Reencarnação confirmando a misericórdia e a justiça divinas
Parece que essa questão incomoda muito certas pessoas, o que encontramos de livros e textos contrários à reencarnação, não é brincadeira. Porque será que isso acontece? Qual é o problema fundamental desse princípio? Quando uma coisa não tem nenhum valor ninguém se preocupa com ela. Não se gastaria tanta tinta e papel para tentar derrubá-la, se não fosse algo em que, os contrários, não vissem nela um grande perigo. Mas que tipo de perigo é esse? É o perigo de desestruturar toda teologia dogmática que vem sendo passada de geração a geração. Teologia essa usada para manter o status do poder para uns e o do dinheiro para muitos outros.
Analisemos o texto, disponível no site www.sntcuiaba.hpg.ig.com.br/artigos/doutrina.htm,
que nos chegou por alguém que talvez queira nos convencer que a reencarnação não existe.
A doutrina da reencarnação
desconhece a graça de Deus
O que a reencarnação
é
A
reencarnação é uma crença
pagã e muito
antiga
sem
o menor
fundamento
bíblico. Faz parte
de muitas religiões
tribais,
do budismo,
do hinduísmo,
do espiritismo
e da Nova
Era.
Ensina
a pluralidade
das existências,
"em
virtude
da qual
todas as criaturas
humanas, em
sucessivas encarnações,
vão
evoluindo gradativamente,
quer
no plano
intelectual,
quer
no plano
moral,
enquanto
que,
ao mesmo
passo,
vão
resgatando erros
e crimes
do passado".
O objetivo
da reencarnação, diz o próprio
Kardec, é a "expiação,
o melhoramento progressivo
da humanidade".
As novas
encarnações
podem se dar
aqui
na terra
ou
em
outros
corpos
celestes,
de nível
moral
superior
ao nosso.
O espírito
de um
homem
pode encarnar
no corpo
de uma mulher
e vice-versa.
A preocupação inicial do autor é relacionar a reencarnação com paganismo, buscando fazer com que os mais afoitos corram dela como se fosse algo demoníaco. A estratégia pode até prevalecer para os que não fazem questão de usar sua capacidade intelectiva, aceitando, sem o mínimo questionamento, o que a liderança religiosa lhe impõe como verdade. Se tivessem entendido a Jesus “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, teriam a coragem de pensar de moto próprio, inclusive, questionando absolutamente tudo, já que o questionamento é o que tem feito e é o que faz o homem evoluir. Se não usássemos dessa capacidade ainda estaríamos na idade das cavernas, usando pedaços de pedra lascada para pagar o dízimo.
A reencarnação é a única forma de se explicar o próprio progresso da humanidade, o porquê umas pessoas nascem sabendo mais que as outras, as diversidades de caráter dentro de uma mesma família, a “genialidade” de uma criança que, por exemplo, consegue pintar sem ter feito nenhum curso de pintura, e assim por diante.
Um exemplo interessante que podemos dar é que em nossa própria família, que se compõe de onze irmãos, se todos eles são espíritos recém-criados, como querem os anti-reencarnacionistas, nasceram
sem possuir nenhum tipo de conhecimento, ou seja, são “zero km” em conhecimento, como então se comportam tão diversamente uns dos outros se os nossos pais deram a todos a mesma educação? Expliquem-nos quem puder, mas não saia da lógica, por favor.
Mas se querem relacionar reencarnação com paganismo, nos dá o direito de relacionar algumas coisas do cristianismo dos dias atuais como de origem pagã, por exemplo:
Ressurreição da carne – dos egípcios
Juízo final – dos egípcios
A concepção de um ser encarnado por um ser espiritual – dos egípcios
O dia 25 de dezembro como o natal – originado da festa pagã do Solis Invictus em Roma
Um mediador entre Deus e os homens – dos egípcios
Trindade – dos egípcios e de vários outros povos da antiguidade.
Satã – dos persas
Se fossemos fazer um estudo mais profundo sobre isso, com certeza, iríamos encontrar muito mais coisas, as que listamos já devem ser o bastante para o que queremos provar.
Quanto a reencarnação não ter fundamento bíblico, podemos aceitar, e devemos respeitar, somente como o pensamento do autor, não passa, portanto de uma opinião. É óbvio que se alguém for procurar a palavra reencarnação na Bíblia realmente não a encontrará, até mesmo porque essa palavra apareceu pela primeira vez no finalzinho do século XIX, mas a idéia de voltar a viver num outro corpo, tem sim, mas só para os que não se cegaram pelos dogmas de suas religiões. Vejamos:
a) Mateus 16, 13-14: “Tendo chegado à região de Cesáreia de Felipe, Jesus perguntou
aos discípulos: ‘Quem dizem por aí as pessoas que é o Filho do homem?’ Responderam: ‘Umas dizem que é João Batista; outras, que é Elias; outras, enfim, que é Jeremias ou algum dos profetas’”.
