo o admitido princípio da evolução, o homem vai superando gradativamente suas deficiências e purificando-se, através de muitas vidas sucessivas, em diferentes épocas e mesmo formas, até chegar à pureza absoluta. Nessa linha de pensamento, os que vivem agora em sofrimento é porque certamente foram maus na vida pregressa e estão sendo refinados para uma existência superior e mais feliz numa outra vida.

 

Comentários de Wymac Começou bem e terminou mal. Necessário se faz esclarecer que o objetivo da reencarnação é a evolução e o progresso do ser espiritual, não se trata de uma forma de castigo, pois a reencarnação é um processo natural, nem sempre a dor atual, seja de que forma for, signifique faltas cometidas em vida anterior, mas pode ser uma prova solicitada pelo espírito antes de reencarnar para que, não sucumbindo às provas difíceis, prove para si, que conquistou as virtudes para adentrar ao “reinos dos céus”. E perguntamos:  — Existe alguma outra forma de cumprirmos o “sede perfeitos como é o vosso Pai Celestial”?

 

Pr. AZ — >  O espiritismo também promove a consulta aos que morreram, como não só uma possibilidade real, mas um privilégio a qualquer pessoa que consiga recorrer a seus médiuns, que seriam indivíduos superdotados com a capacidade de evocar os espíritos dos que se foram, atraindo-os mesmo à visão dos que os busquem.

 

Comentários de Wymac Por conta da falta de conhecimento da mediunidade identifica os médiuns como “indivíduos superdotados”, ao passo que a Doutrina Espírita ensina que esta é uma faculdade natural ao ser humano, portanto, existe desde que o homem passou a habitar a terra, e que pode se manifestar de diversas formas, conhecido nos tempos apostólicos como “carismas” e seus diversos dons (dons do Espírito Santo), tudo muito elementar e sem este espalhafatoso ‘superdotados’. Nunca é demais repetir que: — Outras pessoas podem até praticar a consulta aos mortos, mas isso não é prática Espírita. Nós não fazemos esse tipo de coisa, as manifestações que ocorrem nas casas Espíritas são de iniciativa dos Espíritos, são eles que promovem o intercambio, e a bem da verdade, são eles que controlam a comunicação. Como se diz: “o telefone somente toca de lá para cá”.

 

Pr. AZ — >  Tendo elementos do cristianismo e de outras religiões antigas, os espíritas chegam a citar a Bíblia como base de tais idéias. Mas o Mestre Jesus é tido por um grande filósofo, como outros grandes fundadores de religiões e promotores de idéias revolucionárias--a exemplo de Buda, Maomé, Confúcio, etc.--e guru de superior intelecto e espiritualidade.

 

Comentários de Wymac Novamente a meia verdade empanando a realidade. O Espiritismo, através da revelação dos Espíritos Superiores, afirma que Jesus é o exemplo mais completo, mais perfeito para toda a humanidade.  Está a nos parecer que o autor não deve ter nenhum conhecimento do Evangelho Segundo o Espiritismo, onde as máximas de Jesus são estudadas, e diremos quase que diariamente, pelos espíritas, na tentativa de incorporá-las à sua maneira de pensar para que possam ser efetivamente praticadas no seu dia-a-dia. Se isso é um mal, o que seria bom?

 

Pr. AZ — >  Quando Jesus se entrevista com o líder judaico Nicodemos e lhe diz: “importa-vos nascer de novo” (João 3:7), os espíritas não têm dúvida de que isto representa a reencarnação sendo admitida pelo Cristo. O problema nessa concepção é o costume de partir de idéias preconcebidas como premissa básica e buscar a comprovação para tais idéias em qualquer trecho que tenha a mais leve referência a elas, mesmo indireta.

 

Comentários de Wymac Vejamos dois comentários de rodapé de uma Bíblia protestante que se referem aos textos de Gênesis 3:1 “A serpente aparentemente uma bela criatura, antes de ser sujeita à maldição, foi usada por Satanás na tentação. Satanás falou através da serpente. Talvez Eva não soubesse que animais não falavam; de qualquer modo, Eva não ficou assustada.”; agora em Gênesis 1:6-7 “Aparentemente Deus colocou uma enorme camada de água (em forma de vapor) acima da Terra, formando um envoltório que produzia condições climáticas semelhantes ao interior de uma estufa. Isto pode explicar a longevidade humana (Gn5) e a tremenda quantidade de água envolvida no dilúvio universal(Gn 6-9).”( in A Bíblia à moda da casa de Paulo Neto, pg. 116) Eis dois de uma séria infindável ‘idéias preconcebidas’ praticadas pelo setor cristão protestante como verdades ‘irrefutáveis’ (!). Para não deixar duvidas a respeito da conversa  de Jesus com Nicodemos, recorremos as informações do ilustre professor Severino Celestino que faz uma devassa nas traduções tendenciosas que maltrataram a Bíblia, vejamos seus comentários: “Analisando as Traduções Bíblicas” do Dr. Severino Celestino da Silva, no capítulo XVII – A Reencarnação no Novo Testamento, se referindo à passagem de João 3, 1-12 (págs. 238-242), “Este é o texto que tem dado mais trabalho aos exegetas que querem negar a Reencarnação. No entanto, é o mais claro e contundente de todos, por isso, existe um verdadeiro malabarismo por parte destes, no sentido de obscurecer o verdadeiro e claro sentido desta passagem. Iniciamos pelo vocábulo “anóten” que em grego pode significar “de novo” e “do alto”.


“Nesta passagem, esse vocábulo significa realmente “de novo”, porém a maioria dos exegetas emprega o termo “do alto” para justificar a sua descrença na Reencarnação. Este malabarismo envolve também a questão gramatical na tradução do texto, como veremos mais adiante. Colocaremos, aqui, muitas observações e conceitos empregados, sobre este texto, feitos por Torres Pastorino na sua obra “Sabedoria do Evangelho”, com relação ao texto grego. Concordamos plenamente com todos os seus conceitos, razão por que o usaremos para reforçar nossa exegese. A análise do texto hebraico é de autoria e responsabilidade nossa”.


“Muitos começam com a afirmação de que Jesus teria dito: “AQUELE QUE NÃO NASCER “DO ALTO”. Observe, no entanto, que a pergunta feita por Nicodemos, em seguida, denota que ele entendeu que Jesus falava realmente em nascer “de novo” e não “do alto”: Como pode “o homem, depois de velho, entrar pela segunda vez (duteron) no ventre materno?”.


“Esta ambigüidade de entendimento só acontece na língua grega, porque no hebraico, que foi realmente a língua em que Jesus dialogou com Nicodemos, este problema não existe. O texto é bem claro e jamais pode significar “do alto”. Diz o seguinte: (“im lô iauled ish mimkôr ‘al lô-iukal lirôt et-malkut haelohim”) im=se, =não, iualed=incompleto do grau qal(1) do verbo “nolad”=nascer, ish=um homem, mimikôr=palavra composta, formada por mi=de + makôr=fonte de água viva, origem. Existe a expressão hebraica “Mekôr chaim” que quer dizer “fonte da vida”. Observe que não existe nada referente “ao alto”, no texto grego, como muitos querem se fazer entender. Assim, o Cristo fala que aquele que não nascer em origem, no sentido de se voltar à fonte original da vida, ou seja, nascer novamente, “não poderá” (lô-iuchal=incompleto do verbo iachôl=poder) ver o reino de Deus (lirôt et-malkut haelohim)”.


“Assim, no diálogo, a palavra grega “anóten” tem o sentido e significado de “de novo”, portanto, Jesus falava de retorno, ou seja, de Reencarnação mesmo, como foi visto no texto hebraico”.


