"VOCÊ É MÉDIUM E PRECISA DESENVOLVER!"

Hamilton Lobo de Almeida

 

Citaremos abaixo a resposta do escritor Hamilton Lobo de Almeida a um artigo de autoria do católico Luiz Roberto Turatti, em fórum de discussão no qual participam. Convém ressaltar que, por absoluta falta de provas deste último, não apresentadas em prazo estipulado, a moderação daquele fórum não permitiu a inclusão da matéria na íntegra, de trecho que incluía, logo no primeiro parágrafo, acusações a Chico Xavier, nos seguintes termos:

É uma pena que muitos poucos saibam ou acreditam que Chico Xavier já havia reconhecido, muito antes de morrer, que nada do que acontecia com ele e nem com nenhum pretendido intermediário do aquém com o além, e vice-versa, na penumbra dos centros-espíritas, deveria ser levado a sério.

Julgamos desnecessário comentarmos as clamorosas inverdades supracitadas. Não obstante, achamos importante citá-las para que o leitor conheça com que espécie de crítico estamos a lidar. Por isso prosseguiremos, de agora em diante, com a exposição de argumentos pró e contra, deixando desde já, o julgamento final a critério dos leitores.

Texto Objeto de Análise:

 

"VOCÊ É MÉDIUM E PRECISA DESENVOLVER!"


Nada do que acontece na penumbra dos centros-espíritas deve ser levado a sério.

Nada de "espírito"!
Nada de "Emmanuel"!
Nada de "pintura mediúnica"!
Nada de "mensagem espiritual"!
Nada de "cirurgia espiritual"!
Nada de "psicografia"!
Nada de "transcomunicação instrumental"!
Nada de "viagem astral"!
Nada de "vidas passadas"!
Nada de "reencarnação"!
Etc., etc., etc., etc.


Observe que para se compreender isso não é nem preciso ser muito inteligente, estudado... É só não cair naquela famosíssima máxima espírita, fantasiosa, cavernosa, maldosamente ameaçadora, negativamente sugestiva:

 

"VOCÊ É MÉDIUM E PRECISA DESENVOLVER!"


Para isso, como regra geral, recomendo algumas dicas básicas, bem simples:

  1. Procure estar SEMPRE muito bem informado, tanto da REALIDADE que nos cerca como também da FANTASIA, pois, somente assim se poderá chegar à VERDADE. Com isso, você estará desenvolvendo seu senso crítico e NUNCA perderá seus princípios, nem NUNCA permitirá que sua personalidade seja invadida ou manipulada;
  2. Caso você esteja muito curioso para conhecer uma sessão-espírita, por exemplo, vá, mas tome o importante cuidado de somente ir se você estiver muito bem emocionalmente, pois, caso contrário, mesmo sendo bem informado da realidade e da fantasia, saiba que é pela carência afetiva, pela emoção, principalmente, que lhes enfiam crendices e superstições goela abaixo, SEMPRE!
  3. Observe que por mais culto, estudado ou bem informado que você seja, poderá haver naturais momentos de baixa-estima ao longo de sua vida, como, por exemplo, a horrorosa perda de um ente querido. CUIDADO! Geralmente, nesses momentos, aparecem aquelas "ajudas", muitas vezes de parentes, vizinhos e até de "caridosos amigos", para anunciá-lo um suposto comunicado do "além"... Tome muito CUIDADO! NUNCA vá a um centro-espírita nestas circunstâncias, pois, é aí que mora o PERIGO! Questione-se muito numa situação dessas e não seja imediatista! Fale com pessoas de fato amigas, preparadas, imparciais. Avalie, por exemplo:
    1. Por que esse morto, ou esse espírito, não vem até você, diretamente, mas você é quem tem de ir até ele num centro-espírita, por meio de um "médium"?
    2. Por que esse ente querido, que muitas vezes conviveu uma vida toda com você – 20, 30, 50 anos –, agora precisa de um intermediário (estranho) para chegar até você?
    3. Por que ele tendo sido um estrangeiro, por exemplo, agora está "psicografando" ou "falando" só em português (no caso de estar no Brasil)? Nunca "psicografam" nem "falam" em suas próprias línguas, às vezes só com sotaque!? Como é isso?
    4. Por que Deus, sendo Bondade e Perfeição – INFINITAS! – discriminaria seus próprios filhos e privilegiaria mais a um do que a outro? Impossível! Esse raciocínio é incompatível com o Deus CRIADOR!
Etc., etc., etc., etc.

  1. Se lhe acontecer uma fatalidade, procure aceitar a REALIDADE, acima de tudo, apesar de no começo ser muito difícil. Procure estar sempre atualizado: lendo, pesquisando e estudando, de tudo e de todos os pontos de vista. Na vida o que mais nos faz sofrer é a ignorância. Num único cochilo o "cachimbo pode cair".
  2. Finalmente, estude Parapsicologia (o conjunto dos ramos da Ciência que estuda o incomum, o misterioso), preferentemente nas publicações e no site do Especialista PROFESSOR DOUTOR PADRE OSCAR GONZÁLIZ-QUEVEDO, S.J. – CLAP. Você tendo consciência da REALIDADE, da VERDADE, você nunca cairá nessas maracutaias, nesses cambalachos... Tome muito CUIDADO com os exploradores, com os manipuladores de consciências!



