COMENTÁRIOS AO TEXTO
Pinga-fogo com o Pai Joaquim de Aruanda
(mensagem veiculada por email em 27/10/2006, com acréscimos e modificações)
Caro Adilson,
Eu não sabia que o Pinga-Fogo tinha voltado às redes televisivas. Em que canal está passando agora? E quem faz parte da equipe de entrevistadores? É semanal, quinzenal, mensal ou anual?
Agora, sem ironia... Por acaso Pai Joaquim de Aruanda não teria luz própria? Precisa se utilizar da lembrança de um programa que imortalizou Chico Xavier, só para tentar se aproveitar do prestígio de seu nome para conseguir chamar a atenção? Esse golpe (desculpe a franqueza) é antigo, manjado e normalmente não dá certo, surtindo efeito contrário e atraindo antipatias. Mas se quiser, vá em frente e boa sorte. Acho que esse nome "Pinga-Fogo" não deve ser patenteado mesmo...
Para não ficar nenhum ponto sem exame, vou citar só um trecho da entrevista:
Pai Joaquim respondeu:
"...E falham porque não sabem que para ser feliz
basta ser feliz. Basta querer ser feliz. A felicidade é inerente ao
espírito e não precisa ser condicionada a nada material. Aquele que
acredita que só vai ser feliz quando casar, quando terminar a faculdade, quando
montar seu consultório, quando comprar um carro etc. nunca vai ser feliz,
pois nunca vive o presente, o único tempo que existe."
Me desculpe, mas isso é auto-ajuda barata e não resolve todas as
situações. Imagina que supostamente eu sou um ex-bandido que estuprei e
matei uma moça e hoje me arrependo. Ninguém sabe do meu crime. A
minha consciência lateja, principalmente quando encontro os familiares da
moça, que são amigos muito próximos. Tenho vontade de me confessar para
as autoridades e pagar pelo meu crime, mas tenho muito medo do que me
acontecerá na prisão quando souberem o que fiz, e não teria coragem de encarar
as pessoas que hoje em mim depositam sua confiança. Como faço para ser
feliz hoje, no presente, o único tempo que existe? Esqueço o que fiz e
digo para mim mesmo que fui guiado por Deus? Me entrego? Fujo? Qualquer decisão
que eu tome, inclusive a certa, me causará uma infelicidade temporária. Não há
como fugir deste dilema.
Vou dar minha opinião para tentar entender a questão da felicidade: ela não é para quem simplesmente quer, pois quem é que não quer ser feliz? Por que mesmo querendo, não a conseguimos plenamente? A felicidade é para quem trabalha por ela. E ela só virá plenamente no dia em que tivermos reparado todos os males de que tenhamos sido causa e tivermos obtido o perdão pleno das vítimas de todas as nossas injustiças, além de vencermos todas as provas que estiverem em nosso caminho. Eu sou sempre feliz até o momento que me lembro que tenho credores. Então sinto uma vergonha, um receio e uma dor na consciência (proporcional, é claro, a gravidade do caso) que atenuam qualquer sensação de felicidade que eu possa estar sentindo. E no caso do suposto assassino acima, a sua felicidade plena só virá no dia em que ele decidir reparar o seu mal e que Deus lhe conceder a felicidade de fazê-lo.
Conclusão do autor sobre a entrevista:
"Nada sabemos sobre o uso que esse material terá nas mãos dos estudantes; no que se transformará essa fonte de informação, mas, o importante, é que todos os participantes saíram em estado de graça, com tanta luz e energia emanada durante o pinga-fogo com Pai Joaquim de Aruanda."
Isso é uma opinião sua (ou de quem redigiu o texto), suponho. Será que se fôssemos mosquinhas e pudéssemos escutar as opiniões espontâneas de todas as dezenas de pessoas que participaram do "pinga-fogo", todas elas corroborariam essa informação? É mais prudente esperar os elogios espontâneos. “Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado”, já dizia Jesus há 2000 anos.
Um abraço.
Rafael Gasparini Moreira
13/08/2007
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