“Lembramos, ainda, que Nicodemos já era um cidadão de idade avançada e o Cristo lhe fala da Reencarnação (Nascer de Novo), como uma esperança e reconforto para ele, mostrando-lhe que a vida não termina com a morte, nem os velhos devem temer a morte, pois podem renascer e começar tudo novamente”.

“Na seqüência, Cristo confirma que era isso mesmo que Ele queria dizer: “Quem não nascer de água (materialmente, com o corpo denso, dado que o nascimento físico é feito através da bolsa d’água do líquido aminiótico), veja o cap. VII deste livro, Salmo 23 e de espírito (pneumatos), ou seja, que adquira nova personalidade no mundo terreno, em cada nova existência, a fim de progredir). Se Nicodemos entendeu ao pé da letra as palavras de Jesus, o Mestre as confirma ao pé da letra e reforça o seu ensino. Com efeito, o espírito, ao reentrar na vida física, pode ser considerado o mesmo espírito que reinicia suas experiências, esquecido de todo passado”.


“A questão gramatical: No texto em grego não há artigo diante das palavras “água” (ek ydatos= de água) “e espírito” (kai pneumatos), portanto, o texto fala em nascer “de água e de espírito”. Não é portanto, nascer da água do batismo, nem do espírito, mas de água (por meio da água) e de espírito (pela Reencarnação do espírito).


“O primeiro versículo do Gênesis (1:1) fala que no princípio criou Deus os Céus e a terra. A palavra “céus”
em hebraico “Shamaim (2)- significa: “Carrega água”, “Ali existe água”; “fogo e água” que misturados um ao outro, formaram o Céus”.


“Como podemos observar, tudo começou com as águas. Água é vida e essa era a crença geral naquela época. É lógico que o Cristo não falava de batismo e sim de retorno através da água. Lembramos ainda que 99% da constituição das células reprodutoras são água”.


“Daí a explicação que segue: “o que nasce da carne (ek tês sarkos) com artigo (tês) em grego, é carne”, isto é com corpo físico, com toda a hereditariedade física herdada do corpo dos pais; “e o que nasce do espírito (ek tou pneumatos) é espírito”, ou seja, o espírito que reencarna provém do espírito da última encarnação com toda a hereditariedade pessoal (cármica) que traz do passado”.


E Jesus prossegue: “Por isso não te admires de eu te dizer: é-vos necessário nascer de novo”. Observe a diferença de tratamento: “dizer-TE” no singular, e “é-VOS” no plural, porque o renascimento é para todos, não apenas para Nicodemos. E mais: “o espírito sopra (isto é, age, reencarna, se manifesta onde quer), e não sabes de onde veio (ou seja, sua última encarnação), nem para onde vai (qual será a próxima)”.

“As palavras de Jesus foram de modo a embaraçar Nicodemos, que indaga: “como pode ser isso”? E Jesus: “Tu que (entre nós dois) é Mestre de Israel, te perturbas com estas coisas terrenas? Que te não acontecerá então, se te falar das coisas celestiais (espirituais)?”.


“Logicamente Jesus não podia esperar que Nicodemos entendesse as interpretações mais profundas desse ensinamento, nem tão pouco estava querendo ensinar-lhe o batismo, nesta passagem, como muitos querem justificar”.


“Se o Cristo falava realmente do batismo para Nicodemos, por que não o convidou a se batizar? E por que o próprio Cristo não o batizou? Leia em João 4:2 que Cristo não batizava, quem batizava eram os discípulos. E por que diante de tantas curas, milagres e encontros, como no da “Adúltera”, com “Zaqueu”, com o “Centurião”, com a “Cananéia”, Cristo nunca falou
em batismo? Não seria uma oportunidade para este convite? No entanto, sua recomendação era para a mudança interior: “vai e não peques mais para que coisa pior não te venha acontecer”.


“E Jesus conclui exemplificando: “como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim o Filho do Homem será erguido da Terra”. (Veja a história da serpente erguida no deserto no Livro Números – vicrá- 21:4-9)”


“Aqui o Cristo prevê o que aconteceria a Ele, ou seja, a sua morte na cruz para que hoje seja erguido na terra como filho de Deus e dirigente de toda a nação terrena”.


“Paulo, em sua epístola a Tito 3:4-5, interpreta bem esta citação do Cristo: “Mas quando apareceu a vontade de Deus, nosso salvador, e o seu amor para com os homens, não por obras da justiça que tivéssemos feito, mas segundo sua misericórdia nos salvou pelo lavatório da reencarnação, e pelo renascimento de um espírito santo”.


“Aqui, Paulo deixa bem claro que Deus nos salvou não porque o tivéssemos merecido, mas por Sua misericórdia, servindo-se da reencarnação a qual é um “lavatório” (de água) e um “renascimento do espírito”. A palavra grega do texto a que se refere Paulo é ... (a palavra está em grego que não temos condições de reproduzir) “Palingenesia” – isto é, “renascimento”, “Novo Nascimento”, REENCARNAÇÃO”. (os grifos são do original)


1 —  Esclarece-nos o autor do livro, Dr. Severino que: O termo QAL ou qal é uma palavra hebraica que significa "Fácil" que tem o sentido gramatical de "forma fácil" ou "simples" de conjugação do verbo na língua hebraica. O verbo em hebraico possui sete graus de conjugação (Qal, nif'al, piel, pual, hif'iil, haf'al e hitpa'el.) Nesse caso específico foi colocado com relação ao verbo nascer (nolad-em hebraico). O incompleto que é o futuro do verbo na forma QAL que é a mais simples das conjugações.

2 — Neste ponto Dr. Severino coloca a palavra em grego, na fonte SIL EZRA, que não colocamos por não a possuirmos.

 

Respeitando o Contexto

 

Pr. AZ — > Já se disse que um texto fora do contexto é mero pretexto.

 

Comentários de Wymac Esta frase, de tão citada, já aparece desbotada. Com este discurso dos diletos irmãos protestantes, nos deparamos que o contexto está repleto de ‘idéias preconcebidas’, pois, se todo o contexto pressupõe a existência real de um ser como Satã, anjos de inferno de fogo e enxofre eterno, etc, não há outra forma de contextualizar uma verdade, daí a afirmação de lingüistas a dizerem que não se levou a efeito uma tradução dos ‘originais’ e sim uma ‘interpretação’ conforme o gosto teológico e circunstancial. Diz-se que o melhor mestre é o que faz o que ensina, nossos detratores seriam menos contraditórios se ao menos praticassem o que dizem.

 

Pr. AZ — >  Se o estudioso do assunto examinar os ensinos de Cristo globalmente, em lugar de apanhar segmentos isolados que aparentemente lhe favoreçam a idéia, não encontrará harmonia de Seus ensinos com o que pregaram os mestres do passado a respeito da morte. Cristo fala em ressurreição, não reencarnação. A própria idéia de “novo nascimento” é tornada clara no verso 5 ao Jesus falar em “nascer da água”. Tendo por base um costume já existente entre os judeus de uma lavagem purificadora para indicar renovação espiritual, fica claro pelo contexto literário e histórico que a referência é ao batismo, simbolizando a morte para a vida pecaminosa, e um renascer para nova vida segundo o Espírito de Deus. O apóstolo Paulo tornou isto bem claro em Romanos, capítulo 6.