AMIGO (a) tenha uma certeza absolutíssima:

 

VOCÊ NÃO É "MÉDIUM" E NUNCA PRECISARÁ "DESENVOLVER", COISÍSSIMA NENHUMA! DÊ UMA FORTE GARGALHADA QUANDO TENTAREM LHE ENFIAR, SUGESTIVAMENTE, MAIS ESSA FARSA!


Luiz Roberto Turatti.

(FONTE:http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=9205&cat=Contos&vinda=S)

Análise do Texto:

Meu caro amigo


"SE VOCÊ É MÉDIUM E PRECISA DESENVOLVER!", não deixe de observar os esclarecimentos abaixo que são de imensa utilidade para todos que se sentem convencidos de que a mediunidade, com Jesus, à luz da Codificação da Doutrina Espírita, de conformidade com Allan Kardec, é valiosa oportunidade de prestar um serviço edificante para sua própria evolução, na prática da caridade cristã de ajudar nossos irmãos desencarnados.


Ocupar-nos-emos aqui, especialmente, com os médiuns escreventes, por ser o gênero de mediunidade mais espalhado e, além disso, porque é, ao mesmo tempo, o mais simples, o mais cômodo, o que dá resultados mais satisfatórios e completos. E também o que toda gente ambiciona possuir. Infelizmente, até hoje, por nenhum diagnóstico se pode inferir, ainda que aproximadamente, que alguém possua essa faculdade.

Os sinais físicos, em os quais algumas pessoas julgam ver indícios, nada têm de infalíveis. Ela se manifesta nas crianças e nos velhos, em homens e mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de desenvolvimento intelectual e moral. Só existe um meio de se lhe comprovar a existência. É experimentar.


Como disposição material, recomendamos se evite tudo o que possa embaraçar o movimento da mão. E mesmo preferível que esta não descanse no papel. A ponta do lápis deve encostar neste o bastante para traçar alguma coisa, mas não tanto que ofereça resistência. Todas essas precauções se tomam inúteis, desde que se tenha chegado a escrever correntemente, porque então nenhum obstáculo detém mais a mão. São meras preliminares para o aprendiz.


É indiferente que se use da pena ou do lápis. Alguns médiuns preferem a pena que, todavia, só pode servir para os que estejam formados e escrevem pausadamente. Outros, porém, escrevem com tal velocidade, que o uso da pena seria quase impossível, ou, pelo menos, muito incômodo. O mesmo sucede, quando a escrita e feita às arrancadas e irregularmente, ou quando se manifestam Espíritos violentos, que batem com a ponta do lápis e a quebram, rasgando o papel.

O desejo natural de todo aspirante a médium é o de poder confabular com os Espíritos das pessoas que lhe são caras; deve, porém, moderara sua impaciência,
porquanto a comunicação com determinado Espírito apresenta muitas vezes dificuldades materiais que a tornam impossível ao principiante. Para que um Espírito possa comunicar-se, preciso é que haja entre ele e o médium relações fluídicas, que nem sempre se estabelecem instantaneamente.


Só à medida que a faculdade se desenvolve, é que o médium adquire pouco a pouco a aptidão necessária para pôr-se em comunicação com o Espírito que se apresente. Pode dar-se, pois, que aquele com quem o médium deseje comunicar-se, não esteja em condições propícias a fazê-lo, embora se ache presente, como também pode acontecer que não tenha possibilidade, nem permissão para acudir ao chamado que lhe é dirigido.


Convém, por isso, que no começo ninguém se obstine em chamar determinado Espírito, com exclusão de qualquer outro, pois amiúde sucede não ser com esse que as relações fluídicas se estabelecem mais facilmente, por maior que seja a simpatia que lhe vote o encarnado. Antes, pois, de pensar em obter comunicações de tal ou tal Espírito, importa que o aspirante leve a efeito o desenvolvimento da sua faculdade, para o que deve fazer um apelo geral e dirigir-se principalmente ao seu anjo guardião.


Não há, para esse fim, nenhuma fórmula sacramental. Quem quer que pretenda indicar alguma pode ser tachado, sem receio, de impostor, visto que para os Espíritos a forma nada vale. Contudo, a evocação deve sempre ser feita em nome de Deus. Poder-se-á fazê-la nos termos seguintes, ou outros equivalentes:

Rogo a Deus Todo-Poderoso que permita venha um bom Espírito comunicar-se comigo e fazer-me escrever; peço também ao meu anjo de guarda se digne de me assistir e de afastar os maus Espíritos. Formulada a súplica, é esperar que um Espírito se manifeste, fazendo escrever alguma coisa. Pode acontecer venha aquele que o impetrante deseja, como pode ocorrer também venha um Espírito desconhecido ou o anjo de guarda.


