Os espíritos e os fantasmas dos espíritas
Mensagem canalizada na ONG Círculo de São Francisco – 09/07/2006.
O maior inimigo do espiritismo não está fora dele. Não é a igreja católica,
não são os evangélicos ou a ciência atéia e materialista. O maior inimigo do
espiritismo está em seu interior, dentro de cada um que se diz espírita. O
maior desafio dos espíritas é destruir o ego dos espíritas ou, em uma
linguagem psicanalítica, os fantasmas dos espíritas.
O egoísmo e seus derivados (orgulho, ciúme, inveja etc.) é a praga que
corrói a maioria das casas espíritas. O preconceito e a disputa pelo poder
ou pela fama afastam muitas pessoas de bem que buscam consolo ou orientação
em uma casa espírita.
Na literatura psicanalítica vocês encontram diferentes classificações de
fantasmas, são os diferentes tipos ou classificações de ego: o formador, o
transgressor, o idólatra etc. Todos esses fantasmas que a psicanálise estuda
são tipologias de ego e importantes para o nosso autoconhecimento. Eles
estão por toda a parte, em todos os seres humanizados, pois fazem parte das
provações do espírito. E, obviamente, eles também se encontram dentro das
casas espíritas, entre os espíritos encarnados e entre os desencarnados
também, pois aqueles que trabalham mais próximos de vocês também estão
lutando para se desvencilharem do ego. É o ego de vocês que os vêem como
espíritos perfeitos, superiores. Se assim fosse, eles não estariam mais na
terra. São espíritos que ainda necessitam de outras encarnações
retificadoras e trabalham para sua própria evolução espiritual, conscientes
que ainda precisam mudar bastante.
E para se vencer o ego espírita, o primeiro passo é desmistificar os livros
espíritas. Estes não trazem a Verdade, como alguns pensam, mas são
instrumentos de provação. Comecem a ler os livros com esse olhar. O espírito
que o escreveu está em prova, assim como os leitores. Quando André Luis (ego
usado por um espírito para transmitir alguns ensinamentos para a humanidade)
começou sua série de livros através da mediunidade de Chico Xavier, ele
também estava em prova. Se é verdade que ele se abalou com as críticas que
recebeu dos espíritas, é porque ainda se apegava aos valores do ego
e teve
seu individualismo ferido. E os espíritas que o criticaram e que ainda o
criticam também estão em prova. Enquanto perdem tempo discutindo se ele é
mistificador, pseudo-sábio, inferior etc., deixam de fazer a própria reforma
íntima.
E o mesmo acontece com os que se consideram universalistas, muito mais do
que verdades, Ramatís veio trazer novas provas para seus leitores. Quantos
não ficam discutindo suas encarnações passadas, as personalidades ou egos
que ele viveu na terra? Quantos não ficam o idolatrando, como muitos
espíritas fazem com Kardec, quando o ensinamento do Cristo é amar a Deus
acima de todas as coisas. Idolatrar egos não é sinal de evolução espiritual,
é afastar-se de Deus, é cultuar bezerros de ouro.
Mas seus ensinamentos também são instrumentos para as provas dos espíritas e
por isso ele é duramente criticado. Quando ele afirma que não devemos
estimular o divisionismo (e essa prática acontece nos centros, fere-se o
ego), quando ele afirma que as religiões são meios e não fins (fere o ego
dos espíritas que idolatram o espiritismo e se esquecem de Deus), ou quando
afirma que o espiritismo não é melhor ou pior do que as outras religiões
(fere o ego daqueles que atacam duramente estas religiões e, em seguida,
gostam de se colocar como vítimas, dizendo que sofrem com o preconceito dos
católicos e dos evangélicos).
Os ensinamentos do ego pai Joaquim de Aruanda, que vocês estão responsáveis
em divulgar, também é instrumento de prova, para vocês e para quem os ler.
Se vocês se sentirem orgulhosos por isso, não passarão na prova que
assumiram e vão, um dia, acordar no umbral e se perguntar. Por que estou
aqui? Eu me esforcei tanto para divulgar os ensinamentos do Joaquim? É sim!
Pena que se esqueceu de se esforçar para vencer o ego!
E por que também é prova para quem o ler? Porque estamos acostumados a
enxergar as faces do cristal ( a face budista, a face hinduísta, a face
islâmica, a face católica, a face espírita, a face evangélica etc.) e o
Joaquim, que é um ego e não um espírito, foi escolhido para ajudar o ser
humanizado a enxergar o cristal como um todo. A fase de contemplar cada uma
das faces do cristal está passando. Em breve, começará um novo ciclo
reencarnatório onde o mais importante será contemplar e viver o cristal como
um todo, diluindo a beleza de cada uma de suas faces para que se possa amar
o todo.
O espiritismo, no século XIX, veio nos mostrar as relações entre o mundo
espiritual e o material. Esse foi o seu objetivo e Kardec tinha total
compreensão disso quando afirmou que o espiritismo é uma das faces do
espiritualismo. Para Kardec, o espiritualismo era mais importante que o
espiritismo. Infelizmente, o ego de muitos espíritas não percebeu
isso e,
por isso, vão continuar vivendo nos mundos de provas e expiações até mudarem
interiormente.
O século XXI marcará o triunfo do espiritualismo, ou seja, todas as suas
faces vão se unir em um só corpo, abrindo novos horizontes para se viver com
Deus, em Deus e para Deus, sem exclusivismos ou barreiras
doutrinárias.
Mas, quem quiser viver esse processo, precisa vencer, desde já, seu ego ou
seus fantasmas, inclusive os que se dizem espíritas. Pois, se esses já
aceitam a existência do mundo espiritual e são amigos de vários espíritos,
ainda possuem muitos fantasmas assombrando suas mentes.
As mensagens canalizadas na ONG CSF (www.csf.org.br) não indicam o nome do
espírito comunicante ou do médium. Caso queria divulgar as mensagens em
qualquer veiculo, use apenas a expressão “mensagem canalizada na ONG Circulo
de São Francisco”.
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