 

Comentários de Wymac Vemos neste trecho que o autor acusa estar tomando os ensinos do Cristo de forma “globalizada”, mas isto de nada adianta se tomarmos “idéias globalizadas, mas preconcebidas’’, necessário se faz revisar estas conceituações. O ilustre lingüista professor Severino Celestino da Silva nos informa em sua obra impar, Analisando as Traduções Bíblicas, que “no texto grego, não há artigo diante das palavras “água” (ek ydats = de água) e da palavra “espírito” (kai pneumatos), portanto, o texto fala em nascer “de água e de espírito”. Não é portanto, nascer da água do batismo, nem do espírito, mas de água (por meio da água) e de esprito (pela Reencarnação do espírito)”. O que fica claro no contexto, ilustre autor, é que o batismo foi um ato ritualístico apenas como significado de arrependimento adotado por João, o Bapta, que não se considerava digno de atar as sandálias do Divino Enviado, como xxx “o discípulo não é maior que o mestre...”, como ficamos? Com as práticas não ensinadas por Jesus ou com os ensinos de Jesus? É o Espiritismo que deturpa ou são as religiões, ditas cristãs, que promovem as adulterações aqui comprovadas? Isto é comprovado, NOVAMENTE, pelo professor Severino Celestino, veja o que foi transcrito acima. Ainda mais, Jesus ao dizer que João Batista era o Elias que havia de vir, a reencarnação é taxativa. Entretanto como sabia que muitos, principalmente os fanáticos, não a entenderiam acrescenta o Mestre: “Ouça que tem ouvidos para ouvir”. (Mt 11, 14-15).

 

Pr. AZ — >  A evidência de que ressurreição não é o mesmo que reencarnação se acha nos relatos dos Evangelhos ao descreverem como Jesus miraculosamente trouxe de volta à vida pessoas que haviam exalado o último suspiro. Há o episódio da filha de Jairo, do filho da viúva de Naim, e, de modo destacado, a volta à vida de seu amigo Lázaro, que já estava sepultado há quatro dias e até “cheirava mal”, todos sobrenaturalmente trazidos de volta à vida por Jesus, com seus mesmos corpos (ver Lucas 8: 41-56; 7: 11-16; João, cap. 11). Portanto, por uma questão de coerência, uma vez que se recorra à Bíblia como documento comprobatório de uma tese, todo o seu contexto deve ser levado em conta para validar ou negar a idéia.

 

Comentários de Wymac . Na questão da coerência apela-se para uma afirmação sibilina ou sofisma, “recorrer à Bíblia como documento comprobatório” pressuposto que seja a “palavra de Deus” que oferece tantas incompatibilidades internas que se tornou necessária a criação de escolas de entendimento para as “passagens difíceis” e coisas inexplicáveis para os “mistérios de Deus”, tudo em função da tradução e visão de um contexto com idéias já preconcebidas. O ilustre estudioso das escrituras, Paulo Neto, nos informa sobre a ressurreição, aquela que querem dizer se tratar do “reviver do corpo que já morreu”: “O segundo significado que encontramos é o de voltar ao mesmo corpo físico. Seria o caso das passagens que narram a ressurreição da filha de Jairo, a do filho da viúva de Naim e a de Lázaro. Entretanto, segundo podemos entender, não se tratam propriamente de ressurreição, mas de uma cura. Casos de letargia e catalepsia podem levar uma pessoa a ficar até oito dias como “morta”. Atualmente são registrados inúmeros casos em que a pessoa após ter sido diagnosticada como morta, volta à vida, são as chamadas EQM – experiência de quase morte. Agora imaginemos naquela época onde os recursos da medicina eram extremamente precários.

Na passagem que narra o caso da filha de Jairo, Jesus disse: “A menina não morreu. Está apenas dormindo” (Marcos 5, 35). No caso de Lázaro (João 11, 1-44), Jesus diz que “A doença de Lázaro não é para a morte” (v. 4); “O nosso amigo Lázaro adormeceu. Eu vou acordá-lo” (v.11); mas estranhamente contradiz logo em seguida dizendo: “Lázaro está morto” (v. 14). Ao que tudo indica, trata-se de uma interpolação, pois se retirarmos do texto os versículos 12 ao 16, não há nenhuma solução de continuidade no texto, mantendo-se a coerência da narrativa.” Contra esta clareza toda, hajam exegeses mirabolantes.  Considerando ainda que, nos casos citados na verdade Jesus realizou uma cura, não uma ressurreição. Médicos de hoje fazem ressurreições que seriam tidas como milagres, se ocorressem naquele tempo. Se fosse realmente ressurreição no sentido próprio, com certeza deveria de haver inúmeras mães atrás de Jesus para que ele fizesse o mesmo com os filhos delas que já morreram. Entretanto, não temos notícia de algo parecido, evidenciando que se tratava mesmo de cura.

 

Pr. AZ — >  Jesus citava repetidamente o Antigo Testamento, que era a Escritura vigente em Seu tempo. Reconhecia sua autoridade como livro histórico e como um manual de instrução da vida prática, e fonte de doutrina religiosa. No Antigo Testamento fala-se sobre a ressurreição, não reencarnação, havendo uma detalhada descrição da ressurreição em Ezequiel 37. É por demais claro que a idéia da imortalidade da alma não encontra apoio ali (ver Ecles. 9:5, 10; Sal. 146:3, 4).

 

Comentários de Wymac Na verdade Jesus  revogou o Antigo Testamento, quando ele diz “aprendeste o que foi dito” eu porém vos digo, neste ponto Ele está alterando o AT. Seu primeiro “milagre” (do latim  mirare,  remete a idéia de coisas admiráveis, que segundo H. Rohden não nos dá o mesmo sentido que está no grego que é dynameis, que leva a idéia de força) foi transformar água em vinho. Não teve nenhum objetivo de promover a bebedeira geral naquela festa de casamento, só entenderemos o significado quando prestamos atenção na fala do chefe do serviço que diz ao noivo: “Toda gente serve primeiro o vinho bom. Quando os convidados já estão alegres por causa do vinho, serve o de qualidade inferior. Tu, porém, guardaste o melhor vinho até agora!” Dela podemos concluir que os ensinamentos de Jesus é que são o vinho bom. Por outro lado, disse aos fanáticos saduceus e fariseus, que não queriam arredar pé dos ensinamentos de Moisés: “não se coloca remendo de pano novo em pano velho, da mesma forma que não se coloca vinho novo em odres velhos”. Pano novo e vinho novo são seus ensinamentos. Fica revogado portanto, o V.T.

Mas, para melhor entendermos o raciocínio do autor, será necessário esclarecermos e assim esclarecê-lo, nos seus equívocos.

Submetemos estas considerações a ilustre colega estudioso das escrituras e da doutrina espírita, vamos às suas análises.  “Consideremos. Jesus citava o AT, mas o fato de citar não torna o Antigo Testamento obrigatório a nós, cristãos, senão como de importância histórica em sua grande parte. Além disso as escrituras de seu tempo eram muito mais numerosas do que o Antigo Testamento, e muitos livros e epístolas ficaram de fora do cânon escolhido pela Igreja Católica, veja os livros que faltam:

 

Livros não encontrados na Bíblia, mas citados por esta:

O Livro dos Convênios Êxodo 24:7

O Livro das Guerras do Senhor Números 21:14

O Livro de Jasar ("O Reto") Josué 10:13

O Livro dos Atos de Salomão I Reis 11:41

Os Livros de Natã e Gade I Crônicas 29:29

O Livro das Profecias de Aías e o das Visões de Ido II Crônicas 9:29

O Livro de Semaías II Crônicas 12:15

O Livro de Jeú II Crônicas 20:34

O Livro dos Atos de Uzias II Crônicas 26;22

O Livro dos Ditos dos Videntes II Crônicas 33:19

Uma epístola anterior de Paulo aos Coríntios I Coríntios 5:9

Uma epístola anterior de Paulo aos Efésios Efésios 3:3

Uma epístola de Paulo de Laodicéia Colossenses 4:16

Epístola anterior de Judas Judas 3

Profecia de Enoque Judas 14

 

Vejamos agora os textos:

 

Ezequiel 37:11-14

11 - Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados.

12 - Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.

13 - E sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu.

14 - E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o SENHOR, disse isto, e o fiz, diz o SENHOR.