Qualquer que ele seja, em todo caso, dar-se-á conhecer, escrevendo o seu nome. Mas, então apresenta-se a questão da identidade, uma das que mais experiência requerem, por isso que poucos principiantes haverá que não estejam expostos a ser enganados. Quando queira chamar determinados Espíritos, é essencial que o médium comece por se dirigir somente aos que ele sabe serem bons e simpáticos e que podem ter motivo para acudir ao apelo, como parentes, ou amigos.

Neste caso, a evocação pode ser formulada assim: Em nome de Deus Todo- Poderoso peço que tal Espírito se comunique comigo, ou então: Peço a Deus Todo- Poderoso permita que tal Espírito se comunique comigo; ou qualquer outra fórmula que corresponda ao mesmo pensamento. Não é menos necessário que as primeiras perguntas sejam concebidas de tal sorte que as respostas possam ser dadas por um sim ou um não, como por exemplo: Estás aí? Queres responder-me? Podes fazer-me escrever? etc.


Mais tarde essa precaução se torna inútil. No princípio, trata-se de
estabelecer assim uma relação. O essencial é que a pergunta não seja fútil, não diga respeito a coisas de interesse particular e, sobretudo, seja a expressão de um sentimento de benevolência e simpatia para com o Espírito a quem é dirigida.


Coisa ainda mais importante a ser observada, do que o modo da evocação,
são a calma e o recolhimento, juntas ao desejo ardente e à firme vontade de conseguir-se o intuito. Por vontade, não entendemos aqui uma vontade efêmera, que age com intermitências e que outras preocupações interrompem a cada momento; mas, uma vontade séria, perseverante, contínua, sem impaciência, sem febricitação.


A solidão, o silêncio e o afastamento de tudo o que possa ser causa de distração favorecem o recolhimento. Então, uma só coisa resta a fazer: renovar todos os dias a tentativa, por dez minutos, ou um quarto de hora, no máximo, de cada vez, durante quinze dias, um mês, dois meses e mais, se for preciso. Conhecemos médiuns que só se formaram depois de seis meses de exercício, ao passo que outros escrevem correntemente logo da primeira vez.


Para se evitarem tentativas inúteis, pode consultar-se, por outro médium, um Espírito sério e adiantado. De porém, notar-se que, quando alguém inquire dos
Espíritos se é médium ou não, eles quase sempre respondem afirmativamente, o que não impede que os ensaios resultem infrutíferos. Isso se explica naturalmente.


Desde que se faça ao Espírito uma pergunta de ordem geral, ele responde de modo geral. Ora, como se sabe, nada é mais elástico do que a faculdade mediúnica, pois que pode apresentar-se sob as mais variadas formas e em graus muito diferentes. Pode, portanto, uma pessoa ser médium, sem dar por isso, e num sentido diverso daquele que imagina.


A esta pergunta vaga: Sou médium? O Espírito pode responder - Sim. A esta outra mais precisa: Sou médium escrevente? Pode responder - Não. Deve também levar-se em conta a natureza do Espírito a quem é feita a pergunta. Há-os tão levianos e ignorantes, que respondem a torto e a direito, como verdadeiros estúrdios. Por isso aconselhamos se dirija o interrogante a Espíritos esclarecidos, que, geralmente, respondem de boa-vontade a essas perguntas e indicam o melhor caminho a seguir-se, desde que haja possibilidade de bom êxito.


Um meio que muito freqüentemente dá bom resultado consiste em empregar-se, como auxiliar de ocasião, um bom médium escrevente, maleável, já formado. Pondo ele a mão, ou os dedos, sobre a mão do que deseja escrever, raro é que
este último não o faça imediatamente. Compreende-se o que em tal circunstância se passa: a mão que segura ó lápis se torna, de certo modo, um apêndice da mão do médium, como o seria uma cesta, ou uma prancheta.


Isto, porém, não impede que esse exercício seja muito útil, quando é possível empregá-lo, visto que, repetido amiúde e regularmente, ajuda a vencer o obstáculo material e provoca o desenvolvimento da faculdade. Algumas vezes, basta mesmo que o médium magnetize, com essa intenção, a mão e o braço daquele que quer escrever. Não raro até limitando-se o magnetizador a colocar a mão no ombro daquele, temo-lo visto escrever prontamente sob essa influência.


Idêntico efeito pode também produzir-se sem nenhum contacto, apenas por ato da vontade do auxiliar. Concebe-se facilmente que a confiança do magnetizador no seu poder, para produzir tal resultado, há de aí desempenhar papel importante e que um magnetizador incrédulo fraca ação ou nenhuma, exercerá.


O concurso de um guia experimentado é, além disso, muito útil, às vezes, para apontar ao principiante uma porção de pequenas precauções que ele freqüentemente despreza, em detrimento da rapidez de seus progressos. Sobretudo o é para esclarecê-lo sobre a natureza das primeiras questões e sobre a maneira de propô-las. Seu papel é o de um professor, que o aprendiz dispensará logo que esteja bem habilitado.


