Reencarnação e Redenção
REENCARNAÇÃO
E REDENÇÃO
Alguns líderes religiosos
ensinam que a reencarnação
anula a redenção
de Jesus. Mas o que nos salva de fato é a vivência
do seu Evangelho, ou Ele
teria perdido o seu tempo em trazê-lo para nós?
E a morte de Jesus na cruz
foi uma conseqüência pecaminosa disso, e não
uma exigência de
Deus para a nossa salvação, pois um pecado não
anula
outro pecado, Deus não
pode pecar, e não se acalma, não se deleita e não
suspira fundo com o sangue
de animais derramado, e muito menos com o sangue humano! Lutero afirmou que a salvação
não depende de nós, o
contrário de Pelágio e Sto Agostinho. Por vir de Deus, a
graça da redenção é
infinita. "Onde abundou o pecado,
superabundou a graça." Mas justamente por ser infinita, essa
graça permite que
nós, por nosso próprio livre arbítrio, busquemos
a nossa auto-redenção.
Daí a célebre frase que Sto Agostinho
disse ter ouvido de Deus:
"Agostinho, eu te criei sem ti, mas não posso te salvar sem
ti". E disse o Nazareno:
"Ninguém deixará de pagar até o último
centavo". Quem paga, pois,
os nossos pecados somos nós mesmos, do primeiro ao último
centavo!
Já a eternidade, de acordo
com a sua etimologia grega: "aionios",
não significa um tempo sem fim, mas longo e indefinido.
E há várias
eternidades segundo a Bíblia, o que nos mostra que cada
uma delas é de fato
limitada. Além disso, como vimos, se devemos pagar até
o último centavo,
quitada a nossa dívida, seria injustiça continuarmos
pagando o que não
mais devemos! E isso confere com Isaias (57,16): "Pois não
contenderei para sempre,
nem me indignarei continuamente; porque, do contrário,
o espírito
definharia diante de mim, e o fôlego da vida que eu
criei". É indefinida
uma eternidade, porque vai depender do livre-arbítrio do espírito a sua
regeneração. É como no princípio
da Parábola do Filho Pródigo,
que deu cabeçadas até que "entrou em si", ou
seja, até que despertou
para o Reino dos Céus por si mesmo. E "Jesus pregou aos
espíritos em
prisão" (1 Pe 3,19), o que nos demonstra que a
redenção
continua acontecendo
também depois da morte do corpo. A redenção
é, pois, incondicional,
mesmo que demore milênios, já que o Pai não
nos limitará as chances
para ela acontecer. A crença na reencarnação
está, portanto, de pleno
acordo com a redenção. E por oportuno, lembremos-nos
aqui de que a reencarnação
é a mais antiga e a mais universal doutrina
do mundo, com 4.200.000.000
de adeptos, no ano de 2000 (Universidade de Oxford), além
de ela contar, hoje, com o
apoio de vários segmentos científicos.
Que me perdoem, pois, certas
religiões, mas o que, na verdade, anula ou condiciona a
redenção, não é a crença
na reencarnação, mas a necessidade de rituais pagos, que fazem
da nossa salvação
um comércio!
Autor de "A Face Oculta das
Religiões" (Ed. Martin Claret). E-mail: escritorchaves@ig.com.br
[Ir para a página inicial - se estiver DENTRO DO SITE]
[Ir para a página inicial - se estiver FORA DO SITE]