Após a visão do vale dos ossos secos, onde nosso amigo pastor se baseia para comprovar uma suposta ressurreição, convém observar que a VISÃO é explicada literalmente pelo próprio Deus, observe que Deus fecha o sentido de renascimento, mostrando que os ossos SIMBOLIZAM o povo de Israel e que ele fará reencarnar a todos, retirando-os dos seus túmulos e fazendo-os voltar reencarnados à sua terra. Ele ( Deus ) não fala que os retiraria na ressurreição do último dia, mas que os retiraria da sepultura, fazendo-os renascer e para voltar à terra de Israel, e não aos céus. Aqui não existe dúvida sobre a Reencarnação e esclarece sobre a inexistência de um último dia para a ressurreição, pois Deus fala :  “e vivereis, e vos porei na vossa TERRA”,  portanto, voltar à terra não é ressuscitar e sim reencarnar!


Eclesiastes 9:5,6

5 - Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento.

6 - Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.



Tirar esta passagem de seu contexto pode ser muito perigoso.  Uma ilustração perfeita é o caso de certo cirurgião de transplantes que, falando a repórteres sobre um procedimento cirúrgico que estava advogando, citou as Escrituras: "Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida".   Quando eu li a narrativa no jornal, fiquei perturbado pelo uso que fazia do versículo, e, conferindo, descobri que as minhas suspeitas estavam corretas - ele citava o demônio! No contexto, o versículo diz: "Então Satanás respondeu ao Senhor: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida" (Jó 2:4).  Além de apresentar o ponto de vista de Deus, a Bíblia também relata muitas coisas ditas e feitas por outras pessoas, algumas boas e outras não tão boas. Ela apresenta os pontos de vista humanos e até mesmo os pontos de vista do demônio, como mencionado acima.

 

Se estudarmos atentamente Cantares de Salomão, encontrado na maior parte das Bíblias logo depois de Eclesiastes, vamos descobrir que este livro é na verdade uma conversa que envolve, pelo menos, três diferentes pessoas, embora elas não estejam claramente identificadas no texto. Seria possível dizer coisa semelhante sobre Eclesiastes?

 

Os eruditos reconhecem que este é um livro muito difícil de ser entendido. Mas, aparentemente, o escritor inspirado de Eclesiastes está apresentando um contraste entre pontos de vista: o secular, o ponto de vista materialista, versus o celestial e espiritual. O livro se desenvolve como um debate em andamento que acontece na mente do escritor. O ponto de vista divino triunfa no final, com a admoestação de Eclesiastes 12: "Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade... Tudo já foi ouvido: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é todo o dever do homem" (Ecl.12:1,13).

 

Mas e as partes que antecedem este capítulo? Os primeiros versículos de Eclesiastes 9 parecem refletir o lado secular da batalha. Não apenas o escritor diz no versículo 5 que os mortos não sabem nada, mas também acrescenta "para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol" (v. 6).

 

Do que podemos concluir que os versículos citados estão localizado no meio de uma seção que expressa o ponto de vista secular, descrente – não o ponto de vista de Deus.

 

Além disso convém ressaltar que pegam a primeira parte do versículo 5: “os mortos não sabem coisa nenhuma”, mas propositalmente omitem o restante, que diz “nem tampouco terão eles recompensa”, e “e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”, do que se conclui que, se a PRIMEIRA PARTE prova a inconsciência na morte, ENTÃO de igual modo, para sermos coerentes, A SEGUNDA PARTE prova QUE NÃO HÁ RESSURREIÇÃO. E aí? Como ficamos?  

 

Com isto, concluímos que mais um tiro interpretativo saiu pela culatra!!!

 

Salmo 146:4

 

4 - Sai-lhe o espírito, volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.



Os aniquilacionistas estribam-se nesta passagem para argumentar que não há existência consciente depois da morte - os "pensamentos" perecem, elas afirmam.

 

No entanto, será que esta é a mensagem que o autor do salmo quis nos transmitir? Foram estes versos escritos para instruir os leitores sobre a condição dos mortos? Ou será que o aniquilacionismo extrai destas palavras uma idéia que ultrapassa o que o escritor (e divino Autor) tinham em mente?

 

A lição do Salmo 146 é que nós devemos colocar nossa confiança em Deus e não nos líderes humanos. Peça a ele, Wymac, que leia os outros versículos para que juntos possamos estabelecer o contexto real.

 

Wymac — Amigos, está feito o pedido. Continuando com os argumentos de nosso colega...

 

Deus deve ser louvado (v. 1,2). Em contraste ao homem, Deus é um ajudador que dá esperança segura (v. 5), que criou o céu e a terra (v. 6), que traz justiça para o oprimido (v.7), que cura o doente (v.8), que ampara os oprimidos (v. 10). Por outro lado, o homem não oferece salvação real (v. 3), porque ele próprio morre e tudo quanto intentou fazer morre com ele (v. 4).

 

Um exemplo real da lição do Salmo 146 é encontrada na morte do presidente americano John F. Kennedy. Ele era um "príncipe" em quem muitos confiavam para ajudá-los a melhorar suas vidas. Mas quando ele morreu, "todos os seus pensamentos deveras pereceram " - com sua partida, os seus planos e seus pensamentos logo entraram em colapso. Aqueles que colocaram nele toda a sua confiança logo se decepcionaram. Sua confiança deveria estar primeiramente em Deus, que oferece esperança real, justiça, cura e salvação - e que permanece Rei para sempre.

 

Quando todo o Salmo 146 for lido em seu contexto, se torna óbvio que o versículo 4 não nega a vida consciente depois da morte. O aniquilacionismo torce este versículo ao tirá-lo de seu contexto”. Esta foi a apreciação do nosso ilustre colega.

 

 

Pr. AZ — >  Igualmente, a prática comum do espiritismo de consultar os mortos, muito difundida entre os povos antigos que circundavam Israel, é claramente condenada nas Escrituras (ver Êxodo 22:18 e Deuteronômio 18:11-14).

 

Comentários de Wymac —  “Consultar os mortos... prática claramente condenada nas Escrituras”!  Por que não estudam o Espiritismo para evitar falar demais por que entendem de menos? Vejam o que realmente está escrito na Bíblia, mais precisamente no tão falado e alegado Deuteronômio 18:11. Severino Celestino é que desfaz o tremendo embuste exegético.

Analisando as Traduções Bíblicas, do Dr. Severino Celestino da Silva, Editora Idéia, 3ª Edição, 2001, sobre a tal proibição de se comunicar com os mortos. É o seguinte (págs. 83 a 98):  “E acompanhe agora, a análise do Deuteronômio 18, o mais citado dos textos contra o Espiritismo”:

 


Texto Hebraico Transliterado


“ki atá bá él-haaréts asher Iahvéh Eloheichá noten lach lô tilmad la’assôt kto’avôt hagoim hahém. Lô-imatzê bechá ma’avir benô-uvitô baêsh kôssen ksamim me’onem umnachêsh umchashêf: vchover chaver vshoêl ôv veid’oni vedorêsh el-hametim”.

Tradução Literal:


ki = quando; atá = tu; bá = fores, chegares ou entrares; él-haárets = na terra; asher = a qual; Iahvéh = nome próprio dado a Deus; Eloheichá = teu Deus; noten lach = te dá; lô tilmad = não aprendas; la’assôt = fazer; kto’avôt = sujeiras, manchas, abominações; hagoim hahém = daquelas nações estrangeiras; lô-imatzê bechá = não se achará em ti; ma’vir benôuvitô = quem faça passar seu filho ou sua filha; baêsh = pelo fogo; kossen = nem encantador; ksamim = nem feiticeiros; me’onem = nem agoureiro; umnachêsh = nem cartomante; umchashêf = e nem mágico, bruxo ou feiticeiro; vchovêr = nem mago; vechavêr = e semelhante; vshoêl ôv = nem quem consulte o necromante, o mágico ou feiticeiro; veid’oni = e o mágico e o adivinho; vedorêsh = e quem exija a presença; el-hametim = dos mortos.