Outro meio, que também pode contribuir fortemente para desenvolver a faculdade, consiste em reunir-se certo número de pessoas, todas animadas do mesmo desejo e comungando na mesma intenção. Feito isso, todas simultaneamente, guardando absoluto silêncio e num recolhimento religioso, tentem escrever, apelando cada um para o seu anjo de guarda, ou para qualquer Espírito simpático.


Ou, então, uma delas poderá dirigir, sem designação especial e por todos os presentes, um apelo aos bons Espíritos em geral, dizendo por exemplo: Em nome de Deus Todo-Poderoso, pedimos aos bons Espíritos que se dignem de comunicar-se por intermédio das pessoas aqui presentes. E raro que entre estas não haja algumas que dêem prontos sinais de mediunidade, ou que até escrevam correntemente em pouco tempo.


Compreende-se o que em tal caso ocorre. Os que se reúnem com um intento comum formam um todo coletivo, cuja força e sensibilidade se encontram acrescidas por uma espécie de influência magnética, que auxilia o desenvolvimento da faculdade.


Entre os Espíritos atraídos por esse concurso de vontades estarão, provavelmente, alguns que descobrirão nos assistentes o instrumento que lhes convenha. Se não for este, será outro e eles se aproveitarão desse. Este meio deve sobretudo ser empregado nos grupos espíritas a que faltam médiuns, ou que não os possuam em número suficiente.


Têm-se procurado processos para a formação dos médiuns, como se têm procurado diagnósticos; mas, até hoje nenhum conhecemos mais eficaz do que os que indicamos. Na persuasão de ser uma resistência de ordem toda material o obstáculo que encontra o desenvolvimento da faculdade, algumas pessoas pretendem vencê-la por meio de uma espécie de ginástica quase deslocadora do braço e da cabeça.


No médium aprendiz, a fé não é a condição rigorosa; sem dúvida lhe secunda os esforços, mas não é indispensável; a pureza de intenção, o desejo e a boa vontade bastam. Têm-se visto pessoas inteiramente incrédulas ficarem espantadas de escrever a seu mau grado, enquanto que crentes sinceros não o conseguem, o que prova que esta faculdade se prende a uma disposição orgânica.

O primeiro indício de disposição para escrever é uma espécie de frêmito no braço e na mão. Pouco a pouco, a mão é arrastada por uma impulsão que ela não logra
dominar. Muitas vezes, não traça senão riscos insignificantes; depois, os caracteres se desenham cada vez mais nitidamente e a escrita acaba por adquirir a rapidez da escrita ordinária. Em todos os casos, deve-se entregar a mão ao seu movimento natural e não oferecer resistência, nem propeli-la.


Alguns médiuns escrevem desde o princípio correntemente com facilidade, às
vezes mesmo desde a primeira sessão, o que é muito raro. Outros, durante muito tempo, traçam riscos e fazem verdadeiros exercícios caligráficos. Dizem os Espíritos que é para lhes soltar a mão.


Em se prolongando demasiado esses exercícios, ou degenerando na grafia de sinais ridículos, não há duvidar de que se trata de um Espírito que se diverte, porquanto os bons Espíritos nunca fazem nada que seja inútil. Nesse caso, cumpre redobrar de fervor no apelo à assistência destes. Se, apesar de tudo, nenhuma alteração houver, deve o médium parar, uma vez reconheça que nada de sério obtém.


A tentativa pode ser feita todos os dias, mas convém cesse aos primeiros sinais equívocos, a fim de não ser dada satisfação aos Espíritos zombeteiros. A estas observações, acrescenta um Espírito:


"Há médiuns cuja faculdade não pode produzir senão esses sinais. Quando, ao cabo de alguns meses, nada mais obtém do que coisas insignificantes, ora um sim, ora um não ou letras sem conexão, é inútil continuarem, será gastar papel em pura perda. São médiuns, mas médiuns improdutivos.


Demais, as primeiras comunicações obtidas devem considerar-se meros exercícios, tarefa que é confiada a Espíritos secundários. Não se lhes deve dar muita importância, visto que procedem de Espíritos empregados, por assim dizer, como mestres de escrita, para desembaraçarem o médium principiante. Não creiais sejam alguma vez Espíritos elevados os que se aplicam a fazer com o médium esses exercícios preparatórios; acontece, porém, que, se o médium não colima um fim sério, esses Espíritos continuam e acabam por se lhe ligarem.


Quase todos os médiuns passaram por este cadinho, para se desenvolverem; cabe-lhes fazer o que seja preciso a captarem a simpatia dos Espíritos verdadeiramente superiores."


O escolho com que topa a maioria dos médiuns principiantes é o de terem de haver-se com Espíritos inferiores e devem dar-se por felizes quando são apenas Espíritos levianos. Toda atenção precisam pôr em que tais Espíritos não assumam
predomínio, porquanto, em acontecendo isso, nem sempre lhes será fácil desembaraçar-se deles. É ponto este de tal modo capital, sobretudo em começo, que, não sendo tomadas as precauções necessárias, podem perder-se os frutos das mais belas faculdades.