Pela resposta podemos concluir, sem medo de errar, que acreditavam que alguém poderia voltar em outro corpo, caso contrário, não haveria sentido algum em dizer que Jesus poderia ser alguém que já tenha vivido antes e em outro corpo. A única ressalva é quanto a João Batista que foi contemporâneo de Jesus, portanto Jesus não poderia ser a sua reencarnação.
b) Mateus 17,10-13: “Os discípulos lhe perguntaram: ‘Por que dizem os escribas, que Elias deve vir antes?’ Respondeu-lhes: ‘Elias há de vir para restabelecer todas as coisas. Mas eu vos digo que Elias já veio e não o reconheceram, mas fizeram com ele o que quiseram. Do mesmo modo, também o filho do homem está para sofrer da parte deles. Então, os discípulos compreenderam que Jesus lhes tinha falado a respeito de João Batista’”.
Ao dizer que Elias já tinha vindo e que não o reconheceram, Jesus estava justamente confirmando essa verdade, fato que levou os discípulos entenderem que Jesus falava de João Batista, precisa ser mais claro do que isso, quanto à questão de João Batista ser Elias reencarnado?
c) Mateus 11, 14-15: “E, se quiserdes compreendê-los,
João é o Elias que estava para vir. Quem tem ouvidos, que escute bem”.
Aqui de uma maneira mais taxativa Jesus afirma que João Batista era mesmo o Elias que estava para vir, ou seja, identificou João Batista como sendo Elias em nova reencarnação, mas como sabia que não O iriam entender acrescenta: “Quem tem ouvidos, que escute bem”.
Desta forma provamos (só cego não enxergará) que a reencarnação fazia parte da cultura dos judeus e Jesus não a combateu, antes ao contrário, acaba por reafirmar isso ao dizer que João Batista era o Elias que estava para vir.
Merece reparo a frase do autor: “O espírito de um homem pode encarnar no corpo de uma mulher e vice-versa” que prova sua falta de compreensão do que foi dito, pois em verdade a frase deveria ser: O espírito que na última encarnação foi encarnado num corpo masculino, noutra encarnação poderá encarnar num corpo feminino e vice-versa, já que o espírito, propriamente dito, não tem sexo, uma vez que “serão como os anjos do céu” (Mt 22,30), conforme nos esclarece Jesus.
Em que se baseia
A
doutrina
da reencarnação procura
assentar
suas
bases
na revelação
dos espíritos.
Detalhes
fantásticos
são
aceitos e atribuídos a eles.
Quando
Jesus disse: "Tenho ainda
muito
que
vos
dizer,
mas
vós
não
o podeis suportar
agora"
(Jo 16.12), Ele
estaria se referindo a outras revelações,
inclusive
à lei
da reencarnação, que
viriam a seu
tempo
por
intermédio
dos espíritos
superiores
com
o concurso
de diversos
médiuns,
o que
chega
a ser
séria
irreverência
para
quem
conhece e preza a Palavra
de Deus.
Além
disso, a reencarnação seria a explicação
para
o sofrimento humano
e para
uma série
de fenômenos,
tais
como
a existência
de crianças-prodígio, as reminiscências,
as faculdades
supranormais de animais
etc. A doutrina
firma-se ainda
na tentativa
de afastar
para
longe
e para
sempre
a idéia
do juízo
final,
pois,
por
meio
dela, quer
queiram quer
não,
com
menor
ou
maior
demora,
todos
os homens
chegarão ao estado
de perfeição
e pureza
que
Deus
exige, por
esforço
e moto
próprios.
Falando sobre a doutrina da reencarnação, Kardec disse:
“Quando nos foi revelado, ficamos surpresos, e o acolhemos com hesitação, com desconfiança: nós o combatemos durante algum tempo, até que a evidência nos foi demonstrada. Assim, esse dogma, nós o ACEITAMOS e não INVENTAMOS, o que é muito diferente” .
(grifo do original, negrito nosso). Assim, colocamos as coisas como realmente aconteceram para que fiquem bem claras.
Irreverência é as tais “revelações” recebidas pelos crentes que dizem ser do Espírito Santo. Mas gostaria de saber se Deus só se revela a algum bando de eleitos ou sua mensagem é dirigida a toda a humanidade? Temos convicção que sempre está se revelando e isso vem acontecendo em todos os tempos, povos e crenças.
Se a Palavra de Deus o autor está se referindo à Bíblia, perguntamos e antes da Bíblia ser escrita (1.500 a.C.) Deus não falou a ninguém? E, depois da última palavra colocada na Bíblia (100 d.C.), Deus permanece calado? Como diz o teólogo Huberto Rohden: “Ora, poderíamos admitir que, no longuíssimo período anterior ao tempo de Abraão, Isaac e Jacó,
Deus nada tenha tido a dizer à humanidade? E que, pelo ano 100 da era cristã, tenha ‘fechado o expediente’, à guisa de um funcionário público ou outro burocrata do século XX?... Quem admite semelhante Deus é ateu, porque um Deus tão imperfeito e limitado não