 

                Analisemos agora todo este texto palavra por palavra para que você, leitor, possa tirar sua conclusões.

                Comecemos pelas recomendações de Moisés no Versículo nove (9) do Deuteronômio 18: “Quando entrares ou chegares na terra que Iahvéh teu Deus te dá, não aprendas a fazer as abominações daquelas nações”.

                Aqui começam as recomendações. A quem são dirigidas estas recomendações?

                Aos espíritas?

                Claro que não!

                “Quando entrares na terra que Iahvéh te deu”.

                Quando quem entrar?

                Certamente Moisés se refere aos “Bnei Israêl”, Filhos de Israêl, ou povo de Israêl.

                E a que terra prometida por Deus se refere Moisés?

                Sabemos que o autor sagrado se refere à terra de Canaã ou terra prometida por Deus a Abraão e seus descendentes.

                Ora, se estas recomendações foram dirigidas aos filhos de Israel ou Hebreus, nós, espíritas, 4.000 anos depois, não temos a menor responsabilidade sobre esse fato, pois por acaso, recebemos de Moisés a incumbência de ira para a terra prometida?

                Parece-nos que os desejosos de atacar, a tudo custo, o seu “PRÓXIMO” só porque possui outra filosofia religiosa, ficam tão presos às questões críticas e pessoais, que não percebem a verdadeira época e origem dos textos sagrados e a quem eles foram realmente dirigidos.

                Vamos analisar, agora, o texto de Deuteronômio, que de uma maneira geral, resume os demais e serve para que cada um possa tirar suas dúvidas e conclusões.

                lô-imatzê bechá = não se ache contigo; ma’avir benô ubitô baêsh = quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha.

                Refere-se esta primeira parte ao costume entre fenícios de queimar os primogênitos no altar de Moloq. Moisés proíbe ainda que nem seque se faça oferta dos filhos e filhas a Moloq, fazendo-os passar pelo fogo (Lv. 18:21-2Rs. 23:10). Os acontecimentos bíblicos fazem pensar em ritos realizados para fundações ou em caso de derrotas e infortúnios (1RS. 16:34; 2Rs. 3:27).

                Maimônides, (1135-1204), filósofos, médicos, mestres da literatura rabínica e um dos maiores iluminadores do povo judeu em todos os tempos, explica esse procedimento: “Um grande fogo é aceso. O pai toma um de seus filhos e o entrega aos sacerdotes que são adoradores do fogo. Aqueles sacerdotes devolvem o filho ao pai, após ter sido entregue em suas mãos, para que possa ser passado através do fogo com o consentimento de seu pai. O pai é quem passa o seu filho sobre o fogo, com a permissão do sacerdote. Ele faz seu filho andar com os próprios pés através das chamas, de um lado ao outro. De fato, em tal ritual, não se queima a criança em honra de Moloq como filhos e filhas eram queimados no ritual de uma outra espécie de idolatria, mas faz-se meramente com que ele passe através do fogo, a serviço do ídolo chamado Moloq”.

                Veja a desobediência dos israelitas em 2 Reis 17:17: “Fizeram passar pelo fogo seus filhos e filhas, praticaram a adivinhação e a feitiçaria, e venderam-se para fazer o mal na presença de Iahvéh, provocando sua ira”.

                Eles ainda estavam muito ligados aos costumes egípcios, daí a preocupação de Moisés. Isaías faz referência em seu livro no Capítulo 19:3, sobre este costume que é herdado dos Egípcios. Veja seu comentário: “O espírito dos egípcios será aniquilado no seu íntimo, confundirei o seu conselho. Eles irão em busca dos seus deuses vãos, dos encantadores e dos adivinhos”. (vél-haovôt vél-haid’onim).

                Na mitologia clássica grega, Cronos devora seus filhos. A imolação de crianças na fogueira era acompanhada de cerimônias de encantamento destinadas a apaziguar o deus. Acaz, rei de Judá, realizou tais práticas e está em 2Rs. 16:2-4. Veja: “Acaz tinha vinte anos quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Não fez o que é agradável aos olhos de Iahvéh, seu Deus, como havia feito David, seu pai. Imitou a conduta dos reis de Israêl, e chegou a fazer passar pelo fogo, segundo os costumes abomináveis das nações que Iahvéh havia expulsado diante dos filhos de Israêl”.

                Aqui existe, por parte da maioria dos tradutores, a tendência de utilizar um texto escrito, em um passado remoto, para adaptá-lo a uma realidade completamente diferente, no presente, tendo, principalmente, como objetivo condenar uma Doutrina que eles desconhecem.

                Analise o versículo 10 e responda: Onde é que, no texto acima traduzido, estão as palavras “médiuns, espiritismo, ou espírita ou espírito” que tantos tradutores encontram?

                Como um pouco de Exegese e Hermenêutica desprovidas de sectarismo religioso faz falta a muita gente!...

                Agora observe a tradução da 35ª edição da Bíblia, realizada pelo centro Bíblico Católico Editora Ave Maria: “Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou a evocação dos mortos”. (tradução incorreta).

                Está de acordo, caro leitor, com os textos hebraicos traduzidos acima?

                Observe ainda o que coloca a Bíblia “Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas” dos nossos irmãos Testemunhas de Jeová:

                “Quando tiveres entrado na terra que Jeová, teu Deus, te dá, não deves aprender a fazer as coisas detestáveis dessas nações. Não se deve achar em ti alguém que faça seu filho ou sua filha passar pelo fogo, alguém que empregue adivinhação, algum praticante de magia ou quem procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamento, ou alguém que vá consultar um médium Espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos”. (tradução incorreta).

                Analise a tradução, comparando-a com o texto traduzido acima e tire suas conclusões... onde existe médium e espírita neste versículo?

                Agora segue o texto traduzido e desprovido de qualquer intenção pessoal ou preconceituosa. Compare-o e veja que está de acordo com o original.

“Quando entrares na terra que Iahvéh, teu Deus, te dá, não aprendas a fazer as abominações daquelas nações. Não se achará entre ti quem faça passar seu filho ou sua filha pelo fogo, nem adivinhador, nem feiticeiros, nem agoureiro, nem cartomante, nem bruxo, nem mago e semelhante, nem quem consulte o necromante e o adivinho, nem quem exija a presença dos mortos”.

                Kossêm ksamim (Refere-se Moisés aos encantadores e adivinhos).

                Maimônides, esclarece que o encantador é aquele que pronuncia palavras, que não são uma língua, imaginando totalmente que tais palavras são mágicas. Tais encantadores chegam ao ponto de dizer que, se uma pessoa pronunciar determinadas palavras sobre uma cobra ou escorpião eles se tornarão inofensivos, e que se uma pessoa pronunciar certas palavras sobre um homem, ele não será ferido. Entre eles há aquele que, enquanto fala, segura em sua mão uma chave, pedra ou objeto - tudo isso é proibido. O próprio encantador que segurou qualquer objeto em suas mãos ou fez qualquer ato além de falar, mesmo se apenas apontou um dedo, é punido segundo as escrituras. O adivinho é aquele que realiza qualquer ato de modo a cair um estado letárgico para que sua mente seja afastada de todas as coisas externas, após o que ele prevê futuros eventos, dizendo “isto acontecerá, ou não acontecerá”, ou “é próprio fazer isto”, ou “cuidado ao fazer aquilo”. Alguns adivinhos fazem uso da areia ou pedras; o indivíduo se curva à terra e grita; um outro fixa o seu olhar sobre um espelho de metal ou uma lâmpada, e então eles imaginam coisas e falam em seguida. Um outro carrega um bastão na mão, curva-se sobre ele e com ele golpeia o solo, até que sua mente esteja em estado de abstração. Em seguida, ele fala. O profeta Oséias (4:12), refere-se a este costume quando diz: “Meu povo consulta o seu pedaço de madeira e o seu bastão faz-lhe revelações”.