A primeira condição é colocar-se o médium, com fé sincera, sob a proteção de Deus e solicitar a assistência do seu anjo de guarda, que é sempre bom, ao passo que os espíritos familiares, por simpatizarem com as suas boas ou más qualidades, podem ser levianos ou mesmo maus. A segunda condição é aplicar-se, com meticuloso cuidado, a reconhecer, por todos os indícios que a experiência faculta, de que natureza são os primeiros Espíritos que se comunicam e dos quais manda a prudência sempre se desconfie.


Se forem suspeitos esses indícios, dirigir fervoroso apelo ao seu anjo de guarda e repelir, com todas as forças, o mau Espírito, provando-lhe que não conseguirá enganar, a fim de que ele desanime. Por isso é que indispensável se faz o estudo prévio da teoria, para todo aquele que queira evitar os inconvenientes peculiares à experiência.

Limitar-nos-emos aqui a dizer que, além da linguagem, podem considerar-se provas infalíveis da inferioridade dos Espíritos. todos os sinais, figuras, emblemas inúteis, ou pueris; toda escrita extravagante, irregular, intencionalmente torturada, de exageradas dimensões, apresentando formas ridículas e desusadas.


A escrita pode ser muito má, mesmo pouco legível, sem que isso tenha o que quer que seja de insólito, porquanto é mais questão do médium que do Espírito. Temos visto médiuns de tal maneira enganados, que medem a superioridade dos Espíritos pelas dimensões das letras e que ligam grande importância às letras bem talhadas, como se foram letras de imprensa, puerilidade evidentemente incompatível com uma superioridade real.


Se é importante não cair o médium, sem o querer, na dependência dos maus Espíritos, ainda mais importante é que não caia por espontânea vontade. Preciso,
pois, se torna que imoderado desejo de escrever não o leve a considerar
indiferente dirigir-se ao primeiro que apareça, salvo para mais tarde se livrar dele, caso não convenha, por isso que ninguém pedirá impunemente, seja para o que for, a assistência de um mau Espírito, o qual pode fazer que o imprudente lhe pague caro os serviços.


Algumas pessoas, na impaciência de verem desenvolver-se em si as faculdades mediúnicas, desenvolvimento que consideram muito demorado, se lembram de buscar o auxílio de um Espírito qualquer, ainda que mau, contando despedi-lo logo. Muitas hão tido plenamente satisfeitos seus desejos e escrito imediatamente.


Porém, o Espírito, pouco se incomodando com o ter sido chamado na pior das hipóteses, menos dócil se mostrou em ir-se do que em vir. Diversas conhecemos, que foram punidas da presunção de se julgarem bastante fortes para afastá-los quando o quisessem, por anos de obsessões de toda espécie, pelas mais ridículas mistificações, por uma fascinação tenaz e, até, por desgraças materiais e pelas mais cruéis decepções. O Espírito se mostrou, a princípio, abertamente mau, depois hipócrita, a fim de fazer crer na sua conversão, ou no pretendido poder do seu subjugado, para repeli-lo à vontade.


A escrita é algumas vezes legível, as palavras e as letras bem destacadas; mas, com certos médiuns, é difícil que outrem, a não ser ele a decifre, antes de haver
adquirido o hábito de fazê-lo. E formada, freqüentemente, de grandes traços; os
Espíritos não costumam economizar papel.


Quando uma palavra ou uma frase é quase de todo ilegível, pede-se ao Espírito que consinta em recomeçar, ao que ele em geral aquiesce de boa-vontade. Quando a escrita é habitualmente ilegível, mesmo para o médium, este chega quase sempre a obtê-la mais nítida, por meio de exercícios freqüentes e demorados, pondo nisso uma vontade forte e rogando com fervor ao Espírito que seja mais correto.


Alguns Espíritos adotam sinais convencionais, que passam a ser de uso nas reuniões do costume. Para assinalarem que uma pergunta lhes desagrada e que não querem responder a ela, fazem, por exemplo, um risco longo ou coisa equivalente.

Quando o Espírito conclui o que tinha a dizer, ou não quer continuar a responder, a mão fica imóvel e o médium, quaisquer que sejam seu poder e sua vontade, não obtém nem mais uma palavra. Ao contrário, enquanto o Espírito não conclui, o lápis se move sem que seja possível à mão detê-lo.

Se o Espírito quer espontaneamente dizer alguma coisa, a mão toma convulsivamente o lápis e se põe a escrever, sem poder obstar a isso O médium, aliás, sente quase sempre em si alguma coisa que lhe indica ser momentânea a parada, ou ter o Espírito concluído.


É raro que não sinta o afastamento deste último. Estas as explicações essenciais que temos para ministrar, no tocante ao desenvolvimento da psicografia. A experiência revelará, na prática, alguns pormenores de que seria inútil tratar aqui e a cujo respeito os princípios gerais servirão de guia. Se muitos forem os que experimentarem, haverá mais médiuns do que em geral se pensa.


Tudo o que acabamos de dizer se aplica à escrita mecânica. E a que todos os médiuns procuram, com razão, conseguir. Porém, raríssimo é o mecanismo puro; a ele se acha freqüentemente associada, mais ou menos, a intuição. Tendo consciência do que escreve, o médium é naturalmente levado a duvidar da sua faculdade; não sabe se o que lhe sai do lápis vem do seu próprio, ou de outro Espírito.

Não tem absolutamente que se preocupar com isso e, nada obstante, deve prosseguir. Se se observar a si mesmo com atenção, facilmente descobrirá no que escreve uma porção de coisas que lhe não passavam pela mente e que até são contrárias às suas idéias, prova evidente de que tais coisas não provêm do seu Espírito. Continue, portanto, e, com a experiência, a dúvida se dissipará.


Se ao médium não foi concedido ser exclusivamente mecânico, todas as tentativas para chegar a esse resultado serão infrutíferas; erro seu, no entanto, fora o julgar-se, em conseqüência, não aquinhoado.


Se apenas é dotado de mediunidade intuitiva, cumpre que com isso se contente e ela não deixará de lhe prestar grandes serviços, se a souber aproveitar e não a repelir. Desde que, após inúteis experimentações, efetuadas seguidamente durante algum tempo, nenhum indício de movimento involuntário se produz, ou os que se produzem são por demais fracos para dar resultados, não deve ele hesitar em escrever o primeiro pensamento que lhe for sugerido, sem se preocupar com o saber se esse pensamento promana do seu Espírito ou de uma fonte diversa: a experiência lhe ensinará a distinguir.


Aliás, é freqüente acontecer que o movimento mecânico se desenvolva ulteriormente. Dissemos acima haver casos em que é indiferente saber o médium se o pensamento vem de si próprio, ou de outro Espírito. Isso ocorre quando, sendo ele puramente intuitivo ou inspirado, executa por si mesmo um trabalho de imaginação.

Pouco importa atribua a si próprio um pensamento que lhe foi sugerido; se lhe acodem boas idéias, agradeça ao seu bom gênio, que não deixará de lhe sugerir outros. Tal é a inspiração dos poetas, dos filósofos e dos sábios.


Suponhamos agora que a faculdade mediúnica esteja completamente desenvolvida; que o médium escreva com facilidade; que seja, em suma, o que se chama um médium feito. Grande erro de sua parte fora crer-se dispensado de qualquer instrução mais, porquanto apenas terá vencido uma resistência material.


Do ponto a que chegou é que começam as verdadeiras dificuldades, é que ele mais do que nunca precisa dos conselhos da prudência e da experiência, se não quiser cair nas mil armadilhas que lhe vão ser preparadas. Se pretender muito cedo voar com suas próprias asas, não tardará em ser vítima de Espíritos mentirosos, que não se descuidarão de lhe explorar a presunção.


Uma vez desenvolvida a faculdade, é essencial que o médium não abuse dela. O contentamento que daí advém a alguns principiantes lhes provoca um entusiasmo, que muito importa moderar. Devem lembrar-se de que ela lhes foi dada para o bem e não para satisfação de vã curiosidade.


Convém, portanto, que só se utilizem dela nas ocasiões oportunas e não a todo momento. Não lhes estando os Espíritos ao dispor a toda hora, correm o risco de ser enganados por mistificadores. Bom é que, para evitarem esse mal, adotem o sistema de só trabalhar em dias e horas determinados, porque assim se entregarão ao trabalho em condições de maior recolhimento e os Espíritos que os queiram auxiliar, estando prevenidos, se disporão melhor a prestar esse auxílio.


Se, apesar de todas as tentativas, a mediunidade não se revelar de modo algum, deverá o aspirante renunciar a ser médium, como renuncia ao canto quem reconhece não ter voz. Do mesmo modo que aquele que ignora uma língua se vale de um tradutor, o recurso para o dito aspirante será servir-se de outro médium.

Mas, se não puder, à falta de médiuns, recorrer a nenhum, nem por isso deverá considerar-se privado da assistência dos Espíritos. Para estes, a mediunidade constitui um meio de se exprimirem, porém, não um meio exclusivo de serem atraídos.

Os que nos consagram afeição se acham ao nosso lado, sejamos ou não médiuns. Um pai não abandona um filho porque, surdo e cego, não o pode ouvir nem ver; cerca-o, ao contrário, de toda a solicitude. O mesmo fazem conosco os bons Espíritos. Se não podem transmitir-nos materialmente seus pensamentos, auxiliam-nos por meio da inspiração.


Eis aí acima, um pequeno resumo das orientações de Kardec.



Portanto, meu amigo, não se deixe confundir pelos céticos de plantão que costumam dizer que
Nada do que acontece na penumbra dos centros-espíritas deve ser levado a sério.