                Refere-se, também, a trabalhos, despachos, adivinhação e semelhantes, com o objetivo de prejudicar alguém ou de obter benefícios pessoais. Sacerdotes lançam flechas ou as misturavam numa aljava. A ponta emplumada dessas flechas era coberta de inscrições que continham respostas variadas e contraditórias a questões angustiantes. A resposta do deus à questão estava inscrita na flecha retirada ao acaso.

                me’onem (significa agoureiro, feiticeiro, mago):

                Pode-se comprovar o significado desta palavra com ‘anân, (nuvens). Os que adivinham por meio das nuvens, por meio de vôos de aves ou outros animais. A forma e a cor das nuvens eram interpretadas como sinais premonitórios. O sangue e o ouro da aurora e do crepúsculo sempre impressionaram os homens que neles liam presságios do futuro.

                umnachêsh (significa e ao adivinho ou cartomante):

                Diversos procedimentos podiam ser empregados: Iossêf, (José do Egito) por exemplo, adivinhava por meio de seu cálice (veja Gn 44; 5). É bem possível que ele observasse serpentes em sua taça, uma vez que a palavra “nachash”, serpente, é tão semelhante a “naschêsh” (adivinho, necromante) donde se pode concluir que o adivinho observava os movimentos de serpentes ou de outros animais. Este modo de proceder estava profundamente enraizado nos costumes de numerosos povos primitivos. Ele era muito difundido na Grécia arcaica e até mesmo na época clássica.

                Existia ainda um princípio de interpretação, conhecido no antigo oriente, que se usava a taça, ou seja, o de se usar o movimento ou o som da água caindo na taça, ou ainda o desenho que nela formavam certas gotas de óleo, e eram interpretadas como sinais.

                Umchashêf (significa e à feitiçaria, mágica, bruxaria):

                É uma palavra acadiana que significa: ele desvenda os mistérios. Segundo o código da aliança, esse papel era desempenhado principalmente pelas mulheres. Veja Êxodo 22:18 “Não deixarás vier uma feiticeira”. É o que hoje chama-se feitiço, culto prestado através de amuletos e crenças em totens e semelhantes.

                Vechovêr chavêr (siginifica e quem pratique atos de magia, mago):

                Aqui refere-se aos que praticam a magia tanto branca como negra. Sabe-se que a prática de magia tem por finalidade atingir um objetivo por meio de atos ou coisas materiais, como cantos, fórmulas cabalísticas, desenhos, etc.

                Veshoêl ôv veid”oni (significa e quem consulte necromante, mágico e adivinho)

                São as mesmas recomendações existentes no Levítico 19:31, 20:6, e 20:27, e em Isaías 8:19. A palavra consultar ou interrogar, colocada antes de necromante e adivinho, prova que, entre os Hebreus, as evocações eram um meio de adivinhação.

                Na necromancia, o praticante fica de pé, oferece uma certa espécie de incenso, segura em sua mão um ramo de mirta e o balança. Ele pronuncia suavemente certas palavras conhecidas dos praticantes dessa arte, até que a pessoa que o consulta pensa que alguém está conversando com o necromante respondendo suas perguntas em palavras que soam como se viesse de debaixo do chão em tons excessivamente baixos, quase inaudíveis ao ouvido e apenas apreendidos pela mente. O necromante também costuma tomar o crânio de um homem morto, queimar incenso em seu nome e usar de artes de adivinhação, até que surge o rumor de uma voz, excessivamente baixo, vindo de sob as axilas do necromante e que responde a ele.

                A palavra “id’oni” refere-se ao feiticeiro que coloca o osso de um animalzinho chamado “yadúa”, dentro da sua boca e prediz.

                Neste caso, Maimônides diz que os que consultam espíritos familiares oferecem incenso, põem o osso (iedúa) em sua boca e realiza outros atos, até que caem ao chão como um epilético e pronunciam previsões de eventos futuros.

                O nó gordio, que é um nó difícil de desatar, e narrado na lenda de Alexandre, é uma ilustração da prática das tranças, fios de Parcas e outros cordames utilizados nos templos para fins de adivinhação.

= Vedorêsh el-hametim (significa e quem exija a presença dos “mortos”):

                A maioria traduz dorêsh él-hametim como consulta aos “mortos”, no entanto, acima já existe o verbo consultar (shoêl) utilizado antes das palavras “necromante e adivinho”. Porém, antes da palavra “mortos” observe que o verbo muda para (lidrôsh) e o primeiro significado do verbo lidrôsh, em hebraico, é EXIGIR, daí, a tradução correta do texto ser: exigir a presença dos mortos. Se este verbo tivesse o mesmo significado de consultar, não teria razão de, no versículo, o autor sagrado trocar o verbo “shoêl por dorêsh” antes da palavra “hametim”, (“mortos”).

                Existe ainda o agravante: era costume dos adivinhos se deitarem de bruços sobre os túmulos para tentarem estabelecer um diálogo com os mortos. Acreditavam com isso ser possível o diálogo.

                Maimônides, acrescenta ainda que eles jejuavam e depois passavam a note em um cemitério, a fim de que um morto lhe aparecesse em sonho e o comunicasse sobre os assuntos que ele desejasse perguntar. Outros vestiam mantos especiais, pronunciavam certas palavras, ofereciam um incenso especial e dormiam sozinhos no cemitério, afim de que uma pessoa morta lhes aparecesse em sonho e conversasse com eles.

                A proibição de Moisés se dirigia exatamente a este método ou a esta prática para se conseguir o intercâmbio. Moisés não diz em nenhum momento se acreditava na eficácia dessas práticas. No entanto, proibia o seu uso, o que já é suficiente para entendermos que ele acreditava no retorno dos mortos, do contrário não as teria proibido.O rei Saul, em casa da pitonisa de Endor (I Samuel 28:7-19), comprova esta crença que justificava plenamente a proibição.

                Meu Deus, onde já se ouviu dizer que algum[1][1] espírita, seguidor dos postulados espirituais de Allan Kardec, realize tais práticas?

                Nós, espíritas, conhecedores da faculdade mediúnica, sabemos que esta prática é perigosa, principalmente quando aqueles que a praticam são médiuns. Logicamente, os espíritos vampirizadores que normalmente existem, nos cemitérios, levariam aqueles que praticam este ato às mistificações e obsessões.

                Não podemos esquecer de analisar a situação em que os livros de Moisés foram escritos e para que povo foram escritos. Encontrava-se o povo hebreu, em uma época de idolatria e politeísmo. E este povo recém-saído do cativeiro e procedente de um país, (Egito), onde também reinavam a idolatria e o materialismo. Existia por parte de Moisés uma preocupação em conduzir aquele povo e ao mesmo tempo em exterminar do meio deles a idolatria. Era muito comum, naquela época, a existência de Adivinhos e Necromantes que se intitulavam verdadeiros ídolos, e sendo também muito procurados pelo povo de então. Moisés tenta acabar estes costumes e as práticas mais populares e comuns a que o povo se submetia, para pode instalar e instituir, entre esse povo, o verdadeiro e único Deus.

                Ressaltamos ainda, com relação aos mortos, que a proibição de Moisés foi contra a exigência da presença do morto, porque ele sabia que nem sempre isto é possível, o que está de pleno acordo com Kardec que nos informa nem sempre estar o espírito desencarnado em condições de atender ao nosso chamado. Ele poderá até já está reencarnado em outro corpo e como poderia atender ao chamado? (Veja o Livro dos Médiuns, questões 273, 274 r 275).