Outros, a serviço das trevas procuram confundir sua boa vontade, propagando aos quatro ventos que nas sessões mediúnicas levadas a efeito nas reuniões espíritas o que acontece é o seguinte:

Nada de "espírito"! Nada de "pintura mediúnica"! Nada de "mensagem espiritual"! Nada de "cirurgia espiritual"! Nada de "psicografia"! Nada de "transcomunicação instrumental"! Nada de "viagem astral"! Nada de "vidas passadas"! Nada de "reencarnação"!
Etc., etc., etc., etc.


Afaste-se deles. Nada mais são do que espíritos trevosos,
encarnados entre nós, desejos de que o predomínio nefasto da Igreja de Roma consiga, algum dia, recuperar seu prestígio e seu poder ante os homens. Mas não conseguirão isso. Sua derrocada já começou.


Mas eles são pertinazes, foram treinados para isso antes de reencarnarem, treinados pelas hostes trevosas da Igreja do lado de lá, no além-túmulo, com a finalidade precípua de tentar colocar um freio ao progresso da Doutrina Espírita, o Cristianismo Redivivo.


Costumam dizer:
Observe que para se compreender isso não é nem preciso ser muito inteligente, estudado... É só não cair naquela famosíssima máxima espírita, fantasiosa, cavernosa, maldosamente ameaçadora, negativamente sugestiva:


Eles conhecem a verdade do Espiritismo. Mas essa verdade não lhes interessa agora, porque vem de encontro aos seus interesses materiais do reino de Mamon, o peso esmagador do ouro e do poder que os enfeitiçou e domina há séculos.


Insidiosamente, procuram disfarçar-se numa capa de santidade, e disfarçados de santarrões, dizem a você:

Procure estar SEMPRE muito bem informado, tanto da REALIDADE que nos cerca como também da FANTASIA, pois, somente assim se poderá chegar à VERDADE. Com isso, você estará desenvolvendo seu senso crítico e NUNCA perderá seus princípios, nem NUNCA permitirá que sua personalidade seja invadida ou manipulada.


Mas você já sabe o que são eles. A REALIDADE para eles é o dinheiro e o poder político. A verdadeira realidade espiritual, que eles conhecem mas sonegam, eles a rotulam como sendo FANTASIA para que você se afaste da luz. E sob o sofisma de que os Espíritos podem invadir sua personalidade, procuram evitar de todas as formas que você se aproxime das Entidades Superiores, os Mensageiros de Deus que podem prodigalizar a você a necessária assistência espiritual e a força de que carecemos para vencer as trevas, da qual eles constituem os últimos e desesperados representantes na Terra, ansiosos para reverter o quadro inapelável do início da derrocada do Romanismo em nosso mundo.

Eles não desistem facilmente. Insistirão com você dizendo:

Caso você esteja muito curioso para conhecer uma sessão-espírita, por exemplo, vá, mas tome o importante cuidado de somente ir se você estiver muito bem emocionalmente, pois, caso contrário, mesmo sendo bem informado da realidade e da fantasia, saiba que é pela carência afetiva, pela emoção, principalmente, que lhes enfiam crendices e superstições goela abaixo, SEMPRE!


Está vendo? Apesar dos esforços deles, pobres espíritos reencarnados na Terra em andrajos espirituais, sabem que não conseguirão que você procure uma casa espírita bem orientada, e procuram municiá-lo das armas do preconceito. Mas você sabe que lá, somente encontrará o Evangelho de Jesus na sua mais simples expressão, na sua pureza inconteste, despido dos dogmas seculares que desviaram o cristianismo de sua rota para a luz. Mas como a luz os enceguece, procuram desviar-se dela, rotulando-a como sendo crendices e supertições.

Com quantos deles eu mesmo já conversei, pessoalmente, tanto encarnados como desencarnados, e pude comprovar o endurecimento de seus corações e as trevas compactas em que estão mergulhados na esfera extrafísica, absolutamente convencidos de que a Santa Madre Igreja Romana reconquistará seu poderio mundial e conseguirá, finalmente, nos jogar em novas fogueiras insiquisitoriais, eliminando-nos para sempre, sejamos protestantes ou espíritas ou qualquer outra coisa.

Observe a solerte e muito bem cuidada frase, um sofisma bem preparado, que eles tentam plantar em sua mente, dizendo:

Observe que por mais culto, estudado ou bem informado que você seja, poderá haver naturais momentos de baixa-estima ao longo de sua vida, como, por exemplo, a horrorosa perda de um ente querido. CUIDADO! Geralmente, nesses momentos, aparecem aquelas "ajudas", muitas vezes de parentes, vizinhos e até de "caridosos amigos", para anunciá-lo um suposto comunicado do "além"... Tome muito CUIDADO! NUNCA vá a um centro-espírita nestas circunstâncias, pois, é aí que mora o PERIGO! Questione-se muito numa situação dessas e não seja imediatista! Fale com pessoas de fato amigas, preparadas, imparciais.