                Quem conhece o Espiritismo sabe muito bem que os espíritas não vão a cemitério debruçarem-se sobre túmulos, nem ali dormir, para dialogar com os espíritos e este era o costume daquela época, por isso, proibido por Moisés.

                Além disto, os Espíritas não exigem a presença dos “mortos” nem evocam os espíritos superiores para deles obterem revelações ilícitas, nem delas tirarem benefícios pessoais, mas esperam as suas manifestações espontâneas, para delas receberem sábios conselhos e proporcionarem alívio àqueles que sofrem. Se os Hebreus utilizassem a comunicação dos mortos do mesmo modo e seriedade com que os Espíritas o fazem hoje, certamente Moisés não os teria proibido de nada. Pelo contrário, tê-los-ia estimulado. Veja Números 11:26 a 30.

                Após todas estas análises, sentimos o dever de perguntar a quem possa nos responder: Onde está o espiritismo nestes versículos do Êxodo 22:18; Levítico 20:6e 27; Deuteronômio 18: 9-11? Quem descobriu os princípios doutrinários nestas passagens? De onde retiraram as palavras “Médium e Espiritismo”? Quando os textos em hebraico falam de “Necromantes e Adivinhos”? Quem disse que espírita é sinônimo de necromante e adivinho? O Apocalipse fala (Cap. 22: 18 e 19) que “todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste livro; e se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da cidade santa,descrita neste livro”. Mas, existem tradutores mudando os textos e colocando palavras inexistentes e com o único intuito de condenar aqueles que não pensam da mesma maneira que eles. É o caso das palavras “Médium” e  “Espiritismo”.

                O Cristo ensinou a amar ao próximo como a nós mesmos (Lv. 19:18; Mt. 19:19). Afirmou, ainda, que não veio para viver com os bons, (Mateus Cap. 9:12; Marcos 2:17; Lucas 5:32), no entanto, ainda existem pessoas que, apesar de possuírem uma filosofia religiosa cristã, condenam o seu semelhante pelo simples fato de não pensar igual a eles. É como se fossem a expressão única e exclusiva da verdade. Se dizem seguidores do Cristo que ensinou o Amor e o Perdão, mas não perdoam ninguém, a não ser aqueles que vivem segundo seus conceitos, ou seja, os que pensam e possuem a mesma religião que eles. Será que foi isto que o Cristo ensinou? Medite você sobre esta colocação e lembre-se do “não julgueis para não serdes julgados” (Mt. 7: 1 e 2).

                As lógicas expostas nos conduzem a não aceitar de forma alguma tais afirmativas, pois estas conclusões tendenciosas e infundadas só interessam aos inimigos gratuitos da Doutrina Espírita.

                (...).

                Lembre, ainda, o fato de que a proibição de consulta dos mortos foi determinada por Moisés e não por Deus. Para o Hebreu, o maior documento dentro da LEI é o DECÁLOGO e no decálogo ou DEZ MANDAMENTOS não existe esta proibição de diálogo com os “mortos”. Isto nos mostra que foi uma recomendação para aquele momento, para o povo que se encontrava no deserto, devido ao abuso desta prática muito utilizada por eles.

                Existe um conceito muito conhecido de que as almas habitam uma morada fixada por Deus no “inferno, purgatório ou paraíso”. As que estão no inferno não podem sair, embora o demônio possa, e a qualquer hora. As que estão no paraíso estão muito acima dos mortais para se preocuparem com eles e muito felizes para voltarem a este mundo. As do purgatório são sofredoras e têm que pensar na salvação antes de tudo; portanto nenhuma delas pode vir e se elas não podem vir, Moisés proibiu a evocação de quem?

 

Pr. AZ — > O profeta Isaías, muitos séculos depois que as leis de Moisés foram proclamadas, exorta o povo de Israel a não contaminar-se com ritos religiosos dos povos pagãos que os rodeavam: “Se disserem: Consultai os encantadores e os adivinhos, que sussurram falando, responde: Não consultará o povo ao seu Deus? Consultará os mortos pelos vivos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem conforme a esta palavras, é porque não têm iluminação”. (Isaías 8:19, 20).

 

Comentários de Wymac . Outra vez o nosso articulista e detrator, inconscientemente e por isto equivocado, lança suas suspeitas fora do contexto. Observe o que se conseguiu resgatar das escrituras quando livre do dogmatismo “farisaico-cristão”, nas análises lúcidas do eminente professor Celestino.

 

Isaías e consulta aos mortos

 

Em Isaías 8:19, encontramos uma citação em favor da consulta aos "mortos". Expressamente Isaías questiona: Por que não consultar os mortos em favor dos vivos? Observe a tradução do texto literal e veja o que realmente significa. Isaías demonstra que não existe motivo para não se receber daqueles que estão do outro lado as suas experiências, os seus fracassos e suas vitórias. Isto, é claro, em favor dos que se encontram na matéria, para que se modifiquem e mudem suas condutas e procedimentos em favor de si mesmos, a fim de conseguirem sua evolução espiritual.

"Se vos disserem: ‘Ide consultar os feiticeiros e adivinhos, cochichadores e balbuciadores’, acaso não consultará o povo os seus Deuses, e os mortos a favor dos vivos"?

 

Texto Hebraico Transliterado

Vechi-imru aleichém dirshu el-haovot veel-haid’onim hamtsoftsfim vehamahguim halô-‘am el-elohaiv idrosh be’ad hachaim el-hametim.

 

Tradução Literal

Vechi-imru= e vos disserem; aleichém= para vocês; dirshu= imperativo do verbo darash= exigir, consultar, investigar, predicar, interpretar, aqui significa consulte ou exija; el-haovot= os antepassados, os patriarcas; veel-haid’onim= e os adivinhos; hamtsoftsfim= cochichadores; vehamahguim= balbuciadores; halô-‘am= acaso não? O povo; el-elohaiv= os seus deuses; idrosh= exigirá, consultará, investigará; be’ad= em favor de; hachaim= os vivos; el-hametim= os mortos.

Texto Traduzido

E se vos disserem consulte ou exija a presença dos antepassados ou dos patriarcas (el-haovot) e dos adivinhos, cochichadores e balbuciadores. Por acaso o povo (halô-‘am) não poderá exigir a presença dos seus deuses? Consultar os "mortos" em favor dos vivos?

Após essa tradução literal, fica evidente que o profeta Isaías não via nada demais na consulta aos que estão do outro lado ou "mortos". E ainda questiona: Por acaso o poro (halô’am) não deve exigir a presença dos seus "mortos" (hametim) em favor dos vivos? (hachaim). Chamamos ainda atenção para o fato de que Isaías generalizou essa consulta, quando se referiu ao povo e não a uma minoria ou mesmo aos sacerdotes ou profetas a quem poderia se atribuir esse direito.

Os esclarecimentos de Kardec, no capítulo XXV do Livro dos Médiuns, que fala das evocações, estão de pleno acordo com esta citação de Isaías. Kardec mostra que os espíritos podem se comunicar espontaneamente ou por evocação, atendendo o nosso chamado. Havendo um objetivo impessoal e superior, qualquer espírito pode ser evocado, dentro de um princípio de seriedade e respeito. Se soubermos que nem todos os espíritos evocados podem comparecer a nossa convocação, por que não evocar somente aqueles que podem nos atender? O que fazem os católicos com suas promessas e orações aos santos? Estão, na verdade, consultando e solicitando a ajuda dos "mortos". Como muito bem se expressa Isaías: "Por acaso o povo não pode consultar os seus deuses e seus mortos em favor dos vivos"? — Obs. Grifos do original.

 

 

 

Evolução ou Salvação?