Que você deve tomar cuidado, isto é verdade, mas não somente em relação a centros espíritas; o conselho é válido para qualquer organização. Mas você tem o dom do discernimento. Se receber um recado doe além-túmulo de alguém já desencarnado, saberá distinguir sua autenticidade ou não. Diante da prova inconteste da imortalidade da alma, como são exatamente as missivas que recebemos através de médiuns de alta credibilidade, revelando detalhes e coisas que somente você sabe e aquele que desencarnou, inconformados, reagem eles dizendo que procurar a luz consoladora que lhe prova a continuidade da vida depois da morte do corpo físico, é ser imediatista.
Talvez prefiram que você encomende uma missa de sétimo dia, uma de trigésimo, uma de seis meses, uma anual, e pode estar certo de que terá que pagar um bom dinheiro por todas elas. Falou em dinheiro, falou a linguagem deles. Entende?


Sofismando sempre, perguntam a você:

Por que esse morto, ou esse espírito, não vem até você, diretamente, mas você é quem tem de ir até ele num centro-espírita, por meio de um "médium"?
Por que esse ente querido, que muitas vezes conviveu uma vida toda com você – 20, 30, 50 anos –, agora precisa de um intermediário (estranho) para chegar até você?


Eles sabem a resposta mas tentam confundi-lo. Sabem que o espírito recém desencarnado tem dificuldades para entrar em contato com os que aqui ficaram, e que, nas casas espíritas, existe toda uma complexa engrenagem, no campo espiritual, que facilita a comunicação deles com você. Assim como, pelo telefone material, você pode conversar com alguém que está no outro lado do mundo, é a capacidade de sintonia do médium que poderá captar, pela voz ou pela escrita, aquilo que o seu quer ido desencarnado quer falar com você.


Desistir, não é com eles. Eles volta e dizem para você:

Por que ele tendo sido um estrangeiro, por exemplo, agora está "psicografando" ou "falando" só em português (no caso de estar no Brasil)? Nunca "psicografam" nem "falam" em suas próprias línguas, às vezes só com sotaque!? Como é isso?


Meu amigo, eles sabem as respostas. Sabem que a comunicação mediúnica é um processo de sintonia da mente do espírito desencarnado com a mente do espírito reencarnado, isto é, do médium. O pensamento não é articulado. Não existe idioma para o pensamento. E esse pensamento do espírito desencarnado é traduzido pelo médium no idioma que este fala na presente encarnação.


Fazendo crer que a mediunidade é um dom inefável, quando na verdade é uma prova difícil, um trabalho oneroso, compromisso assumido pelo médium antes de reencarnar, dão-se à desfaçatez de dizer a você o seguinte:

Por que Deus, sendo Bondade e Perfeição – INFINITAS! – discriminaria seus próprios filhos e privilegiaria mais a um do que a outro? Impossível! Esse raciocínio é incompatível com o Deus CRIADOR!


Eles acham que você vai cair nessa! Aliás, a ingenuidade deles só não é maior que a vilania escancarada. Mediunidade não é privilégio, é instrumento de árduo trabalho assumido antes de voltar para a Terra, e assumido com espírito de sacrifício.

Maquiavélicos, continuam no seu ouvido, tentando a lavagem cerebral, pela qual, eles todos, já passaram, dizendo:

Se lhe acontecer uma fatalidade, procure aceitar a REALIDADE, acima de tudo, apesar de no começo ser muito difícil. Procure estar sempre atualizado: lendo, pesquisando e estudando, de tudo e de todos os pontos de vista. Na vida o que mais nos faz sofrer é a ignorância. Num único cochilo o "cachimbo pode cair".

De fato, aceite a realidade da ausência temporária de seu ente querido que desencarnou. No começo é difícil. Mas a Doutrina Espírita é um facho luminoso que foi ligado em meados do século XIX, e que vem, cada vez mais, nos provar que essa ausência é temporária, que existe condições favoráveis nas quais eles podem se comunicar conosco, que isso foi proibido por Moisés no Velho Testamento por causa da irresponsabilidade dos médiuns da época, ainda não iluminados pelo Evangelho do Cristo, mas que hoje tal proibição mais se aplica ao Espiritismo. Você sabe disso!


Finalmente, se você achar que é interessante estudar as ciências parapsicológicas, procure instituições idôneas, como as obras do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas.


E, finalizando, tome cuidado para não cair nos cambalachos e nas maracutaias de organizações disfarçadas sob a capa de Ciências Parapsicológicas, como o Centro Latino Americano de Parapsicologia, chefiado pelo sinistro Padre Quevedo, que mais parece a reencarnação de um discípulo de Torquemada, nos tempos modernos.

Trata-se somente de mais um explorador e manipulador de consciências, malquisto até mesmo pela maioria dos sacerdotes católicos.


Um abraço



Hamilton

 

[Ir para a página inicial - se estiver DENTRO DO SITE]

[Ir para a página inicial - se estiver FORA DO SITE]