 

Pr. AZ — > Uma das premissas fundamentais do espiritismo--no que se revelaria o seu aspecto de ciência--é a teoria da evolução das espécies. Sabe-se hoje que as posições evolucionistas, popularizadas a partir de Darwin no século XIX, têm sido cada vez mais disputadas. Não se tem podido demonstrar a existência de “elos perdidos” que comprovariam que o homem procede de formas inferiores, e os descobrimentos da Astronomia têm lançado dúvidas sobre as teorias da origem do universo.

Crer que o homem está sempre evoluindo por meio da reencarnação produz uma dúvida difícil de responder: Como se explica o aumento do crime, da corrupção, do divórcio, das intrigas políticas, do consumo de drogas, do suicídio e do desamor em geral, quando tudo isso contradiz a idéia de que a humanidade está evoluindo moral e espiritualmente há séculos e milênios?

 

Comentários de Wymac  Também poderíamos afirmar que se não está evoluindo com a reencarnação muito menos afirmar que evoluiu com a palavra de Deus (Bíblia), assim onde fica: Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus?    Quanto ao argumento de que a humanidade não ter alcançado qualquer progresso moral, indagamos se o ilustre articulista conseguiria, nos dias de hoje, reunir grandes multidões em estádios de futebol, como nos circos romanos de 2000 anos passados, para aplaudir a morte de gladiadores, prisioneiros ou famílias inteiras sendo devoradas por feras, tudo sob o gáudio e o aplauso da multidão frenética diante de nossos olhos, caso admita que ainda se realize este festival grotesco, admitiremos que a humanidade de fato não apresenta qualquer evidencia de evolução moral, reafirmamos, evolução moral,  já que em outros aspectos nem se faz mister comentar, tamanha a quantidade de evidencias que pululam ao nosso redor. Desta forma, por simples evidência de axioma, somos levado a concluir que a humanidade terrestre tem sim progredido, tanto intelectual quanto moralmente, e que as almas aqui existentes hoje não são almas novas, “zero km”, criadas por Deus como seres privilegiados para se locupletarem do progresso construído à custa dos esforços e das penas das gerações passadas, já que tal privilégio seria incompatível com os imperativos da Justiça Divina.
Por outro lado, com o aumento populacional e os meios de comunicação que ‘ao vivo’ alardeiam massificamente o crime, o assalto, o seqüestro sem falar da exaltação à sensualidade exacerbada não deixam espaço para que se vejam divulgados as coisas boas que andam acontecendo e que são produtos das atitudes das pessoas desta mesma população, isto gera a falsa idéia de que o mal é maior que antigamente.

 

 

Pr. AZ — > Finalmente, a idéia de praticar obras para ganhar a aceitação de Deus e merecer uma vida superior choca-se claramente com o fundamento da mensagem bíblica e cristã. Contrariamente a essa doutrina própria de religiões não-cristãs, as Escrituras ensinam que a salvação do pecador deriva, não de seus próprios atos meritórios, mas da morte de Jesus, que foi perfeito e obedeceu plenamente a toda a lei divina, tomando o lugar dos seres humanos falíveis (Efésios 2:8-10). Todas as nossas obras estão maculadas pelo pecado, e somente graças à intercessão dAquele que foi feito pecado por nós (Romanos 5:6-12) é que lograremos o perdão e aceitação do Pai, não para continuar tendo existências experimentais e refinadoras sobre esta Terra de sofrimento e dor, mas para viver eternamente na companhia de Deus e de Seus anjos (João 14:1-3, Apoc. 22:3-5).

É indiscutível que a Bíblia nos oferece a alternativa verdadeira e, por conseguinte, a melhor. Estudemo-la, pois, e sigamos os seus ensinos.

 

Comentários de Wymac . Creio que os demais colegas, reencarnacionistas, poderão responder com suficiência as argumentações acima, apenas quero registrar que somente uma idéia milenarmente preconcebida e ingenuamente acolhida, ainda que por mentes brilhantes como supomos ser a do autor em referencia, causa-nos estranheza aceitar tantas contradições como as registradas acima, como exemplo “..que a salvação do pecador deriva, não de seus próprios atos meritórios...” e “...Todas as nossas obras estão maculadas pelo pecado...” em confronto com a afirmativas de Jesus, tanto em respostas diretas quanto em parábolas, realçando o valor das obras para a recompensa futura, sem lembrarmos o apóstolo que mais gostam de citar, Paulo, que realça as boas obras e instrui sobre estas quando fala sobre a caridade. Se a função do Mestre é ensinar, mas que cabe esta aos discípulos adotar os pontos de vista de cada um, teremos insolúveis problemas a resolver, pois “o discípulo não pode ser maior que seu mestre”.

Por isto nos referimos sempre ao Cristo sobre a prática de obras ser ou não fator de reconhecimento divino, Jesus falava exatamente sobre isso quando disse: “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras.Mt.16: 27, e também em  Mt.25:31-45: “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.”
Necessário precavermos quanto aos preconceitos enraizados que impede meditemos sobre assuntos religiosos com isenção e espírito critico. Não seria para outra função a necessidade do Pai dotar-nos de inteligência para movimentarmos a engrenagem do raciocínio? Esta verdade que devemos buscar sem receios está na orientação do próprio Mestre: "Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará"? João 8:32. Sem o esforço necessário para uma reflexão lógica, por vezes traz perturbação, pois, pode quebrar antigos tabus e abalar convicções ticas como “verdades” secularmente arraigadas.

Mas, aquele que ousa pensar, ainda que dentro de seu próprio ponto de vista dogmático, poderia  raciocinar assim:

 

"Meu Espírito foi criado por Deus no momento da concepção, criado para uma vida terrena que em certos casos pode até ser amena, mas que em geral representa um fardo pelos esforços que exige, pelas responsabilidades que envolve, pelos dissabores que acarreta durante toda a existência. Ora, eu não pedi para vir ao mundo, não fui consultado a respeito, logo a minha vida resultou de um ato de arbítrio do Criador. Ninguém perguntou se eu estava disposto a enfrentar as vicissitudes da existência. E se no curso desta eu cometer faltas graves e não dispuser de tempo ou por qualquer circunstância não for induzido a um arrependimento eficaz, ou, mesmo sem ter cometido tais faltas, se apenas não seguir determinadas regras religiosas, ou se a minha razão não se amoldar a certas normas tidas como verdades ou meios de salvação, ou mesmo se, simplesmente, eu não tiver sido predestinado desde a fundação do mundo para compartilhar a sorte dos eleitos, então estarei irremediavelmente condenado a sofrimentos terríveis, bem maiores que os experimentados aqui na Terra e com a agravante de, ao contrário destes, serem destinados a durar para todo o sempre! Que fiz eu para merecer tão cruel tratamento? Por empedernido delinqüente que fosse, como é possível rotular de justa uma tal punição?"

 

Encerro dizendo aos ilustres amigos que até aqui tiveram a paciência  de nos acompanhar, um pensamento particular que gostaria de compartilhar com vocês, para simples apreciação. A Verdade é como uma luz emitida por uma fonte única, mas que os vários pontos do solo a recebe conforme a composição própria de cada um, fundamentada na vontade e sabedoria do Criador, cada parte possui sua característica própria cumprindo a função que lhe é devida.Não será lógico afirmarmos que a cor da luz que é irradiada, quando percebida por cada um seria diferente? Mas, muito menos lógico seria pensar que deixariam de fazer parte de um grande plano que está sendo desenvolvido em conjunto! Daí a necessidade de nos aperfeiçoarmos para aproveitar melhor a benesse da Luz Maior, ainda que achemos que a nossa luz (religião), a que percebemos seja a mais colorida e a mais bonita. A Luz Maior, no ponto de vista espírita é o Amor Universal, nosso Pai Celeste, conforme nos orienta sabiamente João, e todas as suas leis nele se fundamentam..

 

Abraços.

 

Wymac Uorres



[1][1] No original consta: nenhum.

 

 

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